Alcoa e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Data: 14/09/2017
Area: Comunicação, Social
Autor:
Categoria: Social

A Alcoa contribui com o Objetivo 15 de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. Além do compromisso de recuperação progressiva de áreas mineradas para tornar a área mais próxima de seu estágio original, a Alcoa desenvolve programas de incentivo, gestão de unidades de conservação e proteção de espécies ameaçadas, como o Projeto de conservação da flora nativa ameaçada de extinção.

RECUPERAÇÃO DE ÁREAS MINERADAS

A Alcoa busca minimizar a perturbação de qualquer habitat original e evitar áreas sensíveis, se comprometendo a não explorar ou operar em sítios do Patrimônio Mundial. Quando áreas são perturbadas, a companhia trabalha em estreita colaboração com a comunidade e com os órgãos reguladores para restaurá-las.

Os impactos na biodiversidade dependem do tipo de operação e a companhia tem desenvolvido boas práticas ao longo dos anos nas unidades no país, implementando técnicas de restauro florestal e processos inovadores da indústria para mitigar o efeito na vegetação, animais e recursos naturais. Por exemplo, para a mineração da bauxita é necessário a remoção da vegetação nativa. A Alcoa utiliza técnicas de reabilitação para recuperar as áreas mineradas e estabeleceu uma meta arrojada: para cada 1 hectare aberto, 1 hectare será fechado até 2030. No ano de 2016, foram restaurados 125,8 hectares de áreas mineradas pela Alcoa Brasil.

Na unidade de Juruti, a recuperação de áreas mineradas busca a inovação tecnológica dentro da visão ecossistêmica: aplicação do método de nucleação na região amazônica, que tem como princípio estimular as características naturais do solo. O processo cria microbacias de retenção de água para evitar a erosão e aumentar a capacidade de retenção da umidade que será usada pelas plantas no período da seca, aumentando a chance das mudas prosperarem.

Na unidade de Poços de Caldas (MG), foi desenvolvida a metodologia de utilização de lonas plásticas no entorno das mudas de espécies nativas em áreas de restauração ambiental, com o objetivo de combater o avanço de espécies exóticas invasoras que afetam o desenvolvimento das espécies nativas, por competirem por nutrientes, eliminando o uso de qualquer produto químico para realizar esse controle.

 

RECUPERAÇÃO DE MANGUEZAIS

A unidade da Alumar atua no Projeto de Recuperação de Manguezais em áreas degradadas na zona costeira do estado do Maranhão, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão e a comunidade local. O projeto desenvolve três frentes: reflorestamento de manguezais; pesquisa, tecnologia e inovação em recuperação; e educação ambiental comunitária.

Até 2016, o projeto restaurou serviços ecossistêmicos oferecidos por 1,3 hectares de berçário aquático natural na região de Araçagi, Maranhão. Com o treinamento da universidade, membros da comunidade receberam compensações para coletar, desenvolver, plantar e monitorar o crescimento de mais de 18.000 mudas nativas no manguezal. Como resultado, macacos, guarás e caranguejos retornaram a área restaurada. O projeto também estimulou o interesse da comunidade em educação ambiental, com a instalação de uma biblioteca local, placas sobre a preservação do manguezal e o descarte indevido de lixo na área.

 

PLANTIO DE ÁRVORES NATIVAS

Por meio da Alcoa Foundation, em parceria com o programa Global ReLeaf, a empresa incentiva o engajamento das comunidades no plantio de árvores nativas das regiões em que operamos. No Brasil, em 2016, foram plantadas 24.600 árvores na Mata Atlântica e na Amazônia, sob a liderança de parceiros locais. Ressalta-se que esta iniciativa não contabiliza nem substitui nenhuma atividade obrigatória de reabilitação de áreas mineradas.

No Vale do Ribeira, SP, foram plantadas 2.100 mudas pela Associação Corredor Ecológico do Vale (ACEVP). As mudas nativas da Mata Atlântica ajudaram na recomposição da floresta nativa nas proximidades da represa do Jaguari.

Em Juruti, 20.000 mudas foram plantadas em parceria com o Instituto Vitória Régia. O objetivo foi desenvolver ações de proteção ambiental e da educação liderado por comunidades locais, junto com a voluntários da Alcoa. Tal iniciativa permitiu mitigar as emissões de CO2 provenientes da operação dos trens da Mina de Juruti ensejando o programa “Locomotiva Verde”.



Deise Nishimura

Informações do Autor

Deise Nishimura

Deise é analista de Sustentabilidade na Alcoa, onde é responsável pela implementação da certificação na cadeia do alumínio pela ASI (Aluminium Stewardship Initiative), assim como a coordenação do inventário de GEE no Brasil e o programa de plantação de árvores nativas. Antes de ingressar na Alcoa, trabalhou com pesquisas de comportamento e dinâmica populacional do boto-vermelho no Amazonas. Deise é graduada em Biologia pela Imperial College London e com mestrado em Conservação e Biodiversidade pela University of Exeter.