A Alcoa está comprometida com mitigação e adaptação às mudanças climáticas

Data: 17/01/2017
Area: Biodiversidade, Clima, Comunicação
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Sabemos que as mudanças climáticas constituem um dos maiores desafios de nosso tempo, uma vez que o aumento severo de temperatura impactará a produção agrícola, a integridade das florestas e da biodiversidade, dos oceanos, da disponibilidade hídrica e energética, prejudicando assim a nossa qualidade de vida. Trata-se de um desafio que requer a mobilização de empresas, governos e sociedade civil. E a Alcoa está junto nesta mobilização pró-clima.

Contribuímos com os esforços globais de redução dos impactos das mudanças climáticas, e no Brasil nos mantemos engajados com as bandeiras da “Carta aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas” do Fórum de Ação Empresarial pelo Clima, a saber:

  • Publicamos anualmente o inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), bem como as ações para mitigação de emissões e adaptação às mudanças climáticas;
  • Buscamos a redução contínua de emissões de GEE e orientamos nossas decisões para opções que promovam a redução das emissões de GEE nos nossos processos, produtos e serviços;
  • Incentivamos a captura e sequestro de carbono e/ou apoio às ações de redução de emissões;
  • Nos engajamos junto ao governo, à sociedade civil e aos nossos setores de atuação, no esforço de compreensão dos impactos das mudanças climáticas nas regiões onde atuamos e das respectivas ações de adaptação.

Mas o quê isso significa na prática das nossas operações? Vejamos alguns exemplos.

No compromisso de comunicação pública das emissões a empresa as monitora e segue os procedimentos do programa brasileiro GHG Protocol. A transparência na publicação e quantificação do inventário de emissões de gases estufa permitiram que as operações da Alcoa no Brasil recebessem, pela quinta vez consecutiva, o Selo Ouro deste Programa (acesse aqui o Inventário GEE da Alcoa).

Na busca de redução contínua de emissões de GEE, a meta da empresa é a de reduzir o total da intensidade de emissões (diretas e indiretas) de dióxido de carbono equivalente (CO2e) nos negócios de produtos primários em 30% até 2020 e em 35% até 2030, tendo como base 2005.

No Brasil, a empresa tem se desafiado a operar suas plantas prioritariamente com energias renováveis, e já participa em quatro hidrelétricas para suportar sua produção.

O Programa de Eficiência Energética visa identificar oportunidades de redução no consumo de energia e de emissões. A partir da otimização dos processos, as unidades da companhia têm desenvolvido ações importantes como segue abaixo.

Na Alumar, em São Luis/MA: a otimização de processos e o gerenciamento de emissões em fontes de energia resultou em redução de 15% no consumo energético específico, de 2010 a 2014; aumento da parcela de geração própria de energia elétrica de 36% para 65% nos últimos cinco anos; redução das emissões totais de CO², SOx e NOx; diminuição da geração de resíduos sólidos; e menor demanda por energia elétrica comprada. A melhor performance e utilização dos equipamentos permitiu a redução de 18% no consumo de energia em 2015. Essa iniciativa foi premiada no 13º Ranking Benchmarking Brasil.

Na fábrica de Poços de Caldas/MG: consolidação da substituição do óleo combustível pelo gás natural, uma matriz mais limpa que permite reduzir a pegada de carbono.

Na Mina de Bauxita de Juruti/PA: a mudança da localização da Área de Disposição de Resíduos (ADR), resultando em redução do consumo de energia e também de combustível, graças à modificação da logística de viagens de caminhões; otimização na rota do uso de caminhões basculantes no transporte de galhada e solo orgânico. Somam-se a isso a redução do consumo de água e energia de processo na alimentação dos lavadores de bauxita e o aumento de produtividade no sistema de captação de água bruta, consumindo menos energia por volume captado.

Ainda na Mina de Juruti vale destacar a parceria com comunitários de Juruti Velho, desde 2009, para trabalhar juntos na reabilitação de áreas mineradas.

Os responsáveis pelo plantio das mudas são quatro associações de comunitários da região de Juruti Velho (foto de abertura). Além de produzir as mudas em suas comunidades com a assistência técnica do programa de Apoio à Produção Rural, que integra os Planos de Controle Ambiental (PCA), os comunitários ganharam um contrato para fornecer o serviço de plantio de reflorestamento.

Durante dois anos de contrato, moradores das comunidades Galileia, Nova Esperança, Jauari, Capiranga, Pompom, Monte Moriá e Juruti-Açú realizarão o plantio de cerca de 50 mil mudas em 172 hectares de reabilitação. Além de gerar renda às comunidades locais, o novo contrato representa eficiência e economia para a empresa. Desde o início desta parcerias, 16 comunidades e cerca 180 famílias da região estão engajadas e beneficiadas pelo programa.

Fora do ambiente industrial, nos territórios de nossas vizinhanças, o incentivo à captura e sequestro de carbono e o apoio às ações de redução de emissões podem acontecer de diversas maneiras. Uma dela é por meio do incentivo à plantação de árvores.

A Alcoa globalmente, por meio da Alcoa Foundation e sua parceria com o programa Global ReLeaf, se desafiou a plantar 10 milhões de árvores até 2020 e incentiva o engajamento das comunidades nas quais atua. Todas as mudas plantadas devem ser de espécies nativas de cada região.

Em 2015, no Brasil, o plantio foi realizado em quatro localidades. Em São Paulo, contando com a parceria da Associação Corredor Ecológico do Vale (ACEVP), 2.133 mudas foram plantadas. As mudas nativas da Mata Atlântica ajudaram na recomposição da floresta nativa nas proximidades da represa do Jaguari.

Na cidade de Juruti, 20.000 mudas foram plantadas em parceria com o Instituto Vitória Régia. O objetivo desse projeto foi desenvolver ações de proteção ambiental e da educação liderado por comunidades locais e o poder público, junto com voluntários da Mina.

Na região de São Luís/MA, em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), 5.000 mudas foram plantadas a fim de melhorar os sistemas agroflorestais próximos aos rios Pepital e Mearim.

Na dimensão do engajamento público para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, a empresa tem atuado junto às iniciativas empresariais em clima (IEC), em fóruns como este do CEBDS, na Rede Clima da Indústria Brasileira (CNI), na Plataforma Empresas pelo Clima do GVces, em particular para aprendizagem e publicação de emissões, e no Fórum Clima do Instituto Ethos.

Em 2017, em parceria com o WRI Brasil, iniciaremos um grande projeto para incentivar a restauração florestal no Estado do Pará, com a mobilização de autoridades, produtores, comunidades, especialistas e outros públicos interessados.

A Alcoa acredita que para crescer de forma sustentável, devemos operar cada vez mais nos marcos da transição para uma economia de baixo carbono, que aproveite novas oportunidades de negócios e aumente nossa competitividade. Assim, todos ganham, geramos prosperidade, inclusão social, reduzimos impactos sobre o clima, com conservação e uso sustentável dos recursos naturais.



Fabio Abdala

Informações do Autor

Fabio Abdala

Brasileiro, cientista social, mestre em ciência política, doutor em relações internacionais. Atualmente é Gerente Regional de Sustentabilidade da Alcoa, onde ingressou em 2007. Atuou na rede social Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), no Governo do Amapá e no Ministério do Meio Ambiente. Foi professor visitante de Ciência Política na Universidade Federal do Pará, e pesquisador visitante no Tropical Conservation and Development Program (University of Florida at Gainesville, EUA) e no Centre Internationale pour la Recherche Agricole (ICRA, França). É fellow do Earthwatch Institute e do Leadership for Environment and Development (LEAD). Blog: http://fabioabdala.wordpress.com