Da fazenda ao porto e do porto para fora, AMAGGI incorpora sustentabilidade em seus negócios

Data: 10/02/2017
Area: Clima, Comunicação
Autor:
Categoria: Clima

Ao longo dos anos, a AMAGGI vem progressivamente incorporando a sustentabilidade em todas as suas áreas de negócios, e não apenas como algo de que lembramos quando precisamos falar de responsabilidade socioambiental. Ciente dos impactos gerados pela atividade agrícola e logística, a AMAGGI adota padrões e métodos reconhecidos internacionalmente para atuar de forma ambientalmente responsável e garantir a própria perenidade dos negócios.

Este é o pensamento por trás de nosso engajamento e de nosso apoio aos governos brasileiro e estadual de Mato Grosso para promover a redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE) e pela restauração de 2,9 milhões de hectares de vegetação nativa em território mato-grossense até 2030, compromissos assumidos na COP 21, em Paris, no ano de 2015.

Como empresa do agronegócio, a AMAGGI tem suas raízes na produção de grãos, mas as atividades de logística têm tomado a cada dia um papel maior dentro da companhia. É por isso que gostaríamos de mostrar exemplos de como temos obtido êxito na administração sustentável destas operações.

Da fazenda ao porto
Para que os grãos produzidos em nossas unidades em Mato Grosso cheguem ao porto de Itacoatiara (AM) e sejam depois exportados, investimos na diversificação de modais logísticos, deixando de emitir toneladas de carbono à atmosfera no chamado Corredor Norte (hidrovia Madeira-Tapajós).

Em um país de matriz logística essencialmente rodoviária, a AMAGGI substitui o uso de carretas a partir de Porto Velho (RO), de onde passa a transportar a carga por barcaças ao longo do Rio Madeira até o porto de Itacoatiara. Na hidrovia, cada comboio é formado por 20 barcaças e tem capacidade para transportar o equivalente à carga de mil caminhões de grãos.

Além de aliviar o fluxo de nossas estradas e ser mais eficiente para os negócios, o transporte hidroviário é mais sustentável: segundo estudo realizado para o cálculo da Pegada de Carbono do Milho em 2015, conforme o GHG Protocol, a emissão de gases de efeito estufa do transporte fluvial (0,014 ton CO2e/ton milho) é 90% menor que a emissão do transporte rodoviário (0,15 ton CO2e/ton milho). Isso sem contar os trechos em que o transporte ferroviário é adotado, nos quais a emissão é 99% menor, de acordo com o mesmo estudo.

Ao longo do transporte hidroviário, a AMAGGI ainda conta uma série de iniciativas que permitem o uso mais eficiente de combustíveis, o que também contribui para a redução da emissão de gases do efeito estufa. Desde 2013, soluções tecnológicas nas embarcações e inovações de gestão, como o monitoramento remoto das operações de navegação, têm obtido um ganho médio de eficiência de 13% no consumo de combustível por tonelada transportada.

Do porto para fora
Já entre o porto e mercados externos, como o europeu, as atividades de exportação da AMAGGI também merecem destaque por emitirem menos volume de carbono que a média nacional e dos Estados Unidos, entre outros.

A conclusão é de outro estudo, realizado conforme o padrão do International Sustainability and Carbon Certification (ISCC), que analisou em 2014 a Pegada de Carbono da Soja desde a produção até o porto de Fredrikstad, na Noruega, onde a empresa detém uma fábrica esmagadora de soja não transgênica, a Denofa.

Conforme o levantamento, as operações de exportação da AMAGGI emitiram 533 quilos de CO2e por tonelada de soja até o porto norueguês, 14% a menos que a média das empresas no Brasil (620 kgCO2e/ton soja) e quase 20% a menos que a média dos Estados Unidos (661 kg CO2e/ton soja) no mesmo trajeto.

É com base em experiências como estas que pretendemos fazer evoluir ainda mais nossos métodos de redução das emissões de carbono nos próximos anos, em toda a cadeia produtiva e logística, contribuindo para o panorama geral de cumprimento das metas da COP 21 e, consequentemente, para a sustentabilidade do próprio negócio.

 



Juliana Lopes

Informações do Autor

Juliana Lopes

Juliana de Lavor Lopes atualmente responde pela Diretoria de Sustentabilidade e Comunicação da AMAGGI. Também é a executiva da Fundação André e Lucia Maggi, instituição responsável pelo Investimento Social Privado da companhia. Juliana ingressou na AMAGGI em janeiro de 2006 no cargo de Coordenadora de Desenvolvimento Social. Já em 2009 foi promovida para o cargo de Gerência. Em 2013 assumiu a recém-criada Diretoria de Sustentabilidade da AMAGGI. Uma prova do compromisso da companhia com o desenvolvimento sustentável e também da confiança no trabalho realizado por Juliana. Em 2016 passou a responder também pela área de Comunicação Corporativa da AMAGGI. Possui formação em Relações Internacionais pela Universidade Estácio de Sá, MBE (Master Business Economics) em Responsabilidade Social e Terceiro Setor pela UFRJ, MBA em Comunicação Corporativa pela UNESA/RJ, extensão em Liderança da Sustentabilidade pela Universidade de Berkeley na Califórnia e extensão em Liderança e Aprendizagem para Sustentabilidade pela Society for Organizational Learning fundada por Peter Senge. Sua equipe foi responsável por algumas das mais importantes conquistas da companhia, como a certificação da Round Table on Responsible Soy (RTRS) e o reconhecimento do Forest Footprint Disclosure (FFD). Juliana também representou a AMAGGI em todo o processo de elaboração dos Princípios Empresariais para Alimentos e Agricultura no Pacto Global da ONU e atualmente é coordenadora do GT de Alimentos e Agricultura na Rede Brasileira do Pacto Global.