Mais eólicas para o Brasil alcançar as metas do Acordo de Paris

Data: 14/02/2017
Area: Clima, Comunicação
Autor:
Categoria: Energia e Clima

Foto: José Lins – FURNAS

A questão das mudanças climáticas é hoje um assunto estratégico para empresas brasileiras que atuam no setor elétrico. A aceleração dos processos de alteração do clima atinge diretamente os recursos naturais, que são a matéria-prima para a geração de energia elétrica. Com a ratificação do Acordo de Paris, uma iniciativa internacional, o Brasil possui o compromisso de “expandir o uso doméstico de fontes de energia não fóssil, aumentando a parcela de energias renováveis (além da energia hídrica) no fornecimento de energia elétrica para ao menos 23% até 2030, inclusive pelo aumento da participação de eólica, biomassa e solar”. Os investimentos em energias alternativas, em especial a eólica, são um bom caminho para alcançar essas metas.

Em 2009, o Brasil realizou o seu primeiro Leilão de Energia de Reserva (LER/2009), direcionado exclusivamente para empreendimentos eólicos, com o fim de diversificar sua matriz energética. Além de incentivar o desenvolvimento das fontes renováveis, a iniciativa abriu caminho para a fixação da indústria de turbinas eólicas e seus componentes no País.

Diante deste cenário, FURNAS apostou na diversificação das fontes de energia, limpas e renováveis, que apresentam uma boa relação risco x rentabilidade e contribuem para o crescimento sustentável da empresa. Entre 2011 e 2015, o processo ganhou mais espaço em FURNAS, sobretudo no segmento eólico. A empresa incluiu a energia eólica em seu portfólio, com a entrada em operação de seus três primeiros parques, no Nordeste do País. Os parques eólicos Rei dos Ventos 1, Rei dos Ventos 3 e Miassaba 3 estão instalados no Rio Grande do Norte, totalizando 112 aerogeradores e capacidade total de 187 MW.

Ao longo de uma trajetória marcada pelo pioneirismo e expertise no setor elétrico brasileiro, a companhia reafirma seu compromisso com a produção de energia limpa e renovável, a partir da diversificação de fontes de geração, sobretudo no segmento eólico. Em sociedade com outras empresas, possui mais 43 parques em fase de planejamento e/ou construção. Estas centrais geradoras somarão mais de 1.000 MW de potência instalada ao parque gerador de FURNAS.

 

Cabe ressaltar que o engajamento na diversificação das fontes de energia limpas e renováveis não se restringe ao setor eólico. Acreditando no potencial da fonte de energia solar no Brasil, FURNAS também desenvolve um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento chamado JAÍBA SOLAR. O produto principal é uma usina solar fotovoltaica, que utiliza duas tecnologias, a fotovoltaica tradicional e a de concentração (Concentrated Photovoltaics – CPV).

 



Ricardo Medeiros

Informações do Autor

Ricardo Medeiros

Diretor-Presidente da Eletrobras Furnas. Graduado em Engenharia Elétrica pela UNICAMP e em Direito pela UNESP, com MBA em Competências Estratégicas pela FGV e em Gestão Empresarial pela UCAM, além de Mestrado em Direito das Obrigações pela UNESP. Integrou os quadros de FURNAS de 1980 a 2012, estando nos últimos 10 anos do período à frente da Superintendência de Engenharia e Manutenção.