O papel do setor privado no desenvolvimento de um futuro sustentável

Data: 03/02/2017
Area: Clima, Comunicação
Autor:
Categoria: Clima

Na 21ª Conferência das Partes (COP21), tratado pela Convenção-Quatro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, (UNFCCC), em Paris, foi estruturado um acordo com o objetivo de fortalecer o combate às ameaças das mudanças climáticas e unir esforços de diversos países para lidarmos com os impactos dessas mudanças.

Como todos nós sabemos, os impactos causados pelas mudanças climáticas não são, e não devem ser, um tema discutido apenas em grandes fóruns globais. A participação do setor privado em conversas e ações neste sentido tem aumentado nas últimas décadas. Mais do que isso, avaliar os impactos das operações de qualquer indústria ou serviços se tornou não só necessário para a gestão dos recursos, mas também um elemento que influencia a decisão de compra dos consumidores, que estão cada vez mais conscientes e engajados em causas relacionadas ao bem-estar coletivo.

Em outras palavras, a perenidade dos negócios de qualquer companhia da atualidade não está apenas ligada ao valor que esta obtém de seus esforços, mas também ao legado que devolve à sociedade, seja atuando de forma positiva com as comunidades do entorno, respeitando o meio em que atua e os recursos naturais existentes, ou mantendo uma relação positiva com seus diversos públicos de relacionamento.

Nós, da Suzano Papel e Celulose, entendemos sustentabilidade como a capacidade de permitir que os ciclos de crescimento se renovem, o que implica construir as bases para uma expansão que integre operações competitivas, responsabilidade socioambiental e relacionamentos de qualidade. Com esse direcionamento, desde 2008, nós quantificamos nossas emissões de Gases do Efeito Estufa segundo a metodologia GHG Protocol, desenvolvida pelo World Resources Institute/World Business Council for Sustainable Development (WRI/WBCSD).

Ao mensurarmos nossas emissões, somos capazes de avaliar melhor oportunidades de redução. Obtivemos, em comparação ao ano de 2015, uma redução de 4% no balanço total das emissões. Esse resultado reflete nossos esforços para a eficiência energética, redução do consumo de insumos e adoção de alternativas mais limpas de energia.

Como exemplo de ação realizada em nosso âmbito industrial, o investimento em um novo digestor na Unidade Suzano (SP) permitiu queda de 34% no nosso consumo de gás natural e representa a redução na emissão de 115 mil toneladas de CO2. Já em nossa Unidade Imperatriz (MA), a otimização de seus processos provocou uma redução drástica no consumo de óleo combustível. A fábrica de Mucuri (BA), por sua vez, diminuiu 11% no consumo de gás natural, o que representa uma redução de 18 mil toneladas de CO2 equivalente.

Esses resultados obtidos por meio de ações e investimentos em eficiência energética e na redução no consumo de combustíveis, tornando as fontes de nossa matriz energética mais limpas, ficaram evidenciadas em 2015 e continuam trazendo resultados expressivos desde então.

A redução de 41% na compra de energia elétrica em relação ao ano de 2014, considerando o conjunto das unidades da Suzano, responde pela redução de 53 mil toneladas de CO2. Além disso, a autogeração de energia elétrica nas Unidades Imperatriz e Mucuri e o envio do excedente para o abastecimento da rede evitaram a emissão de mais 570 mil toneladas de CO2 equivalente para a atmosfera, uma vez que, ao deixarmos de comprar energia da rede, substituímos nossa matriz energética por fontes mais limpas.

As ações não se esgotam por aí. Somos responsáveis pelo manejo consciente florestal de 1,2 milhão de hectares, sendo aproximadamente 490 mil de áreas de preservação, concentradas na Bahia, no Espírito Santo, em São Paulo, em Minas Gerais, no Maranhão, no Tocantins e no Pará. Por meio do reflorestamento e da restauração removemos CO2 da atmosfera, que é estocado na forma de carbono em áreas florestais bem manejadas. Todos os nossos produtos têm origem em florestas de eucaliptos plantadas para esse fim, por meio de um manejo consciente e sustentável. Ou seja, trata-se de produtos renováveis que alimentam diversas cadeias produtivas. Também participamos de uma iniciativa, em parceria com a The Nature Conservancy (TNC), maior organização ambiental do mundo, para a recuperação das nascentes do Rio Mucuri. E neste projeto, somos não apenas parceiros, mas também entusiastas de um modelo de atração de novos atores para esta e outras iniciativas semelhantes.

Na Suzano, pautamos todas as nossas relações em nossa crença Forte e Gentil. Somos fortes na busca do pioneirismo em processos inovadores e protagonistas de nossa própria história, e gentis no cuidado com o que e quem nos cercam. E é assim que acreditamos ser possível contribuir para a construção de um mundo melhor.

Saiba mais sobre as demais ações desenvolvidas pela Suzano Papel e Celulose. Confira!

 

 

 



Alexandre Di Ciero

Informações do Autor

Alexandre Di Ciero

É gerente executivo de Sustentabilidade da Suzano Papel e Celulose.