Vale investe em tecnologia social para o desenvolvimento das comunidades

Data: 02/08/2017
Area: Comunicação, Social
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Categoria: Social

Na Vale, acreditamos que o protagonismo da sociedade civil é estratégico para se alcançar o desenvolvimento sustentável. Com isso, construímos diariamente o nosso relacionamento com as comunidades onde atuamos. Por meio da Fundação Vale, por exemplo, desenvolvemos o Programa Agir (Apoio à Geração e Incremento de Renda), que apoia o desenvolvimento de negócios sociais – individuais, familiares e coletivos – com capacitações, assessoria técnica e gerencial, mentoria, investimento direto (capital semente) e acompanhamento dos empreendimentos. A iniciativa busca contribuir com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1, que visa a erradicação da pobreza, em todas as suas formas. Com o Agir, a Vale incentiva o protagonismo da comunidade para conquistar a sua própria geração de renda, valorizando as suas vocações locais. Dessa forma, onde todos ganham, o ambiente para negócios é produtivo e sustentável, atraindo mais investidores e desenvolvimento socioeconômico.

As atividades econômicas apoiadas incluem: produção artesanal de alimentos, horticultura, apicultura, piscicultura, agricultura familiar, serviços de coleta seletiva, limpeza e conservação de ambientes, além da confecção de roupas e da economia criativa. Só em 2016, foram executados nove projetos nos estados do Maranhão, Pará, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro – sendo 1.125 empreendedores diretamente beneficiados, 663 empreendedores capacitados, 106 planos de negócios elaborados e 81 negócios sociais incubados ou acelerados. O programa Agir foi reconhecido pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, principal instrumento de identificação e certificação de tecnologias sociais do país.

Para citar alguns exemplos, em Canaã dos Carajás, no Pará, seis negócios sociais que passaram pelo processo de incubação ou aceleração foram graduados, obtendo resultados expressivos: aumento de faturamento de 70% a 278% e de renda de 167% a 499%. Entre esses negócios, está a Fábrica e Malharia Criativa, liderada por mulheres, que inicialmente tinha a produção de artesanato e de itens de costura voltada à socialização e integração das participantes. Com o apoio do projeto, o grupo expandiu a linha de produtos e melhorou a infraestrutura de produção, passando a ocupar espaço relevante no mercado local. Por meio de uma parceria com a Serigrafia GFN, também incubada pelo projeto, a fábrica comercializa agora, também, uniformes e camisetas para eventos municipais.

 

Na Estrada de Ferro Carajás, mais de 160 empreendedores participam do Agir, distribuídos em 11 comunidades de sete municípios: Arari, Vitória do Mearim, Alto Alegre do Pindaré, Buriticupu, Bom Jesus das Selvas, São Pedro da Água Branca e Marabá. Os empreendimentos vão da produção de óleo e azeite de babaçu, passando por produtos de corte e costura, até doces e panificados. Em 2016, foi executada a primeira etapa de aceleração dos negócios sociais, o que incluiu assessoramento técnico e mentoria em gestão (compras, vendas, produção e administração). O ano foi marcado também pela inauguração de cinco fábricas/sedes de empreendimentos sociais em Alto Alegre do Pindaré e Buriticupu e pela realização de feiras para venda de produtos em Açailândia e São Luís.



Isis Pagy

Informações do Autor

Isis Pagy

Isis Pagy Diretora de Relações com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais na Vale, Isis Pagy é economista e atua na área social há mais de 30 anos. Também é diretora-presidente da Fundação Vale.