O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) está trabalhando junto do governo brasileiro, por meio de seu Conselho de Líderes, em soluções de negócios nas áreas de energias renováveis e consumo inteligente de energia, para as quais o Brasil estabeleceu metas voluntárias (INDC, na sigla em inglês) às Nações Unidas.

A INDC do Brasil e as de outras nações que participam da 21ª Convenção-Quadro das Nações Unidas, a COP 21, irão compor a base do novo acordo global do clima a ser negociado entre 30 de novembro e 11 de dezembro, em Paris. Em sua INDC, o Brasil se propõe a elevar a participação das energias renováveis a 23% não hídricas –eólica, solar, biomassa – e de ampliar em 10% a eficiência do consumo de energia elétrica até 2030.

O CBDS apresentou o Conselho de Líderes, dia 22 de outubro, aos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O empresariado propôs a construção de um diálogo permanente e de alto nível para o desenvolvimento de soluções de negócios sustentáveis e eliminação dos entraves à sua implementação, como barreiras regulatórias e de mercado que hoje impedem sua viabilização.

O Conselho de Líderes é formado pelos principais executivos das mais de 70 empresas associadas ao CEBDS. Composto pelos setores público e privado, conta com representantes da sociedade civil, nomeados “observadores”. A iniciativa visa estabelecer uma agenda de ao menos duas reuniões anuais estratégicas entre lideranças empresariais, governo e observadores, e a formação de grupos técnicos de trabalho.

Criado pelo CEBDS para aprofundar o diálogo com o governo e desenvolver um plano de trabalho em conjunto, o Conselho de Líderes trabalha a partir das 22 propostas do documento “Agenda CEBDS: por um País Sustentável”, apresentada aos candidatos à Presidência da República em 2014. Destas, três estão mais desenvolvidas, nas áreas de geração de energia limpa, mobilidade e consumo inteligente de energia. O próximo passo é envolver o corpo técnico do governo para refinar e avançar no sentido de implementação das propostas.

Permanentemente aberto às lideranças de empresas associadas, o Conselho conta com a participação ativa de mais de 30 altos executivos no desenvolvimento da “Agenda CEBDS: Por um País Sustentável”.

“Já temos soluções de negócios que podem ser implementadas para garantir que avancemos rumo a uma economia de baixo carbono. No entanto, para viabilizar em grande escala estes modelos, é preciso que o governo e a sociedade caminhem juntos”, afirma a presidente do CEBDS, Marina Grossi.

TRANSPARÊNCIA

Criado em caráter permanente, o Conselho de Líderes atuará de forma transparente em defesa de soluções adequadas ao contexto econômico nacional e global, contribuindo para a retomada do crescimento do país em termos mais sustentáveis.

Estudos e propostas apresentados deverão ser disponibilizados no site do CEBDS (www.cebds.org), bem como as atas de reuniões. O Conselho também buscará construir uma agenda de trabalho em que constem prazos e que sejam identificados os representantes (pontos focais) do governo e do setor privado.

As iniciativas podem contribuir para preencher lacunas existentes, por exemplo, na proposta brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa apresentada voluntariamente (INDC, na sigla em inglês) pelo país à Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro.

O conjunto de INDCs de 196 países, incluindo o Brasil, será a base para a negociação do novo acordo do clima em Paris, durante a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas (COP 21), em dezembro.

A expectativa é que a Conferência de Paris estabeleça um novo acordo do clima capaz de evitar que a temperatura média do planeta ultrapasse o limite de 2°C neste século. O novo acordo passaria a vigorar em 2020, em substituição ao Protocolo de Quioto. No Brasil e no mundo, as empresas se preparam para atuar considerando o novo cenário global.

Veja o que diz o Ministro Joaquim Levy sobre o Conselho de Líderes: