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below50 lança centros regionais em três continentes

Data: 17/11/2017

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O World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) anunciou, no dia 14 de novembro, durante a COP23 em Bonn na Alemanha, uma grande expansão do projeto below50, novos polos começaram a operar em três continentes: América do Sul, América do Norte e Austrália. O objetivo é de expandir rapidamente o mercado mundial dos combustíveis mais sustentáveis, que emitam, no mínimo, 50% menos gases de efeito estufa. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) é responsável pela liderança do below50 na América do Sul, dando origem ao below50 – hub América do Sul, que busca adaptar o projeto global ao contexto da região.

Para Ana Carolina Szklo, gerente sênior de Projetos e Assessoria Técnica do CEBDS, a América do Sul tem muito a ganhar com o below50. “O hub da América do Sul ajudará a divulgar experiências valiosas de todo o mundo e também fortalecerá o setor de combustíveis com baixa emissão de carbono, proporcionando uma sólida plataforma para o engajamento”, esclarece Ana Carolina Szklo.

A diretora-gerente da Queensland Renewable Fuels Association (QRFA), anfitriã do hub Austrália, Larissa Rose destacou como uma oportunidade única para a Austrália expandir rapidamente a produção, uso e exportação de combustíveis que emitem 50% menos CO2.”Estabelecer os centros regionais do below50 envia um forte sinal que cria confiança e demonstra o aumento de uma indústria de combustíveis com baixa emissão de carbono que é essencial para reduzir as emissões no setor de transporte”, aponta Rose.

O hub da América do Norte é capitaneado pela Biotechnology Innovation Organization (BIO). Stephanie Bachelor, diretora de Estado e Política Internacional da BIO, descreveu o lançamento do below50 em sua região como ” um impulso inestimável para o setor de combustíveis com baixo teor de carbono, em um momento crítico na América do Norte “. O vice-presidente executivo da Seção Industrial e Ambiental da BIO, Brent Erickson, acrescenta: ” O hub pode reunir toda a cadeia de valor para combustíveis com baixas emissões de carbono na América do Norte, que estão em uma etapa crítica de crescimento em escala. A expansão do below50 pode ajudar a revitalizar o investimento, pesquisa e desenvolvimento necessários para o desenvolvimento comercial continuado desses combustíveis “.

O WBCSD explica que os centros regionais do projeto desenvolverão seus próprios programas de trabalho, mas permanecerão fortemente conectados à visão e aos direcionamentos do programa global below50. Além isso, o Conselho Empresarial Mundial reforça que o lançamento desses hubs são apenas o início da expansão contínua do below50. Em 2018, o projeto procurará estabelecer mais centros regionais – em países como China, México e Filipinas.

Atualmente, o transporte representa quase 25% de todas as emissões em todo o mundo e 90% do setor depende de combustíveis fósseis intensivos em carbono. Hoje, apenas 3% dos combustíveis para transporte são de baixa emissão de carbono. Este valor deve crescer para 10% até 2030, a fim de satisfazer o crescimento econômico e ajudar a evitar que as temperaturas globais cresçam mais de 2°.

Combustíveis com 50% menos CO2

below50 é uma colaboração global que tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento do mercado global e nacional de combustíveis sustentáveis. O projeto busca criar demanda para combustíveis que, como o etanol e o biodiesel nacionais, emitam 50% menos CO2 do que os combustíveis tradicionais. O below50 se propõe a:

  1. aumentar o número de empresas que optam pelos combustíveis below50;
  2. criar oportunidades intersetoriais via cadeias de suprimentos;
  3. demonstrar que os combustíveis below50 possuem um apelo econômico, social e ambiental;
  4. abordar as barreiras legislativas e financeiras no abastecimento dos combustíveis below50.

Criado pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), o below50 responde aos desafios apontados pela iniciativa Low Carbon Technology Partnerships initiative (LCTPi).

Sua empresa pode fazer parte dessa colaboração global. Saiba mais (link).



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