“A agenda do Acordo de Paris exige a participação empresarial”, afirma secretária da UNFCCC


Em visita oficial ao Brasil, a secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), Patricia Espinosa, teve como uma de suas agendas um encontro com o CEBDS e suas empresas associadas.

Logo após o encontro, realizado nesta segunda-feira (03) na sede do Itaú, em São Paulo (SP), Espinosa concedeu uma entrevista exclusiva para o site do CEBDS sobre o papel do setor empresarial na implementação do Acordo de Paris. Confira.

Qual é o objetivo de sua viagem ao Brasil?

O Brasil é um grande parceiro, um país muito importante no processo de luta contra as mudanças climáticas. Foi um parceiro muito importante para conquistarmos o Acordo de Paris e, dentro desse contexto, o setor empresarial brasileiro desempenhou um papel fundamental. E, agora, temos pela frente o desafio de implementar o Acordo de Paris e, portanto, buscar uma maior interlocução e uma maior cooperação entre o secretariado e os parceiros brasileiros.

E qual é a importância do Brasil para o êxito do Acordo de Paris?

O Brasil é um país muito grande e que tem enormes compromissos. Um país com as dimensões e com a complexidade da realidade do Brasil, que possa assumir compromissos tão ambiciosos, como os que ele colocou sobre a mesa, é fundamental. E o avanço que o Brasil tem e tenha no futuro nesse tema, sem dúvida, será uma fonte de inspiração para outros países.

E qual é o papel do setor empresarial para isso?

A agenda do Acordo de Paris exige a participação do setor empresarial. É uma agenda que os governos, sozinhos, não podem cumprir, ela exige a participação de todos os setores da sociedade. Para produzir as transformações que tem que acontecer na economia, tem que haver um compromisso forte do setor empresarial.

Como o CEBDS pode ajudar a UNFCCC nessa missão?

É muito importante que, em nível nacional, os distintos atores possam reunir suas vontades e suas experiências para dar o exemplo a outros atores em nível internacional e, também, para permitir ao secretariado mostrar o que está se fazendo em distintas partes do mundo. Isso, em si mesmo, para além das ações que as empresas individualmente estão realizando, é muito importante para o processo.