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06/04/2019 às 12:25

Agricultura, cidades e indústria consomem 85% da água captada

Agricultura, cidades e indústria consomem 85% da água captada

Aquasfera, com informações da ANA

A agricultura irrigada, o abastecimento urbano e a indústria de transformação são responsáveis por 85% das retiradas de água em corpos hídricos, o que equivale a 2,083 milhões de litros por segundo. Todos os usos continuarão se expandindo nos próximos anos, com exceção do abastecimento humano rural, em virtude da redução da população nessas regiões. De um modo geral, o uso da água deverá crescer 24% até 2030, superando a marca de 2,5 milhões de litros por segundo.

Essas são algumas das principais conclusões do Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil, elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA), que traça um panorama das demandas por recursos hídricos em todos os municípios brasileiros, de 1931 a 2030. Este estudo explica as metodologias aplicadas nas estimativas, fruto de uma profunda revisão dos métodos e das bases de dados disponíveis. Um uso é considerado consuntivo quando a água é consumida, total ou parcialmente, no processo a que se destina, não retornando diretamente aos corpos hídricos de onde foi retirada. 

De acordo com informações da ANA, o trabalho foi realizado com base na importância de dados precisos e atualizados como insumo à garantia da segurança hídrica da população e do setor produtivo. A base de dados foi utilizada na construção do Plano e do Programa Nacional de Segurança Hídrica, que serão lançados em breve pela agência reguladora.

A publicação também apresenta listas com os dez municípios brasileiros que mais retiram água, considerando todos os tipos de uso dos recursos hídricos e também para cada forma de utilização: abastecimento humano urbano, abastecimento animal, indústria de transformação, mineração, agricultura irrigada, usinas termelétricas.

Consumo nas cidades

Além disso, o Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil apresenta os percentuais destes diferentes usos da água nos 26 estados e no Distrito Federal e em cada uma das 12 regiões hidrográficas do País. Os dados detalhados podem ser acessados nos painéis de indicadores.  

Neste levantamento a ANA também contabiliza a evaporação líquida em reservatórios artificiais, o que inclui hidrelétricas, açudes e outros tipos de reservatórios. A evaporação líquida é calculada pela diferença entre a evaporação no reservatório e a evapotranspiração que naturalmente aconteceria no local.

Segundo dados de 2017, houve uma evaporação líquida de 669,1 mil litros por segundo. Este volume é aproximadamente 35% maior que o retirado para abastecimento urbano (496,2 mil litros por segundo) e 6,8 vezes maior que o consumido por este uso (99,2 mil l/s). A evaporação líquida só é superada pelo retirada e pelo consumo de água pela irrigação (respectivamente 1083,6 e 792,1 mil l/s).

A íntegra do estudo pode ser baixada aqui. Além da publicação do Manual de Usos Consuntivos da Água no Brasil, a ANA disponibiliza, no portal do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) tabelas, mapas interativos e painéis de indicadores com dados sobre os usos da água no Brasil.

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