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23/08/2019

Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais no Brasil – ANA / Embrapa

Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais no Brasil – ANA / Embrapa

O sistema de irrigação por pivô central foi desenvolvido nos Estados Unidos e patenteado em 1952. A invenção permitiu transformar a região semiárida das Grandes Planícies da América do Norte em um dos maiores celeiros de grãos e carne do mundo. Atualmente, o pivô é o sistema mais usado nos Estados Unidos.

A estrutura de um pivô é composta por torres metálicas triangulares montadas sobre rodas, com uma das extremidades fixadas no centro da área a ser irrigada (ponto-pivô). O sistema oferece como vantagens capacidade de distribuição uniforme da água requerida pelas culturas, alto grau de automação, adaptação a diferentes tipos de solo e irrigação de grandes áreas, além da capacidade de aplicação de fertilizantes e defensivos agrícolas.

No Brasil, o primeiro pivô central foi instalado em 1979 na bacia do rio Tietê no município de Brotas, em São Paulo. Desde então, agricultura irrigada por pivôs centrais apresenta crescimento forte e persistente nas últimas décadas, e que se acelerou ainda mais a partir de 2010, chegando a uma área de 1,476 milhão de hectares em 2017, o equivalente a 2,5 vezes o território do Distrito Federal.

Este total é 47 vezes maior que a área mapeada em 1985 e o triplo registrado no ano 2000, quando foram contabilizados respectivamente 31 mil e 490,5 mil hectares. Esta é uma das conclusões apontadas pelo Levantamento da Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais no Brasil, produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), lançado em 4 de julho em Cristalina (GO).

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