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08/01/2020

Água da Cedae é analisada pela Vigilância Sanitária

Água da Cedae é analisada pela Vigilância Sanitária

Aquasfera, com informações da Vigilância Sanitária e da Cedae

A Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses do Rio de Janeiro iniciou na última terça-feira (7) o monitoramento da água distribuída pela Cedae em 12 pontos nos bairros de Paciência, Campo Grande, Santa Cruz, Olaria, Brás de Pina e Ramos. A operação foi iniciada após o registro de alterações de tonalidade, sabor e odor da água fornecida a diversos bairros da cidade e da Baixada Fluminense.

Os técnicos da Vigilância Sanitária estão coletando amostras para a análise microbiológica no Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp). As análises estão sendo realizadas no Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), localizado em São Cristóvão.

A coordenadora do Lasp, a médica-veterinária Roberta Ribeiro disse que, ao tomar conhecimento da alteração na água, fez contato com a Cedae e foi informada que a empresa iniciou apuração para identificar se houve algum problema no Guandu. Implantado em 2017, o Lasp analisa todo mês 264 pontos da água fornecida pela Cedae, o que permite o monitoramento da rede de abastecimento da cidade por completo.

“Em caso de alteração, notificamos imediatamente a Cedae para providenciar a adequação dos problemas, muitas vezes pontuais e rapidamente sanados pela empresa. Vale registrar que o índice é de, em média, 9% de alteração, sendo que no segundo semestre de 2019 o maior problema foi o de turbidez mais alta que o permitido. Isso acontece quando há material em suspensão na água, o que pode ser provocado por um cano enferrujado ou mesmo sujeira que atinge a água”, explicou Roberta Ribeiro.

Cedae detecta geosmina na água

A Cedae informou por meio de nota que, após a análise de amostras de água, os técnicos da concessionária encontraram a presença da substância geosmina no material recolhido. De acordo com a empresa, “geosmina é uma substância orgânica produzida por algas e que não representa nenhum risco à saúde dos consumidores”.

Apesar de reconhecer que a substância altera o gosto e o sabor da água, a Cedae afirmou que “a água fornecida pode ser consumida pela população”. A concessionária informou ainda que as amostras da água da Estação de Tratamento do Guandu, analisadas na última terça-feira, não apresentaram alterações de cheiro e gosto.

A empresa esclareceu, no entanto, que a água anda pode apresentar gosto e cheiro alterados em alguns locais. Por essa razão, continuará monitorando todo o sistema de abastecimento nos próximos dias. “Análises realizadas em unidades do macrossistema de abastecimento do Rio também estavam dentro dos indicadores estabelecidos pelas normas do Ministério da Saúde”, informou a nota.

O que é a geosmina?

A geosmina é produzida por algas em mananciais, em fução de variações de temperatura, luminosidade e índice pluviométrico. Trata-se, portanto, de um composto orgânico que faz a água apresentar “gosto e cheiro de terra”. Outros registros da proliferação da substância foram feitos há 18 anos no Rio de Janeiro; em 2008, em São Paulo; e em municípios de dos estados da Paraíba e do Rio Grande do Sul em 2018, por exemplo.