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22/09/2019

Brasileira ganha prêmio da ONU para jovens ambientalistas

Brasileira ganha prêmio da ONU para jovens ambientalistas

Aquasfera, com informações das Nações Unidas

A biotecnologista Anna Luísa Beserra, fundadora da SDW, venceu o Prêmio Jovens Campeões da Terra, das Nações Unidas, por desenvolver o Aqualuz. O dispositivo purifica, por meio de radiação solar, a água da chuva captada em cisternas.

As doenças diarreicas estão entre as principais causas de morte em todo o mundo, e estão diretamente ligadas à falta de água potável e à falta de saneamento e acesso à higiene. Esses problemas atingem principalmente populações jovens, vulneráveis ou que vivem em zonas rurais remotas.

O Aqualuz, criado pela SDW, é um filtro inovador que purifica a água da chuva coletada por cisternas instaladas em áreas rurais, onde a água filtrada não é acessível. Esta realidade afeta mais de um milhão de pessoas no Brasil. A água da cisterna é purificada por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o recurso está seguro para o consumo.

“Meu propósito é levar o direito básico à água limpa para as comunidades carentes nas áreas rurais”, afirmou Anna Luísa Beserra, de 21 anos. “Queremos ajudar a melhorar a vida das pessoas e salvar vidas.

Aqualuz oferece solução de baixo custo

O Aqualuz é de baixo custo, fácil manutenção e pode durar até 20 anos. Embora tenha sido testado apenas no Brasil, o dispositivo tem potencial para ser aplicado em outros países. O sistema já distribuiu água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.

Em junho deste ano, a SDW foi uma das 10 empresas selecionadas para participarem do Braskem Labs Ignition, o programa de aceleração da Braskem em parceria com o Quintessa para startups em fase de validação. O programa é voltado para empresas que tenham uma ideia, produto ou serviço que contenha química ou plástico, e que impactem positivamente a sociedade em diversas áreas.

A implantação do Aqualuz em quatro estados do semiárido brasileiro foi possível com o ingresso do projeto no Academic Working Capital, programa de empreendedorismo universitário promovido pelo Instituto TIM. A iniciativa recebeu monitoria e foi selecionada para o HackBrazil, evento brasileiro de tecnologia em Boston (EUA) que premia iniciativas inovadoras.

Após concorrer com 400 startups de tecnologia, o Aqualuz ficou em segundo lugar, que resultou no pagamento deu um prêmio de R$ 25 mil. Como parte de parceria com ONGs locais, os recursos foram aplicados em municípios de Bahia, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte. A iniciativa contou com o apoio da Fundação Vedacit no projeto piloto no município de Feira de Santana (BA).

No caso do Prêmio Jovens Campeões da Terra, Anna Luísa ficou entre os sete premiados da África, América do Norte, América Latina e Caribe, Ásia e Pacífico, Europa e Ásia Ocidental. Os vendedores receberão seu prêmio durante a Cerimônia dos Campeões da Terra em Nova York, no próximo dia 26 de setembro, coincidindo com a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas e a Cúpula de Ação Climática.

“Nosso planeta com estresse hídrico está sofrendo o peso da extração incessante, da poluição e da mudança climática. É vital encontrarmos novas formas de proteger, reciclar e reutilizar este precioso recurso. Tornar a água potável acessível e segura a todos e todas é vital para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse Inger Andersen, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Premiação de jovens talentos

Um júri global composto por Markus Steilemann, diretor Executivo da Covestro; Joyce Msuya, diretora executiva adjunta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente; Arielle Duhaime-Ross, correspondente do VICE News Tonight para ciência e mudanças climáticas; Jayathma Wickramanayake, enviada do secretário-geral da ONU para a Juventude; e Kathy Calvin, presidente e diretora executiva da Fundação das Nações Unidas, selecionou os vencedores e vencedoras entre 35 finalistas regionais de mais de 1 mil candidatos.

O Prêmio Jovens Campeões da Terra, oferecido pela Covestro, é concedido anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente a jovens ambientalistas entre 18 e 30 anos de idade, por suas destacadas ideias em prol do meio ambiente.

“O mundo dos negócios precisa de ideias novas e de uma cultura de startups que enfrentem os desafios ambientais globais, assegurando ao mesmo tempo o nosso crescimento em longo prazo. O Jovens Campeões da Terra pode ajudar a alcançar isso e todos na Covestro têm orgulho em apoiá-lo. Queremos ajudar a tornar o mundo um lugar melhor”, declarou Markus Steilemann, CEO da Covestro.

Com vendas de EUR 14,6 bilhões em 2018, a Covestro está entre as maiores empresas de polímeros do mundo. As atividades de negócios estão focadas na fabricação de materiais poliméricos de alta tecnologia e no desenvolvimento de soluções inovadoras para produtos utilizados em diversas áreas da vida cotidiana.

Os principais segmentos atendidos são as indústrias automotiva, de construção, processamento de madeira e móveis e elétrica e eletrônica. Outros setores incluem esportes e lazer, cosméticos, saúde e a própria indústria química. A Covestro possui 30 unidades de produção em todo o mundo e emprega aproximadamente 16.800 pessoas.

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