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10/01/2020

Cedae utilizará carvão ativado no tratamento de água

Cedae utilizará carvão ativado no tratamento de água

Aquasfera, com informações da Cedae e da Uerj

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) anunciou, na última quarta-feira (8), que utilizará um sistema de carvão ativado na etapa inicial do seu processo de tratamento de água. A decisão foi tomada como resposta à detecção da substância geosmina na água distribuída em diversas bairros da região metropolitana, que teria sido provocado pela proliferação de algas.

“Apesar de todos os testes realizados pela Cedae, nos últimos dias, terem apontado que a água fornecida está dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde, e própria para o consumo, a companhia adotará, em caráter permanente, a aplicação de carvão ativado pulverizado no início do tratamento. Isso será feito para reter a geosmina caso esse fenômeno volte a ocorrer”, informou a Cedae por meio de nota.

De acordo com a concessionária, o método de tratamento com a utilização de carvão já vem sendo utilizado por outros Estados (São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul, por exemplo), onde o problema tem maior recorrência. “Na última vez em que a Cedae identificou a presença de geosmina na água foi em 2004 e, à época, avaliou-se que não seria necessário adotar medida semelhante”.

Alterações nas propriedades da água

Nos últimos dias tem havido diversos registros de alterações da água distribuída em diversas áreas da região metropolitana atendidas pela Cedae, além de relatos de sintomas de diarreia e vômitos entre parte da população. 

“Acredite na sua percepção. Coloque a água em um copo transparente e observe. Se ela possuir cor ou odor estranhos, não beba. Essa água não é potável”, recomenda o professor Gandhi Giordano, do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da Faculdade de Engenharia da UERJ, pesquisador sobre controle da poluição e tratamento da água.

Muitos moradores da Zona Norte e da Zona Oeste alegam que a água tem apresentado cor amarronzada, odor forte e sabor de terra.

De acordo com a Cedae, a geosmina não apresenta risco à saúde e pode ser consumida pela população. Porém, os cariocas continuam se perguntando sobre o que fazer para não correr riscos.

“Se você tem condições de comprar água mineral, dê preferência apenas ao seu consumo até que a situação ser normalizada”, orienta Gandhi Giordani. 

O especialista também aconselha a realizar limpeza constante nos reservatórios de água e nos filtros, com a troca de velas de carvão, para evitar contaminação por micro-organismos. “Higiene é fundamental. Nosso saneamento básico é deficiente. Trata-se também de uma questão de educação e participação das pessoas”, diz Giordano.