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20/04/2019 às 14:59

Com resina da Braskem, irrigação de gotejo aumenta produção de cana

Com resina da Braskem, irrigação de gotejo aumenta produção de cana

Aquasfera, com informações da Braskem

A irrigação por gotejo implantada no cultivo de cana, solução que tem sido implementada pela NaanDanJain com apoio da Braskem, proporciona aumento a partir de 65% na produtividade dos canaviais, em comparação com o método tradicional (por sequeiro). Há casos em que este número pode chegar até 200%.

Neste sistema de irrigação, utiliza-se gotejadores com tecnologia autocompensante (que controlam a vazão) e anti-sifão (que impedem a entrada de argila quando enterrado). Os gotejadores são inseridos em tubos de polietileno que podem ser produzidos com resinas de origem fóssil ou renovável (à base de cana de açúcar).  Os tubos de polietileno, fabricados com resinas fornecidas pela Braskem, podem ser colocados na superfície do solo ou enterrados. 

“As soluções de plástico estão extremamente alinhadas com os objetivos do agronegócio que busca produzir mais, com menos recursos. O sistema de irrigação por gotejo é um bom exemplo disto, uma vez que promove aumento de produtividade minimizando o consumo de fertilizantes e água por tonelada produzida”, afirma Ana Paiva, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Braskem.

No caso da irrigação de cana de açúcar, utiliza-se predominantemente os tubos instalados a 30cm de profundidade, ficando o mais próximo possível do sistema radicular da planta, possibilitando assim o fornecimento preciso de água e nutrientes.

Redução de custos

Além de aumentar a produtividade, o sistema de irrigação por gotejo proporciona redução dos custos da tonelada produzida e dos riscos operacionais, viabiliza o plantio em ambientes com solos desfavoráveis e potencializa o plantio de mudas pré-brotadas. 

Um exemplo prático é a usina goiana Jalles Machado que registrou aumento de 65% em sua produção no primeiro ano de irrigação, na comparação com a produtividade obtida em área de irrigação por salvamento (método tradicionalmente utilizado no Brasil, em que a cana recebe apenas parte da água necessária para obter sua máxima produtividade). A previsão para o projeto da Jalles Machado, que tem 400 hectares irrigados pelo sistema de gotejo, é que em 2019 a produtividade da área irrigada seja até 100% maior se comparado com a produção irrigada por salvamento.

“Em canaviais com sistemas de irrigação pleno (que supre totalmente a falta de água), a cana se desenvolve mais e a elevada produtividade reduz o custo da tonelada produzida, uma vez que a alta produtividade dilui os maiores custos da produção, que são o arrendamento e plantio, além de reduzir o custo com frete quando a irrigação é realizada próximo da usina. A prática ainda minimiza os riscos de quebra de produção e variação na produtividade dos canaviais – o que diminui a capacidade ociosa nas usinas”, avalia o executivo, relatando que alguns produtores tiveram retorno sobre o investimento em aproximadamente dois anos e meio”, avalia o gerente de desenvolvimento de mercado e inovação da NaanDanJain Brasil, Leandro Lance, que relatou retorno sobre o investimento de aproximadamente dois anos e meio para alguns produtores.

Empresa israelense e indiana, a NaanDanJain acompanha diretamente, com um engenheiro em tempo integral no primeiro ano de operação do projeto, alguns dos mais produtivos projetos de irrigação do Brasil. Com o conhecimento adquirido em aproximadamente 400 mil hectares de plantio de cana-de-açúcar com gotejamento espalhados pelo mundo (principalmente na Índia), além de intensa cooperação com os melhores técnicos do setor sucroalcoleiro do Brasil, a NaanDanJain promete contribuir significativamente para o crescimento deste sistema nos canaviais brasileiros. 

“Em projetos de gotejamento em cana-de-açúcar, não devemos ter produtividades inferiores a 150 toneladas/hectare. Na Índia, encontramos frequentemente produtividades acima de 250 t/ha, chegando neste ano, um produtor a atingir mais de 400 t/ha. No Brasil já podemos ver produtividades de 207 t/ha de cana-de-açúcar e de 30 t/ha de açúcar no quarto corte, como é o caso da Usina Boa Vista do grupo São Martinho, em Quirinópolis GO, o que demonstra que podemos buscar níveis de produção média próximo a 180 t/ha e longevidade ao redor de 10 anos”, avaliou Lance.