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10/11/2019

Embasa fecha acordo de cooperação para reúso

Embasa fecha acordo de cooperação para reúso

Aquasfera com informações da Embasa

A Embasa acaba de iniciar um estudo sobre as potencialidades de reúso do efluente sanitário tratado em todo o estado da Bahia. A iniciativa é resultado de acordo de cooperação firmado com o Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA) e a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC).

Intitulado “Universalização e aperfeiçoamento da prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em áreas prioritárias do Estado da Bahia”, o levantamento a ser produzido será realizado pela Worley. A empresa venceu uma concorrência internacional e vai trabalhar sob gestão da equipe da Unidade de Desenvolvimento Operacional (TDO).

Diagnóstico sobre reúso

O objetivo do estudo será a elaboração de um diagnóstico das possibilidades de reúso de efluentes tratados, com a verificação das características do efluente produzido nas estações da Embasa. Além disso, será avaliado o uso de água pelas populações e atividades econômicas próximas.

A expectativa é identificar as convergências entre produção e demanda, o que indica potencial de aproveitamento. O estudo também apresentará alternativas tecnológicas para reuso do efluente tratado, além de proposta de um projeto piloto, a ser implantado pela Embasa posteriormente.

“A gente tem uma expectativa muito positiva em relação a esse trabalho”, destacou o presidente da Embasa, Rogério Cedraz, que disse haver nas regiões de menor disponibilidade hídrica, como o semiárido, o potencial do reuso do efluente tratado como uma alternativa economicamente viável e ambientalmente responsável, para algumas demandas de uso de água.

Representante do IICA no Brasil, Hernán Chiriboga lembrou que o efluente geralmente é visto como um problema, mas pode ser uma solução ambiental.

“Há muitas oportunidades de utilização para fins agrícolas e industriais. Em termos agrícolas, o potencial é enorme”, destacou. O representante do IICA informou que esta é a primeira iniciativa de mapeamento de oferta e demanda em nível estadual no Brasil.

Além do diagnóstico de possibilidades, o estudo prevê a proposição de um projeto piloto de reúso de efluentes, a ser implantado pela Embasa. A coordenadora geral do estudo pela Worley, Helene Kubler, acredita que é fundamental que o trabalho resulte em um projeto-piloto bem-sucedido. O estudo resultará, ainda, em um manual, com diretrizes para incorporar a questão do reúso à rotina dos sistemas de esgotamento sanitário.

“Teremos uma orientação sobre como fazer esse aproveitamento nas estações de tratamento de esgoto existentes, e também nas novas estações que a gente vier a projetar, já levando em consideração essa potencialidade”, explica o diretor técnico e de Planejamento da Embasa, César Ramos.

Segundo o gerente da Unidade de Desenvolvimento Operacional da Embasa, Alisson Brandão, além de permitir a mudança de cultura organizacional na gestão do tratamento de efluentes na empresa o estudo permitirá que a Bahia possa vir a se tornar uma referência de boas experiências nos próximos anos.

O prazo para conclusão do estudo, que conta com investimento de cerca de R$ 1,6 milhão, é de doze meses, a partir da assinatura do contrato.