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27/08/2019 às 00:13

Braskem marca presença na World Water Week

Braskem marca presença na World Water Week

Garantir a oferta de água a toda a sociedade e instituir a segurança hídrica no mundo é a discussão central da edição deste ano da World Water Week, realizado na Suécia, de 25 a 30 de agosto. André Ramalho, da área de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, compareceu no evento para apresentar as iniciativas da empresa em relação à mudança do clima e ao uso eficiente da água em suas operações.

No dia 25 (domingo), André integrou o debate “From climate change risks to water security”, junto com Jason Morrison, head do CEO Water Mandate e presidente do Pacific Institute. Com a recente adesão da Braskem ao CEO Water Mandate, André também apresenta um painel sobre o Brasil no evento anual da iniciativa, que ocorre de forma paralela à World Water Week. A discussão foi programada com o tema “Improving Water Security in Brazil – Bringing About Positive Local Impacts”.

Mais detalhes da participação da Braskem estão no Yammer, no grupo Sustainable Development Knowledge Sharing Group.

Mudanças no compartilhamento da água

A humanidade só pode enfrentar os grandes desafios atuais se o acesso à água for distribuído de forma mais justa. Esta foi uma das principais mensagens transmitidas durante a abertura da World Water Week. Os palestrantes pediram, ainda, uma mudança drástica na forma como a água é compartilhada e gerenciada.

O tema deste ano da World Water Week é “Água para a Sociedade: Incluindo todos”. A conferência é organizada pelo Instituto Internacional da Água de Estocolmo (SIWI, na sigla em inglês) e é realizada há 29 anos.

Em seu discurso de boas-vindas, o diretor executivo da SIWI, Torgny Holmgren, enfatizou a importância de usar a água para resolver os desafios globais. 

“Muitas das nossas sociedades não estão conscientes do papel vital que a água desempenha na realização da prosperidade, na erradicação da pobreza e no combate à crise climática. Juntos, podemos mudar essa percepção e liberar o potencial das soluções relacionadas à água ”, disse Holmgren.

Melhor governança da água

Peter Eriksson, ministro da Cooperação Internacional para o Desenvolvimento do Governo da Suécia, também defendeu uma melhor governança da água e alertou que, com as tendências atuais, 52% da população mundial e 40% da produção global de grãos poderiam ser colocados em risco até 2051.

“As populações pobres e marginalizadas serão afetadas de forma desproporcionada, o que irá agravar ainda mais as crescentes desigualdades.”

Jackie King, que recebeu o Prêmio da Água de Estocolmo em 2019, achou encorajador que os direitos da natureza fossem cada vez mais reconhecidos e notou que “temos os métodos e a tecnologia, mas precisamos do ímpeto para fazê-los funcionar”.

Maior transparência de dados

O acesso a dados abertos é uma das mudanças tecnológicas mais importantes, disse Ma Jun, fundador do Instituto de Assuntos Públicos e Ambientais da China, cujo banco de dados de poluição desempenha um papel importante na proteção da qualidade da água. Ele agora pede mais transparência.

Victoria Tauli-Corpuz, relatora especial da ONU para os Direitos dos Povos Indígenas, falou sobre como os ecossistemas são mais protegidos onde os direitos dos povos indígenas são respeitados. 

Ela pediu à comunidade da água para condenar a crescente violência contra os ativistas indígenas: “Se aqueles que tentam proteger o meio ambiente são mortos, há menos chance de todos nós protegermos os últimos recursos da biodiversidade”.

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