CPFL investe em geração distribuída para ampliar acesso da população a fontes renováveis

Data: 10/08/2017
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O setor de energia elétrica vive um momento de intensa transformação. A transição para uma economia de baixo carbono e as inovações tecnológicas (como o crescimento da geração distribuída, de armazenamento de energia, das redes inteligentes e dos veículos elétricos) moldarão o futuro das concessionárias. Novas fronteiras de negócios serão criadas e os consumidores ganharão um novo e mais ativo papel, podendo se tornar, por exemplo, geradores de energia com a instalação de placas fotovoltaicas em suas residências.

Ciente desse cenário, em maio deste ano, a CPFL Energia criou a Envo, que atua no mercado de geração distribuída solar com soluções para clientes residenciais e comerciais de pequeno porte. O foco inicial serão as cidades da Região Metropolitana de Campinas e das regiões de Sorocaba, Jundiaí e arredores. Há planos de, no futuro, expandir as operações para outras cidades do Estado de São Paulo. Com esta iniciativa, o Grupo CPFL consolida uma nova etapa no relacionamento com o consumidor, cada vez mais consciente e exigente.

A Envo atua em todas as etapas do projeto, da concepção técnica à aquisição e instalação dos painéis solares, além da homologação de acesso de seu cliente perante a distribuidora. Consumidores interessados em desenvolver um projeto de geração distribuída solar têm à disposição um simulador no site (www.envo.com.br), que – a partir da inserção das informações do consumo mensal de energia e do local do imóvel – sugere uma referência de projeto para a unidade consumidora.

Ao investir em geração solar para sua residência ou para pequeno comércio, o consumidor assume o papel de prosumer, produzindo a própria energia que consome, com potencial de redução de até 95% no valor da sua conta de luz.

A geração distribuída solar é um dos mercados mais promissores do setor elétrico. De acordo com nota técnica divulgada também em maio deste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estima-se que, em 2024, mais de 850 mil consumidores residenciais e comerciais poderiam gerar sua energia, o equivalente a 3,2 gigawatts (GW) de potência instalada. Hoje, o país tem pouco mais de doze mil conexões de micro e minigeração. Na Alemanha, a microgeração distribuída responde por mais de 15 mil MW de capacidade instalada, o que mostra o potencial da tecnologia. As projeções do Plano Decenal 2024 da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), órgão estatal de planejamento do setor elétrico, a fonte solar (que reúne parques centralizados e geração distribuída) deverá responder em 2024 por 3,3% da matriz elétrica, um salto exponencial em relação aos atuais 0,2%.

Além da Envo, a CPFL Energia atua em outras iniciativas no segmento, como o projeto de pesquisa e desenvolvimento “Telhados Solares”, que instalou placas fotovoltaicas em 231 residências e estabelecimentos comerciais no bairro de Barão Geraldo, em Campinas (SP), para avaliar os impactos da microgeração nas redes elétricas das distribuidoras e preparar o Grupo para a expansão comercial do segmento no Brasil.

Com essas iniciativas, a CPFL Energia trabalha para atingir quatro de seus prioritários Objetivos Sustentáveis (ODS): investir em geração de energia limpa e acessível com o fomento da minigeração solar, ampliando a participação de fontes renováveis na matriz de geração elétrica (ODS 7); buscar o desenvolvimento de cidades e comunidades sustentáveis, reduzindo o impacto ambiental negativo per capita dos aglomerados urbanos com maior acesso da população a fontes limpas de geração (ODS 11); fomentar a inovação e eficiência na cadeia produtiva com a adoção de novas tecnologias, que criem valor para a sociedade e modernizem a infraestrutura (ODS 9); e contribuir para combater a mudança do clima global e seus impactos (ODS 13).