CEBRI é o primeiro Think Tank em política ambiental na América Latina

Data: 04/02/2020
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Levantamento foi divulgado pela Universidade da Pensilvânia e mostra também o CEBRI como 31o. do mundo na categoria

O CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) é o primeiro think tank brasileiro em Política Ambiental da América Latina, conforme o resultado de levantamento anual recém-divulgado pela Universidade da Pensilvânia. No mundo, está entre os 50 mais relevantes, na 34a. posição. Os dados fazem parte do ranking 2019 do Relatório Global Go To Think Tank Index Report, anualmente elaborado pelo Think Tanks and Civil Societies Program (TTCSP), da Universidade da Pensilvânia.

Ainda segundo a pesquisa, o CEBRI é, pela primeira vez, o segundo think tank mais relevante da América do Sul e Central, atrás apenas think tank Fedesarrollo, da Colômbia. A FGV – que até o ano passado era a instituição líder na região – foi elevada à categoria de Centro de Excelência da América do Sul e Central 2016-2018. No mundo (fora Estados Unidos), o CEBRI avançou da 48a para a 46a colocação, em universo de 8.248 instituições pesquisadas, 1.871 das quais nos Estados Unidos.

Meio Ambiente e Mudança Climática

O CEBRI atua na área de Política Ambiental por meio do núcleo temático de Meio Ambiente e Mudança do Clima, que tem a ex-Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira como Senior Fellow. O núcleo foi criado com o objetivo de tratar de questões relacionadas ao meio ambiente que sejam capazes de alavancar o desenvolvimento socioeconômico, estejam alinhadas com a ciência e os temas ambientais (como resource efficiency, mudança do clima, biodiversidade, economia circular) e tenham potencial de influenciar a formulação de políticas públicas.

“A temática ambiental se apresenta como um dos vetores estratégicos e condicionadores à visão global de crescimento econômico e de desenvolvimento de longo prazo. Aqui no CEBRI temos trabalhado fortemente na proposição de uma agenda inovadora, capaz de fazer frente aos desafios da mudança climática e da sustentabilidade, orientando-se pela construção de propostas com base em diálogos com diferentes atores no Brasil e no exterior, e também voltada a buscar a emergência internacional de novas temas ligados ao desenvolvimento sustentável”, disse a ex- Ministra.

No ano passado, dentre outros projetos, desenvolveu com o escritório brasileiro da ONU Meio Ambiente direções para uma agenda ambiental entre Brasil e China, centrada na diplomacia do clima. Em parceria com a Fundação Konrad Adenauer (KAS), estruturou o projeto “Meio ambiente e mudança do clima: o papel do Brasil no fortalecimento do multilateralismo”. E trabalha com o objetivo de propor um marco legal para a economia circular para o Brasil, em parceria com a Michelin, dentre outros projetos.