Alcoa está no Índice Bloomberg de Igualdade de Gênero

Data: 04/02/2020
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As associadas do CEBDS: Anglo American, Bradesco, Banco Santander, Bayer, Coca-cola, Ecolab, Itaú, NestléSchneider e Siemens também estão no Índice da Bloomberg

A Alcoa, empresa associada ao CEBDS, entrou no Índice de Igualdade de Gênero (GEI) de 2020 da Bloomberg. O GEI 2020 conta com 325 empresas com sede em 42 países e regiões. O Índice acompanha o desempenho financeiro das empresas públicas comprometidas em apoiar a igualdade de gênero por meio do desenvolvimento de políticas, representatividade e transparência.

“Ano após ano, o relatório de gênero da Bloomberg continua a expandir o universo de dados ambientais, sociais e de governança (ESG) disponíveis aos investidores em todo o mundo, fornecendo métricas mais detalhadas de uma ampla gama de empresas públicas em 50 setores”, disse Peter T. Grauer, Presidente da Bloomberg.

“Esse nível de transparência sobre como as empresas estão lidando com a igualdade de gênero no local de trabalho e em suas comunidades locais está alimentando a tomada de decisões financeiras em todo o mundo e apoiando o case de negócios por um ambiente corporativo inclusivo.”

“Para o Santander, divulgar publicamente nossos dados por meio do Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg é um passo importante não apenas na avaliação de nossas práticas internas, mas também para ajudar-nos a entender como está nossa performance na comparação com os pares”, afirma Ana Botin, Presidente Executiva do Santander.

O GEI 2020 mostra que as empresas lideradas por uma CEO têm mais mulheres em cargos de gerência sênior do que empresas com um CEO. As companhia que são lideradas por mulheres também têm mais mulheres entre os 10% mais remunerados do que as empresas lideradas por homens.

Igualdade de gênero é urgente

“A igualdade de gênero é uma questão urgente em todo o mundo e, com o Índice, acompanhamos o desempenho financeiro das empresas comprometidas em apoiá-la por meio do desenvolvimento de políticas, representatividade e transparência”, declara Geraldo Coelho, Chefe de Vendas da Bloomberg para a América Latina.

A garantia da igualdade de gênero, além de direito fundamental, é base necessária para a construção de um mundo pacífico, próspero e sustentável, conforme indica o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5.

A questão perpassa por diversos temas da agenda Visão 2050 do CEBDS, e além de legislação específica, demanda engajamento de toda a sociedade. O propósito é garantir a participação plena das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública.

“Como podemos caminhar mais rápido para acabar com a desigualdade? O primeiro segredo é trabalhar em rede. Precisamos juntar todos os atores, pois um mundo mais igual é melhor para todos”, avalia Adriana Carvalho, gerente de projetos da ONU Mulheres.

Pesquisa divulgada pela Ipsos em 2018, realizada com 20 mil pessoas em 27 países, incluindo o Brasil, mostrou que para a maior parte das entrevistadas (32%) o maior problema enfrentado pelas mulheres é o assédio sexual, seguido de violência sexual (28%) e violência física (21%).  No Brasil, os maiores problemas apontados são os mesmos apresentados no resultado global, mas a ordem é diferente.

Violência sexual lidera o ranking (47%), seguida por assédio sexual (38%) e violência física (28%). Chama atenção o fato de que para 61% das mulheres consultadas os relatos de assédio sexual são ignorados, gerando uma sensação de impunidade. A questão da igualdade salarial aparece em quinto lugar no ranking mundial, lidera em países desenvolvidos e no Brasil é o sexto problema mais importante enfrentado pelas mulheres.

 “Tudo isso passa por uma palavra: respeito. Estamos longe, mas vejo avanços em respeito dentro das empresas. Precisamos convencer as lideranças a apoiar a equidade dentro das empresas”, disse Ana Lúcia Salmeron, diretora da Schneider Electric para a América Latina.

 

Crédito da foto: Bloomberg