Como a redução da biodiversidade favorece o surgimento de novas pandemias

 

2020 ficará marcado na história da humanidade como o ano em que a terra parou. 

 

Até o momento, a pandemia do COVID-19 já infectou mais de 77 milhões de pessoas no mundo e o número de mortes já ultrapassou a barreira dos 7 milhões, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Mas qual relação entre o coronavírus e a biodiversidade e o que podemos fazer para minimizar epidemias e outras doenças? 

 

É sabido que a superexploração dos recursos naturais do Planeta, incluindo sua biodiversidade, não é sustentável a médio e longo prazo e a pandemia nos traz esta reflexão. Somente quando conhecemos nossa biodiversidade e exploramos racionalmente seus potenciais é que conseguimos encontrar os meios de equilíbrio espécie humana x natureza. 

 

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), 60% das doenças infecciosas humanas são de origem animal, uma porcentagem que chega a 75% no caso das chamadas doenças “emergentes”, como ebola, aids, gripe aviária, SARS ou zika.

 

“O surgimento de doenças zoonóticas está frequentemente associado a mudanças ambientais”, consequência das “atividades humanas, da modificação do uso da terra e das mudanças climáticas”, aponta o PNUMA em um relatório de 2016.

 

Pesquisadores acreditam que a má gestão da biodiversidade pela humanidade cria condições para o surgimento de novos vírus e doenças como a Covid-19 e geram profundos impactos econômicos e de saúde tanto nos países ricos como nos pobres, aponta o PNUMA. 

 

O que essa pandemia nos apresenta é que precisamos agir agora e ajudar a proteger a biodiversidade de forma racional, lógica e sustentável fazendo uso de seus benefícios com propósitos claros e impacto social bem definido, pois, ao contrário, teremos ameaças futuras ainda piores. 

 

O que podemos afirmar é que em razão da pandemia, haverá mudanças inevitáveis nas relações entre os agentes econômicos e a convivência social vigentes até então. Governos, empresas e sociedades serão obrigados a pensar em novas respostas para problemas perenes, agravados pela forte crise socioeconômica. Se não lutarmos para preservar a biodiversidade e usarmos os recursos naturais de forma sustentável, teremos consequências sociais, econômicas e ambientais ainda mais graves do que a que estamos presenciando este ano. 

 

Referências:

 

https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/04/11/interna_internacional,1137673/a-interferencia-humana-na-biodiversidade-na-origem-das-pandemias.shtml

 

http://www.iea.usp.br/noticias/biodiversidade-mudancas-climaticas-e-pandemias-exigem-mudanca-de-modelo-de-desenvolvimento-apontam-pesquisadores 

 

https://brasil.elpais.com/ciencia/2020-08-06/reducao-da-biodiversidade-favorece-o-surgimento-de-novas-pandemias.html 

 

http://www.abc.org.br/2020/04/16/biodiversidade-e-chave-para-prever-e-evitar-novas-pandemias/ 

 

https://brasil.elpais.com/brasil/2020/03/12/ciencia/1584026924_318538.html 

 

https://istoe.com.br/numeros-da-pandemia-de-coronavirus-no-mundo-neste-domingo/ 

https://eco21.eco.br/qual-a-importancia-da-pesquisa-em-biodiversidade-no-mundo-pos-pandemia/