ONU usará novos indicadores para mensurar riquezas das nações e seu impacto no meio ambiente

 

A atribuição de valor monetário aos ecossistemas cria uma forma de proteger as regiões ameaçadas da Terra; países ricos em biodiversidade como o Brasil, tendem a ser beneficiados com esse novo indicador

 

Como a valorização dos ecossistemas pode ajudar a conservar o planeta foi o tema da reunião anual da Comissão de Estatística das Nações Unidas, que aconteceu no início deste mês – cujos membros são responsáveis ​​por estabelecer e verificar os padrões das estatísticas oficiais em seus países. 

 

O novo parâmetro debatido, chamado de Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental – Contabilidade de Ecossistema (SEEA EA), deverá assegurar o reconhecimento do capital natural como florestas, pantanais e outros ecossistemas em relatórios econômicos.

 

Esses princípios, que já vêm sendo usados por cerca de 34 países, foram acordados após um processo que envolveu 100 especialistas e 500 revisores de várias disciplinas e países. 

 

Uma vez adotados, eles geram uma série de regras acordadas internacionalmente; e fornecem um modelo para pagamentos por serviços ecossistêmicos, tornando-se uma referência oficial sobre a condição dos ecossistemas, que poderá ser avaliada por formuladores de políticas e pesquisadores ao longo do tempo.

 

Países como o Brasil, Colômbia, Índia, México e África do Sul, ricos em biodiversidade, defenderam a valorização de seus sistemas naturais, insistindo na premissa de que quaisquer perdas ecológicas possam ser comparadas com os ganhos potenciais do desenvolvimento econômico.  

 

A decisão da Comissão de Estatística também admite que os ecossistemas fornecem serviços importantes que geram benefícios para as pessoas, e assim como ativos econômicos, os ecossistemas também precisam ser mantidos.

 

Ao colocar a natureza e a economia juntas, no mesmo patamar, o mundo consegue ver como as atividades econômicas afetam a natureza e como a presença da natureza afeta os indivíduos, sociedades e espécies. 

 

Os novos parâmetros devem integrar as decisões de duas grandes reuniões da ONU este ano, incluindo a 15ª. Conferência das Partes da Convenção de Biodiversidade, COP-15, e a Conferência Internacional sobre Mudança Climática COP-26, marcada para Glasgow, na Escócia.

 

COP 15 de Biodiversidade 

 

Foi definida uma nova data para a COP 15 de Biodiversidade. A convenção vai acontecer de 11 a 24 de outubro de 2021, em Kunming, na província de Yunnan, na China.

 

O Secretariado da COP, juntamente com o do SBSTTA, está realizando consultas com as regiões sobre as datas e modalidades para as reuniões formais dos Órgãos Subsidiários, com vistas a convocar o SBSTTA 24 e o SBI 3, o mais rápido possível, potencialmente na segunda quinzena de abril ou maio de 2021 e o WG2020-3 em agosto de 2021, a fim de permitir a preparação oportuna para a COP 15 e reuniões relacionadas. 

 

Para ler o comunicado oficial, acesse: https://www.cbd.int/doc/notifications/2021/ntf-2021-019-cop15-en.pdf

 

Leia mais em:

 

https://www.nature.com/articles/d41586-021-00616-9?WT.ec_id=NATURE-20210311&utm_source=nature_etoc&utm_medium=email&utm_campaign=20210311&sap-outbound-id=89884DF47C9C51EC695965B530E6C7A98D36BA9C

 

https://valor.globo.com/mundo/noticia/2021/03/02/onu-prepara-metodologia-que-estima-valor-da-economia-alem-do-pib.ghtml 

 

https://www.oeco.org.br/noticias/pesquisadores-desenvolvem-catalogo-com-todos-os-ecossistemas-do-mundo/ 

https://news.un.org/pt/story/2021/03/1744352