A empresa Neoenergia fez uma doação voluntária para organizações não-governamentais que atuam na região

As queimadas trouxeram consequências devastadoras para o meio ambiente em 2020. Somente o Pantanal teve 4,5 milhões de hectares consumidos pelo fogo. É o pior resultado dos últimos 50 anos. 

Foi pensando em auxiliar comunidades locais e a fauna, após o fim do período de seca e incêndios que a usina termelétrica Termopernambuco (Termope), controlada pela Neoenergia, fez uma doação voluntária de R$ 150 mil para duas organizações que atuam na região: Instituto Arara Azul e SOS Pantanal; sendo R$ 75 mil para cada uma delas. Outra contribuição no mesmo valor já havia sido realizada pelo Instituto Neoenergia. A doação da Termope para o Instituto Arara Azul contribuirá com as ações no Mato Grosso do Sul e no Mato Grosso, estados atingidos por incêndios que afetaram a arara azul e outras espécies que interagem com ela.

Os recursos destinados pela empresa à ONG SOS Pantanal serão utilizados principalmente em quatro ações: doação para apoio ao Instituto Tamanduá, que está liderando ações de resgate, alimentação e hidratação no Pantanal Sul; compra de dois quadriciclos para reconhecimento das áreas afetadas, assistencialismo aos animais e logística de distribuição de insumos dentro das unidades de conservação; instalação de 20 placas em chapa metálica para prevenção de atropelamento de animais em estradas que passam por áreas naturais, como a estrada Parque do Pantanal Sul; e doação de cestas básicas e insumos básicos a 53 famílias de ribeirinhos na região da Serra do Amolar, com destaque para a comunidade da Barra do São Lourenço e a Terra Indígena dos Guató. 

Compromisso com a biodiversidade

A doação foi fruto de um plano de ação elaborado para a Termope a partir de um projeto piloto realizado em 2020, que buscou integrar metodologias internacionalmente reconhecidas pela Convenção de Diversidade Biológica da ONU para monitorar o cumprimento do objetivo de biodiversidade do grupo. Por meio de uma parceria com o Instituto LIFE, foram quantificados objetivamente os impactos da usina sobre a biodiversidade e as respostas necessárias em ações voluntárias de conservação para compensá-los, buscando assim a perda líquida nula em biodiversidade até 2030.

A metodologia LIFE é dividida em três etapas, seguidas pela Termope no projeto piloto. A primeira foi o cálculo do Índice de Pressão à Biodiversidade e a mensuração do Desempenho Mínimo em ações e projetos de conservação para cumprimento do objetivo em Biodiversidade. Depois, foi analisada de forma detalhada a gestão da empresa para a Biodiversidade através de padrões do instituto, com princípios, critérios e indicadores. Por último, foi elaborado um Plano de Ação para conservação da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (PABS), um roadmap de propostas e projetos de conservação alinhados, em magnitude e natureza das ações, à pressão exercida pela operação da planta.

Com informações do site da Neoenergia.

Leia também:

https://www.neoenergia.com/pt-br/sala-de-imprensa/noticias/Paginas/neoenergia-doa-mais-150-mil-ONGs-Pantanal-preservacao-da-biodiversidade.aspx 

https://cebds.org/ibnbio/pantanal-em-chamas-as-consequencias-do-fogo-na-regiao/ 

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