A iniciativa visa reforçar a importância da participação das empresas para reverter a perda da natureza na última década. 

Na última segunda-feira, 03/05, os órgãos técnicos da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB) – também conhecido como SBSTTA e SBI, reiniciaram oficialmente as seis semanas de reuniões virtuais que antecedem a 15ª Conferência das Partes ( COP15), prevista para ocorrer em outubro deste ano.

O novo Marco Global de Biodiversidade Pós-2020 vem sendo amplamente discutido por empresas e organizações de todo o mundo que têm apresentado soluções para serem inseridas no que representa um novo acordo global para a conservação da biodiversidade e define Metas de Ação a serem alcançadas até 2030; e inclui objetivos para alcançar a Visão de Biodiversidade para 2050. 

Em janeiro deste ano, a Business for Nature, coalizão global de organizações influentes e empresas com visão de futuro, apresentou nove sugestões com alterações de texto específicas no último esboço do Quadro de Biodiversidade Global Pós-2020 (GBF) e, juntamente com algumas empresas, entregaram essas sugestões aos formuladores de políticas em março. Essas recomendações enfocam em particular a importância de reconhecer o papel dos negócios e das finanças como parte da solução para reverter a perda de natureza nesta década. 

Seguindo na mesma direção, em fevereiro, o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) lançaram o relatório “O engajamento do Brasil nas negociações da COP-15 de biodiversidade”, que trouxe o resultado do primeiro Workshop sobre o engajamento do Brasil nas negociações da COP 15 de biodiversidade, promovido em parceria pelas duas instituições, e ocorrido durante os dias 16 e 18 de junho de 2020.

Apesar dos avanços, para gerar a transformação de que precisamos, o GBF deve:

  • Refletir uma forte vontade política ao mais alto nível.
  • Incluir um forte conjunto de metas executáveis.
  • Fornecer clareza sobre os deveres dos diferentes atores, incluindo empresas.
  • Identificar os recursos financeiros apropriados.
  • Adotar uma implementação robusta e uma estrutura de monitoramento utilizável por todos os atores.

O posicionamento da Business for Nature

Na semana passada, empresas e representantes do setor público brasileiro discutiram a responsabilidade do setor empresarial na conservação da biodiversidade. O evento realizado pela Business for Nature (BfN), em conjunto com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), a International Chamber of Commerce, a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), a The Nature Conservancy e a WWF-Brasil, discutiu a importância do debate sobre o Marco Global da Biodiversidade Pós 2020 que está sendo elaborado pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), bem como apresentou o posicionamento internacional do setor de negócios, às vésperas da próxima conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, que vai acontecer entre os dias 11 e 24 de outubro, em Kunming, na China.

Confira o evento na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=xXxFlfm0-vY

 

Com informações da Business for Nature e CEBDS.

 

Leia também:

 

https://cebds.org/ibnbio/entidades-apresentam-recomendacoes-para-o-marco-global-para-biodiversidade/ 

 

https://www.project-syndicate.org/commentary/three-ways-to-boost-environmental-social-governance-performance-by-paul-polman-and-eva-zabey-2021-04 [em inglês]

 

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2021/05/04/novas-metas-de-emissoes-para-2030-reduzem-estimativa-de-aquecimento-global-mas-nao-bastam.htm 

https://cebds.org/ibnbio/consulta-aberta-business-for-nature/