
Compromisso para Segurança Hídrica
Empresas signatárias se comprometem com o desenvolvimento de soluções para a melhor gestão de recursos hídricos em suas atividades e escolhem no mínimo 2 metas a serem alcançadas até 2025.
Metas
Concebido a partir dos pilares Disponibilidade, Uso e Destinação da água, o documento estabelece seis metas:
1
Ampliar a inserção do tema água na estratégia de negócios
2
Mitigar os riscos da água para o negócio
3
Medir e comunicar publicamente a gestão da água na empresa
4
Incentivar projetos compartilhados em prol da água
5
Promover o engajamento da cadeia
6
Contribuir com tecnologias, conhecimentos, processos e recursos humanos
Sobre a iniciativa
Entendendo a urgente necessidade em tratar a crítica realidade da segurança hídrica brasileira, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e suas associadas desenvolveram em 2018 seu Compromisso Empresarial Brasileiro para a Segurança Hídrica, que possui como objetivo principal consolidar a contribuição efetiva das empresas para a segurança hídrica do Brasil.
Trabalhamos para que o nosso Compromisso se torne uma referência nacional de contribuição efetiva das empresas para a segurança hídrica no País, com transparência e visibilidade a dados e informações sobre ações, projetos e metas assumidas, permitindo maior engajamento e difusão de experiências, aprendizados e informações.
Projetos
Compromisso de
Sistemas agroalimentares regenerativos
Empresas signatárias se comprometem a impulsionar sistemas agroalimentares regenerativos, justos e sustentáveis no Brasil, integrando ao menos duas das seis metas estratégicas do Compromisso, com reporte anual até 2030.

METAS ESTRATÉGICAS 2030
META 1
Escalar agricultura regenerativa no Brasil
Escalar e incorporar práticas de agricultura regenerativa na estratégia e na cadeia de valor das empresas signatárias, promovendo a conservação do solo, a saúde dos ecossistemas e a resiliência climática.
Resultados-chave
Mapeamento e diagnóstico das áreas agrícolas prioritárias para transição regenerativa na cadeia de suprimentos;
Elaboração e implementação de programas de capacitação e assistência técnica aos produtores em manejo sustentável do solo e biodiversidade;
Definição e monitoramento de indicadores de saúde do solo, uso de água, carbono e serviços ecossistêmicos;
Mensurar e reportar anualmente a evolução da área (hectares) e/ou volume da produção sob práticas regenerativas.
META 2
Reduzir perdas e desperdícios
Integrar estratégias e soluções colaborativas ao longo da cadeia produtiva para identificar, prevenir e reduzir significativamente as perdas e o desperdício de alimento
Resultados-chave
Diagnóstico e mapeamento dos gargalos e pontos críticos de perda e desperdício de alimentos (PDA) na cadeia de valor;
Planejamento e implementação de planos operacionais e inovações logísticas voltados para a mitigação de PDA;
Criação e fortalecimento de parcerias e redes para o reaproveitamento produtivo, redistribuição ou doação de alimentos excedentes;
Mensurar e reportar anualmente o volume e o percentual de redução das perdas e desperdícios alcançados
META 3
Promover a rastreabilidade da cadeia produtiva
Aprimorar a rastreabilidade e o monitoramento da cadeia de suprimentos para garantir a legalidade, a conformidade socioambiental e incentivar a produção regenerativa de alimentos.
Resultados-chave
Mapeamento de fornecedores diretos e indiretos atrelados a commodities de maior risco socioambiental;
Adição e integração de tecnologias de geomonitoramento, verificação de conformidade e desmatamento/conversão zero;
Elaboração e implementação de planos de engajamento e adequação socioambiental para fornecedores;
Mensurar e reportar o percentual do volume de matérias-primas críticas rastreadas e com origem legal e regenerativa comprovada.
Resultados-chave
Diagnóstico do perfil do consumidor e identificação de oportunidades para valorização de atributos sustentáveis no portfólio;
Desenho e implementação de campanhas de sensibilização e melhorias na rotulagem sobre nutrição, origem e sustentabilidade dos produtos;
Articulação de parcerias com atores do varejo, ensino e sociedade civil para promoção do consumo consciente;
Avaliar e reportar o alcance e o impacto das ações de conscientização e engajamento do consumidor.
META 4
Conscientizar consumidores sobre escolhas saudáveis e sustentáveis
Promover a conscientização e o engajamento dos consumidores quanto a escolhas alimentares saudáveis, nutritivas e de menor impacto socioambiental por meio de comunicação clara e transparente.
Resultados-chave
Avaliação do portfólio de produtos com estabelecimento de diretrizes para reformulação nutricional e incorporação de ingredientes sustentáveis;
Desenvolvimento de planos de distribuição, precificação e acesso voltados a ampliar a penetração de alimentos saudáveis em regiões vulneráveis;
Apoio e integração a iniciativas públicas e privadas direcionadas ao combate à fome e à insegurança alimentar;
Mensurar e reportar o aumento na proporção de produtos saudáveis e sustentáveis ofertados ao mercado.
META 5
Aumentar o acesso a dietas saudáveis e sustentáveis
Aumentar o acesso e a disponibilidade de produtos de dietas saudáveis e sustentáveis no mercado, contribuindo para a diversificação alimentar e a segurança alimentar e nutricional.
Resultados-chave
Mapeamento da demanda, capacidade de absorção e gargalos logísticos para o escoamento da produção regenerativa;
Estabelecimento de políticas de compras sustentáveis e contratos de longo prazo que garantam previsibilidade e valorização aos produtores regenerativos;
Desenvolvimento de parcerias estratégicas com distribuidores, hubs e parceiros financeiros para otimizar a cadeia logística e comercial;
Mensurar e reportar o volume físico e o valor financeiro absorvido de produtos provenientes de modelos regenerativos.
META 6
Auxiliar na absorção e escoamento dos produtos regenerativos
Estruturar e fortalecer mecanismos comerciais, logísticos e financeiros para garantir a absorção, o valor justo e o escoamento eficiente da produção agrícola regenerativa.

Sobre a iniciativa
Entendendo a urgência de construir sistemas agroalimentares sustentáveis e regenerativos que garantam à população acesso a alimentos saudáveis e seguros, respeitando os limites da natureza e gerando ganhos econômicos, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e suas associadas desenvolveram, em 2021, o Posicionamento do Setor Empresarial sobre a Sustentabilidade dos Sistemas Alimentares no Brasil, documento que estabeleceu a transformação dos sistemas alimentares como uma vertente essencial da agenda de desenvolvimento sustentável do país.
O setor empresarial brasileiro uniu forças no Compromisso Empresarial Brasileiro para Sistemas Agroalimentares Regenerativos, Justos e Sustentáveis, reconhecendo o papel fundamental do setor privado na construção de um futuro alimentar resiliente e equitativo, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

