Mercado de Carbono

Esforços para uma economia verde

A liderança do CEBDS em clima, incluindo maior ambição climática, advocacy pelo Artigo 6 do Acordo de Paris e em prol de um mercado de carbono nacional, segue cada vez mais ativa ao longo dos anos. Com o apoio da Câmara Temática de Clima e das demais câmaras do CEBDS, ainda há um trabalho grande previsto para o restante deste ano, que engloba workshops técnicos sobre precificação e mercado de carbono brasileiro para servir de base para um marco regulatório.

O CEBDS, em conjunto com o setor empresarial, tem atuado no advocacy e outras iniciativas, como o Comunicado do Setor Empresarial contra o desmatamento ilegal, que confirma que produzir e preservar não são verbos antagônicos na visão de líderes do setor privado brasileiro. Além disso, buscar a diminuição das emissões vindas do uso da terra torna-se algo especialmente necessário no Brasil dada a alta participação dessas atividades no total de emissões nacionais.

Historicamente, o CEBDS vem trabalhando ainda em prol de maior transparência em relatos financeiros de riscos e impactos relacionados a clima, de maior compreensão dos temas de sustentabilidade pelas áreas de comunicação, e de compromissos sustentáveis, com foco em clima, energia, agricultura e florestas, alimentos, água e biodiversidade.

Grandes transformações sistêmicas precisarão ocorrer para que o empresariado alcance uma nova Visão para 2050, num futuro descarbonizado, circular e de um capitalismo amplamente revisitado. A saída da crise econômica agravada pela pandemia é uma oportunidade para adoção de novas bases para o desenvolvimento no planeta.

Cenário brasileiro

Em 2015, o Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em 37% em relação aos níveis de dez anos antes, até 2025. Além disso, indicou que faria uma contribuição adicional reduzindo outros 43% até 2030.

No entanto, o País ainda não apresentou um plano para implementar suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês) a partir de 2020. O Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, que é parte integral da meta brasileira em Paris, está parado. É necessário que novas metas sejam apresentadas, contemplando todos os setores da economia, e buscando zero emissões líquidas no longo prazo.

Ao deixar de cumprir as metas da Política Nacional sobre Mudança do Clima para 2020, o Brasil deve entrar endividado no período de cumprimento de suas obrigações internacionais. Isso significa que as contribuições que cada país definiu que faria no Acordo de Paris, as NDC, sairão mais caras e serão mais difíceis de atingir no caso brasileiro.

O ano de 2020 até agora

No meio do ano, tivemos o “June Momentum”, série de eventos que marcou a necessidade de continuar dando o impulso necessário para continuar os trabalhos por ação climática, apesar do adiamento da COP. A presidente da COP 25, Carolina Schmidt, reforçou um chamado a todos os governos por uma transição sustentável que englobe o impacto social na ambição climática.

Patricia Espinosa, secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCC), fez um apelo a todos sobre a necessidade de criarmos um “normal melhor”, que atenda às aspirações de todos os povos do mundo, em vez de criar um “novo normal”. Ela lembrou, ainda, a importância de continuação dos esforços e que a pandemia mudou a maneira como estamos trabalhando, mas não a necessidade de trabalharmos pelo clima.

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