O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) participou na tarde de sábado, 2, por meio de sua diretora de clima, Viviane Romeiro, do painel “Como dar escala à ação ambiental? Governança multinível na agenda climática brasileira”, integrante da programação da Conferência do Clima da ONU (COP), no Pavilhão Brasil, que está sendo realizada em Dubai, desde o dia 30 de novembro passado.
O painel discutiu mecanismos de governança compartilhados entre diferentes atores que estão sendo mobilizados, em diferentes iniciativas, para dar escala à ação climática no País. Foram apresentados, ainda, o papel que o Brasil desempenha na cooperação internacional e como essas iniciativas de governança preparam o caminho para uma presidência bem-sucedida na COP30, que será realizada no Brasil, em Belém (PA) em 2025.
Sob mediação de Miriam Garcia, diretora do CDP América Latina, o painel, além de Viviane, contou com Joana Chiavari, diretora de Pesquisa do Programa de Direito e Governança do Clima do CPI/PUC-Rio; Rosa dos Anjos, coordenadora da agenda indígena da Fundação Amazônia Sustentável agenda indígena; Carla Crippa, vice-presidente de Impacto Positivo e Relações Corporativas da Ambev para América Latina e Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos.
Viviane reforçou a importância do CEBDS, enfatizando que a entidade congrega empresas que representam cerca de 50% do PIB nacional, o que reforça a capilaridade das redes, o que demonstra que para uma governança climática multinível é necessário ter a sociedade civil apoiando o Governo Federal, em alinhada conexão.
“Estamos em momento de revisão de governança climática, porque, historicamente, essa questão estava muito centralizada no poder Executivo, como na última década. A mudança se nota, nos últimos anos, quando o Legislativo aparece mais engajado, com parlamentares internalizando a agenda climática, em uma evolução da governança. Recentemente, o Judiciário começou a aparecer por conta da questão da litigância climática, que é uma tendência global que está chegando no Brasil”, relembrou Viviane.
“O CEBDS, trata a litigância climática como prevenção do litígio, apoiando as empresas, nessa prevenção. Buscamos trabalhar no advocacy, em projetos de lei como o de Direitos Humanos. Queremos empresas cientes para buscar estratégias, que se comprometam com as metas de descarbonização”, explicou a diretora de clima do CEBDS.

