O desenvolvimento sustentável na maior floresta tropical do mundo é uma realidade que gera negócios, empregos e renda com as árvores em pé, mostra o “Estudo de Boas Práticas Empresariais na Amazônia”, feito pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) em parceria com o Idesam.
O estudo analisou 143 iniciativas, de 53 companhias, e se aprofundou sobre 11 delas para apontar ações escaláveis e replicáveis, que combinem produção e preservação. As iniciativas envolvem mais de 30 parceiros e beneficiam diretamente 50 mil pessoas com geração de empregos e renda de forma sustentável.
Principais resultados do estudo:
- Preservar e produzir na Amazônia não são verbos antagônicos;
- Iniciativas bem-sucedidas: bioeconomia, restauração de áreas degradadas, desenvolvimento de startups, capacitação profissional, agricultura sustentável e de maior produtividade, inteligência artificial na prevenção ao desmatamento;
- Maiores desafios: mão de obra especializada; garantia de renda sustentável; gargalos estruturais; logística; escoamento da produção; monitoramento de impacto; tecnologias e arranjos adequados à região;
- Lições aprendidas: diálogo transparente; comprometimento da alta liderança empresarial; construção e valorização de capacidades locais; equilíbrio entre resultados rápidos para engajamento e o tempo exigido para desenvolvimento local; metodologias flexíveis à realidade local; governança participativa/ inclusiva (com instituições locais, poder público, lideranças comunitárias); ancoragem em demandas e vocações locais.
Empresas com ações destacadas no estudo: Amaggi, Amazon, Bayer, Dow, Energisa, Michelin, Microsoft, Natura, Neoenergia, Suzano e Vale.

