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Mudanças climáticas: Itaú Unibanco revê posicionamento e investe em novas tecnologias

Data: 07/02/2019

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O Itaú Unibanco revisitou a abordagem para tratar de temas relacionados às mudanças climáticas e lança seu posicionamento, que deve nortear a atuação da instituição a partir de agora. A iniciativa incorpora uma série de variáveis na estratégia de negócio do banco, com objetivo de estimular a transição para uma economia de baixo carbono. Com isso, busca influenciar sua cadeia de valor, abrangendo clientes e fornecedores. Contempla também a ampliação, em seus polos e unidades administrativas, do uso de energia proveniente de fontes renováveis.

“Entendemos a relevância que o tema mudanças climáticas tem globalmente, além do seu impacto em toda a sociedade. Enquanto instituição financeira, nos relacionamos com todos os setores produtivos da economia e, assim, acreditamos ter potencial para influenciar transformações positivas na sociedade e fomentar uma economia de baixo carbono”, afirma Denise Hills, especialista de sustentabilidade e negócios inclusivos do Itaú Unibanco. “As empresas que financiamos e nas quais investimos terão de se adaptar a essa nova realidade, e o setor financeiro terá que incorporar cada vez mais tais questões em suas análises de riscos e oportunidades”.

O novo posicionamento – disponível aqui – traz transparência às ações do banco relativas à agenda de finanças climáticas. Entre as atividades estão a avaliação e a consideração dos riscos e oportunidades para os clientes, os negócios e a sociedade no que tange à mudança do clima. O Itaú é o primeiro banco brasileiro a lançar um posicionamento alinhado às recomendações do Finantial Stability Board (FSB), por meio do documento TCFD (“Task Force on Climate-related Financial Disclosures”). O posicionamento também se conecta com as metas de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de número 13, que visa às ações contra a mudança do clima.

De acordo com a especialista do Itaú Unibanco “o risco climático pode impactar as análises dos riscos de crédito, operacional, de reputação e de mercado das instituições financeiras”, afirma Denise.

Os riscos físicos considerados estão relacionados às mudanças no sistema pluvial, eventos extremos ou escassez de recursos naturais que impactam os prédios, agências e bens, assim como as empresas que buscam contratar seguro, financiamento ou investimento com o banco. Já os riscos de transição, estão ligados às regulações, como restrições de emissão de carbono, implementação de precificação, novas tecnologias e/ou ainda mudanças de comportamento dos consumidores.

Projetos pilotos de placas e filmes fotovoltaicos
Nos últimos três anos, os investimentos em ecoeficiência e melhoria nas operações geraram impactos positivos no desempenho ambiental do Itaú. Para se ter uma ideia, no período de 2014 a 2016 o banco reduziu seu consumo de água em aproximadamente 300 mil m³ (17%), 86 mil MWh no consumo de energia (12%) e 34% de emissões diretas e indiretas de GEE.

Atualmente, o banco também está engajado no investimento em novas tecnologias que buscam testar fontes de geração própria de energia renovável dentro das suas operações. Um exemplo está nos projetos pilotos de placas e filmes fotovoltaicos em alguns prédios administrativos e agências. Vale destacar também o investimento para expansão do consumo de energia por fontes renováveis para a rede de agências, por meio do sistema de geração distribuída. A ideia é que a energia consumida pelas agências seja adquirida de unidades geradoras, situadas em locais diferentes do ponto de consumo. Para os prédios administrativos também estão em teste iniciativas inovadoras, como a fachada solar, tecnologia pioneira na América do Sul que visa ao aproveitamento das fachadas para gerar energia, por meio de uma película fotovoltaica que foi implantada recentemente em um dos prédios do banco, situados na zona leste da cidade de São Paulo.

“Buscando uma operação sustentável, já temos definidos alguns compromissos de longo prazo. Nossas metas contemplam o consumo de água, energia, emissões, resíduos e transportes”, acrescenta Denise.

Desde 2008, o Itaú Unibanco quantifica, assegura por terceira parte e divulga anualmente suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e trabalha intensamente para reduzi-las. Em linha com o compromisso de mitigar o impacto de suas operações, o banco adquire mais de 90% da energia elétrica utilizada em seus prédios administrativos de fontes limpas de energia, como pequenas centrais hidrelétricas (PCH), biomassa ou eólica.

Desafio de negócios
Outra iniciativa adotada pelo banco recentemente, dentro de uma agenda de desenvolvimento sustentável, deve chegar em breve aos clientes do banco. Entre agosto e setembro deste ano, por quatro semanas, colaboradores de mais de 30 áreas do Itaú Unibanco se reuniram para um ‘desafio’, com o objetivo de desenvolver pilotos de produtos e serviços para contribuir com o tema ambiental. O foco foram os ramos de energia, água e infraestrutura verde, tanto para o segmento de atacado quanto para o varejo. Ao todo, surgiram 40 ideias, que darão origem a 10 novos produtos e serviços bancários. Parte destas soluções já devem ser lançadas no primeiro semestre de 2019.



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