Relatório de sustentabilidade do WBCSD analisa mundo pós-Covid

Data: 21/10/2020
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Marcado pela pandemia da Covid-19, o ano de 2020 alterou drasticamente a forma de viver dos mais de 7 bilhões de habitantes do planeta. Transformou o modo como indústrias operam, empresas trabalham e impôs com urgência uma discussão mais profunda sobre as bases da economia global. Desigualdades sociais foram acentuadas. E o novo normal vem mostrando que a sustentabilidade não pode mais ser negligenciada: precisa ser a principal referência para os negócios. 

Pensando em todas essas questões, o Relatório Anual do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), divulgado nesta quarta-feira (21/10), apresenta os impactos causados pela pandemia, vincula esses problemas a questões prementes ligadas à sustentabilidade, e mostra algumas das soluções que a organização vem buscando.

O CEBDS é o representante no Brasil da rede do WBCSD, que conta com cerca de 60 conselhos nacionais e regionais em 36 países e de 22 setores industriais, além de 200 grupos empresariais, atuando em todos os continentes. Para compor o relatório, líderes de diferentes organizações do mundo inteiro escreveram sobre como vêm pensando e refletindo sobre o atual cenário de pandemia e sustentabilidade. 

A presidente do CEBDS, Marina Grossi, relatou a situação da América Latina, tão duramente atingida pela pandemia, e ressaltou a importância de relatórios de sustentabilidade, como os do WBCSD, para promover um engajamento maior de todas as partes afetadas. Segundo ela, a transparência é um valor importante num percurso de mais sustentabilidade e de combate a desigualdades sociais. “Para uma recuperação mais justa, que promova as inclusões social e ambiental, as organizações devem estar atentas à importância de relatórios precisos.”

No Relatório, o WBCSD traz um pensamento estratégico que contempla os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Acordo de Paris, a Visão 2050 do WBCSD — e a ReVisão 2050 liderada pelo CEBDS para identificar desafios e propor caminhos para negócios mais resilientes no longo prazo — além de práticas mais inclusivas no novo capitalismo de stakeholders.