Em Baku, Azerbaijão, o CEBDS representou o setor privado em lançamento na COP29, o evento foi promovido pelo Governo Federal do Brasil, nesta quarta (13), para a criação da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e Transformação Ecológica (BIP), que visa impulsionar investimentos para a transição ecológica e climática do País. A Plataforma foi apresentada por Geraldo Alckmin, Vice-Presidente do Brasil, em conjunto com a Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e da Secretária Nacional de Mudança do Clima do MMA, Ana Toni.
A BIP é um esforço do Brasil para tornar realidade a transição ecológica do País, com o objetivo de alcançar uma transição econômica e social para uma economia verde. Nesse sentido, a plataforma operará com foco de captar recursos para a bioeconomia, a descarbonização industrial e para combustíveis sustentáveis, através de financiamento público e privado.

Ana Toni, Secretária Nacional de Mudança do Clima do MMA; Marina Grossi, Presidente do CEBDS e Marina Silva, Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, durante o evento na COP29.
As iniciativas que terão incentivo previstos pela BIP são consideradas prioridades para o CEBDS, que lançou, durante a COP16, uma publicação de Recomendações do Setor Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento da Bioeconomia, que foi entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O CEBDS também lidera o consórcio que dá apoio técnico à elaboração do Plano Nacional de Sociobioeconomia, no âmbito da Estratégia Nacional, junto a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, o Instituto Arapyaú e a The Nature Conservancy Brasil também fazem parte da iniciativa, que tem apoio financeiro do UKPact.
O que é a Bioeconomia?
A bioeconomia representa uma abordagem inovadora para a transição ecológica e o desenvolvimento sustentável, priorizando o uso de recursos biológicos renováveis em substituição aos materiais de base fóssil. Através da utilização de biomassa, resíduos agrícolas, e florestas renováveis, a bioeconomia fomenta setores como energia, agricultura e biotecnologia, promovendo uma economia mais verde e de baixo carbono.
A importância desse modelo econômico está em sua capacidade de gerar desenvolvimento econômico com menor impacto ambiental, permitindo que países em todo o mundo avancem rumo a um sistema de produção que respeita os limites da natureza.
Além de gerar novas oportunidades de negócios, a bioeconomia contribui diretamente para a preservação da biodiversidade e a promoção de um crescimento sustentável, transformando práticas produtivas e fomentando inovação ambiental.
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