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COP31

Da ambição à implementação

O CEBDS levará à COP31, em Antália, a nova etapa das Coalizões Setoriais Empresariais para Ação Climática, com foco transversal em eletrificação e biocombustíveis. A apresentação prevê o lançamento do Núcleo Intersetorial do Clima e de uma plataforma pública de monitoramento, com mais de 50 ações prioritárias já pactuadas com horizonte até 2030, e mais de 100 indicadores de acompanhamento.

A atuação do CEBDS também abrangerá mercados de carbono e financiamento, instrumentos necessários para viabilizar investimentos e apoiar a execução das ações de descarbonização.

A COP31 começa em:
Dias
Horas
Min
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Visão geral

A COP31 marca uma etapa decisiva para a agenda climática global: transformar compromissos em implementação.

A partir dos avanços construídos na COP30, em Belém, a Conferência de Antália reforça a necessidade de acelerar soluções capazes de produzir resultados concretos e mensuráveis na economia real.

Nesse contexto, a Agenda de Ação assume papel central ao aproximar governos, empresas, investidores e demais atores em torno da implementação das metas climáticas e da criação das condições necessárias para ampliar a escala das soluções existentes.

Para o Brasil, essa agenda representa uma oportunidade estratégica. O país reúne uma matriz elétrica predominantemente renovável, ampla disponibilidade de recursos energéticos renováveis, experiência consolidada em biocombustíveis, ativos naturais e capacidades empresariais e industriais que podem contribuir tanto para a descarbonização da economia brasileira quanto para a transição global.

O papel do CEBDS

Na COP31, o CEBDS busca contribuir para essa agenda de implementação, mobilizando o setor empresarial brasileiro, conectando soluções desenvolvidas no país às discussões internacionais e fortalecendo a articulação entre empresas e poder público para viabilizar uma economia de baixo carbono, resiliente e competitiva.

Áreas prioritárias de contribuição do CEBDS

A atuação do CEBDS na COP31 estará concentrada em quatro áreas que combinam soluções para a descarbonização e condições habilitadoras para sua implementação e escala.

Eletrificação

Eletrificação

Ampliar o uso da eletricidade nos transportes, na indústria e em outras atividades econômicas, aproveitando a matriz elétrica predominantemente renovável do Brasil.

O foco será discutir os requisitos para essa expansão: infraestrutura, redes, armazenamento, flexibilidade do sistema, eficiência e investimentos. O CEBDS levará essa agenda ao debate internacional e à apresentação da nova etapa das Coalizões.

Biocombustíveis

Biocombustíveis

Ampliar o uso de biocombustíveis, como biometano e combustíveis sustentáveis de aviação na redução das emissões dos transportes e de atividades de difícil descarbonização.

Nas Coalizões, essa frente será trabalhada como uma agenda comum a diferentes setores, buscando identificar as condições necessárias para expandir a produção e o uso desses combustíveis.

Mercados de carbono

Mercados de carbono

Conectar a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) ao debate internacional sobre integridade, interoperabilidade e funcionamento dos mercados de carbono.

A contribuição do CEBDS abrange Mensuração, Relato e Verificação (MRV), metodologias e infraestrutura de mercado, além de sua participação na Open Coalition for Carbon Markets. O objetivo é apoiar regras e mecanismos que deem credibilidade às reduções de emissões e orientem investimentos.

Finanças e investimento

Finanças sustentáveis

Discutir como adequar instrumentos financeiros às necessidades dos projetos e reduzir os riscos que dificultam a participação de investidores privados.

A agenda inclui taxonomia sustentável, financiamento da transição e da adaptação e mecanismos de combinação de recursos públicos, privados e filantrópicos, como o blended finance.

Também apresentaremos a contribuição ao documento Baku–Belém 1.3T, articulada pelo CEBDS com as principais instituições financeiras do Brasil. O documento tem como objetivo ampliar os recursos destinados à ação climática nos países em desenvolvimento.

 

Coalizões

Coalizões: ações e acompanhamento até 2030

As Coalizões Empresariais para Ação Climática reuniram, na COP30, empresas dos setores de Transportes, Setor Elétrico, Agricultura e Minerais Essenciais para identificar oportunidades de descarbonização e ações necessárias à sua execução.

Em 2026, o trabalho passou a identificar também soluções comuns aos diferentes setores. Eletrificação e Biocombustíveis são os focos dessa etapa, por sua aplicação em diversas atividades econômicas e pela necessidade de coordenar decisões de empresas, governo e financiadores.

Na COP31, o CEBDS apresentará:

Núcleo Intersetorial do Clima

Estrutura de governança da nova etapa das Coalizões.

Crescimento

Mais de 50 ações prioritárias já pactuadas até 2030

Medidas voltadas a criar as condições para executar as frentes de descarbonização.

Plataforma pública de monitoramento

Acompanhamento das ações e das frentes de descarbonização, com mais de 100 indicadores.

Essas entregas darão suporte ao acompanhamento da contribuição das Coalizões para a implementação da NDC brasileira.

O que está em jogo para as empresas

As prioridades do CEBDS se relacionam a três decisões empresariais:

Investimento

Quais projetos e tecnologias adotar e quais condições de infraestrutura e financiamento são necessárias para viabilizá-los.

Competitividade

Como aproveitar a eletricidade renovável e a experiência brasileira em bioenergia para reduzir emissões de forma competitiva e fortalecer a produção.

Acesso a mercados

Como responder a requisitos de carbono, rastreabilidade e desempenho ambiental nas cadeias produtivas.

A atuação na COP31 buscará aproximar essas necessidades das discussões sobre políticas públicas, regulação e financiamento.

Conexão com a Agenda de Ação da COP31

Das prioridades globais à implementação no Brasil

O CEBDS busca conectar as prioridades da Agenda de Ação da COP31 a caminhos concretos de implementação na economia brasileira, mobilizando empresas, governo e parceiros em torno de soluções capazes de ganhar escala.

As Coalizões Empresariais para Ação Climática constituem uma das principais plataformas para essa contribuição.

Lançadas na COP30, em Belém, as Coalizões reuniram empresas dos setores de Transportes, Energia, Agricultura e Minerais Essenciais para identificar oportunidades e ações necessárias à aceleração da descarbonização de setores estratégicos da economia brasileira.

Em 2026, a iniciativa avançou para uma nova etapa, direcionada à identificação de alavancas capazes de produzir impactos transversais em diferentes setores. Eletrificação e biocombustíveis emergiram como duas dessas alavancas, permitindo conectar diferentes segmentos empresariais em torno de soluções comuns e das condições habilitadoras necessárias para ampliar sua implementação.

Na COP31, o CEBDS apresentará essa evolução, reforçando as Coalizões como plataforma de implementação, articulação público-privada e acompanhamento de soluções que contribuam para a implementação da NDC brasileira.

Local

COP30 | Belém

Coalizões de Transportes, Energia, Agricultura e Minerais Essenciais

Alavancas e implementação

2026 | Da agenda setorial às alavancas transversais

Identificação das soluções e condições habilitadoras com maior potencial de impacto

Eletrificação

COP31 | Antália

Eletrificação + Biocombustíveis

Crescimento

Implementação e escala

Por que essa agenda é relevante para o setor empresarial brasileiro?

A transição climática está cada vez mais conectada à competitividade, às decisões de investimento, ao acesso a mercados e à transformação das cadeias globais de valor.

Crescimento

Competitividade

A descarbonização da economia está redefinindo custos, tecnologias, modelos de negócio e vantagens competitivas. Antecipar essa transformação pode fortalecer a posição das empresas brasileiras na economia de baixo carbono.

Globo

Acesso a mercados

Carbono, rastreabilidade, padrões de sustentabilidade e requisitos ambientais têm peso crescente no comércio e nas cadeias globais de valor. Demonstrar desempenho climático torna-se cada vez mais relevante para a inserção internacional das empresas.

Finanças e investimento

Investimento

Transformar compromissos climáticos em implementação exige mobilização de capital em escala. O setor privado terá papel determinante no financiamento da infraestrutura, das tecnologias e das soluções necessárias à transição e à adaptação.

Sol

Vantagens competitivas do Brasil

A elevada participação de fontes renováveis na matriz elétrica, a experiência em bioenergia, os recursos naturais e as capacidades empresariais e industriais oferecem ao Brasil condições diferenciadas para competir na economia de baixo carbono.

O desafio é transformar essas vantagens em escala, investimentos e competitividade.

O CEBDS atua na construção dessa ponte entre ambição climática, políticas públicas e implementação empresarial.

Ambição climática + Políticas públicas + Implementação empresarial

Agenda do CEBDS na COP31 (em construção)

A atuação do CEBDS em Antália traduz essas prioridades em espaços concretos de diálogo, articulação e implementação.

Pavilhão Brasil
Side Event Oficial

Coalizões para Implementação em Ação: alavancas para acelerar a transição climática no Brasil

O CEBDS apresentará a nova etapa das Coalizões Empresariais para Ação Climática, reunindo lideranças empresariais, governamentais e financeiras em torno das alavancas e condições necessárias para acelerar a implementação da transição climática brasileira.

Lançamento do Núcleo Intersetorial do Clima da Fase 2 das Coalizões Setoriais. O painel apresentará a governança perene e a plataforma pública de monitoramento de alavancas de descarbonização e 50+ ações habilitadoras prioritárias até 2030, com foco na implementação da NDC brasileira, através de mais de 100 indicadores.

Side Event Oficial UNFCCC

Accelerating Electrification to Achieve the Climate Goals: Enabling Conditions and Opportunities

O evento discutirá os requisitos para ampliar a eletrificação: infraestrutura, investimentos, competências e capacidade técnica. Abordará também seus efeitos sobre emissões, segurança energética, resiliência, competitividade e empregos.

Em parceria com
16 de novembro
14:00–15:00
Food and Agriculture Pavilion

Traduzir a ambição climática em ações ao longo das cadeias de valor agroalimentares exige conectar oportunidades de mitigação a incentivos de mercado, financiamento e à capacidade dos produtores. Com base em uma trajetória de descarbonização quantificada e liderada pelo setor privado, bem como em pesquisas

16 de novembro
10:30–11:30
Food and Agriculture Pavilion

Sistemas de rastreabilidade podem subsidiar estimativas de emissões no nível da propriedade rural para inventários de Escopo 3, no entanto, não garantem, de forma confiável, o repasse de recursos financeiros aos produtores de quem se espera uma mudança de práticas. Com base nas experiências do

Calendário de dias e eventos

A COP31, como nas anteriores, será estruturada em dias temáticos com o objetivo de proporcionar um espaço dedicado para discussões aprofundadas sobre questões essenciais. Confira a seguir o calendário com os temas que serão abordados ao longo da conferência:

Primeira semana 09/11 a 14/11

09 NOV

SEGUNDA-FEIRA

Sistemas Alimentares, Agricultura e Saúde

10 NOV

TERÇA-FEIRA

Energia e Transporte

11 NOV

QUARTA-FEIRA

Resíduos Zero

12 NOV

QUINTA-FEIRA

CÚPULA DE LÍDERES – DIA 1

Cidades Resilientes e Ambiente Construído

13 NOV

SEXTA-FEIRA

CÚPULA DE LÍDERES – DIA 2

Finanças e Comércio

14 NOV

SÁBADO

Crianças, Juventudes, Educação e Habilidades Técnicas

Segunda semana 16/11 a 20/11

16 NOV

SEGUNDA-FEIRA

Ciência, Indústria e Tecnologia

17 NOV

TERÇA-FEIRA

Oceano, Mares, Natureza e Uso da Terra

18 NOV

QUARTA-FEIRA

Desenvolvimento Humano e Social

19 NOV

QUINTA-FEIRA

CEBDS NO PAVILHÃO BRASIL

İmece: Acelerando Implementação

20 NOV

SEXTA-FEIRA

Negociações Finais

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e acompanhe o CEBDS na COP31

Acompanhe os posicionamentos, eventos, conteúdos e principais resultados da atuação do CEBDS durante a COP31 em Antália.

EVENTOS CEBDS NA COP30

Guildhall, London Climate Action Week, lONDRES

PERGUNTAS FREQUENTES

A Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP) é o principal evento internacional sobre mudanças climáticas, reunindo líderes globais, empresas, organizações e especialistas para discutir soluções que ajudem a conter o aquecimento global. Realizada anualmente pela ONU, a COP é essencial para o desenvolvimento sustentável, implementação do Acordo de Paris, estabelecimento de novas metas climáticas e promoção da transição para uma economia de baixo carbono.

Cada edição aborda temas cruciais da sustentabilidade, como o financiamento climático e a redução de emissões de gases de efeito estufa, moldando as políticas globais de sustentabilidade.

Além de debates estratégicos, a COP é um espaço de cooperação entre países, setores públicos e privados, incentivando ações práticas para enfrentar a crise climática. Compromissos como as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a criação de mercados de carbono são algumas das medidas discutidas. A relevância da COP está em seu papel de acelerar a agenda do desenvolvimento sustentável e garantir o engajamento global para construir um futuro mais verde e resiliente, e na integração internacional em prol de um mesmo objetivo.

Em 2025, a 30ª Conferência das Parte será realizada no Brasil, na capital paraense de Belém, do dia 10 de novembro ao dia 21 de novembro de 2025. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará o evento, destacando a importância da Amazônia no combate ao aquecimento global e na promoção de uma agenda climática sustentável. A escolha é símbolo do protagonismo da região amazônica no avanço da pauta sustentável global.

A COP30, que acontecerá em Belém, no Pará, colocará a Amazônia no centro das discussões globais sobre mudanças climáticas. Como maior bioma tropical do mundo, sua preservação é essencial para combater o aquecimento global e garantir o equilíbrio do ecossistema planetário. Debates sobre bioeconomia, combate ao desmatamento ilegal e financiamento para projetos sustentáveis na região prometem ser o destaque do evento. Além disso, o papel das comunidades locais e povos indígenas será amplamente discutido, reforçando a importância da justiça climática para garantir que soluções climáticas sejam inclusivas e respeitem os direitos dos povos tradicionais.

Outro tema crucial será a transição energética, com foco na ampliação do uso de energias renováveis e na redução da dependência de combustíveis fósseis. A COP30 buscará alinhar esforços globais para acelerar essa mudança, especialmente em países em desenvolvimento, que enfrentam desafios estruturais para adotar um modelo de economia de baixo carbono. Com um olhar especial para a integração de sustentabilidade e justiça social, a conferência será um marco para definir caminhos mais equitativos e eficazes no enfrentamento da crise climática.

A COP30 representa uma oportunidade única para o Brasil se consolidar como um protagonista na agenda climática global. Com a Amazônia no centro dos debates, o País poderá destacar iniciativas de preservação do bioma, promover a bioeconomia e atrair investimentos que impulsionem projetos sustentáveis. O evento é uma chance de reforçar a liderança do Brasil em temas como o combate ao desmatamento e o fortalecimento da justiça climática, garantindo que as soluções propostas sejam inclusivas e respeitem as comunidades locais.

O Brasil ainda tem a chance de avançar na transição energética, consolidando-se como referência no uso de energias renováveis. Com sua vasta capacidade de gerar energia solar, eólica e hidrelétrica, o país pode atrair parcerias e investimentos que acelerem a adoção de uma economia de baixo carbono. A realização do evento em solo brasileiro posiciona o país como líder regional, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade e sua capacidade de fomentar soluções inovadoras para enfrentar a crise climática global.

BIOECONOMIA SERÁ PONTO-CHAVE DA COP30

A bioeconomia será crucial na COP30. O tema é uma oportunidade estratégica para o Brasil unir preservação ambiental e desenvolvimento econômico, aproveitando a riqueza dos seus biomas, especialmente a Amazônia, para gerar soluções sustentáveis.

O CEBDS lidera o consórcio que dá apoio técnico à elaboração do Plano Nacional de Sociobioeconomia, no âmbito da Estratégia Nacional, em colaboração com outras instituições. A iniciativa tem apoio financeiro do UKPact.

A AMAZÔNIA COMO PROTAGONISTA DA COP30

A Amazônia será o centro das atenções na COP30. Com 10% da biodiversidade do planeta e um papel crucial na captura de carbono, o bioma será protagonista, tanto como tema de debate quanto como cenário estratégico para as discussões que surgirão ao longo do evento, sediado em Belém.

O CEBDS, desde 1997, defende a floresta por meio de iniciativas como o Movimento Empresarial pela Amazônia e o Grupo de Trabalho de Amazônia, buscando integrar soluções sustentáveis e promover o diálogo entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

TEMA EM ALTA, SbN SERÃO PAUTA NA COP30

As Soluções Baseadas na Natureza (SbN) ganham destaque por oferecerem soluções escaláveis e acessíveis que combinam preservação ambiental e redução de emissões de carbono. Serão tema de destaque na COP30.

O CEBDS tem se dedicado a promover as SbN por meio de publicações e eventos, apoiando o setor privado a adotar práticas inovadoras e sustentáveis para uma economia de baixo carbono.

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