Coalizão visa avançar na descarbonização do setor de transportes, contribuindo para uma economia de baixo carbono; movimento é liderado por CEBDS, CNT, Grupo CCR e Insper, e tem o objetivo de contribuir com o Plano Clima, focado na COP30 no Pará.
Nesta quarta-feira (26), durante a quarta edição do evento “Brasil Rumo à COP30”, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, a Confederação Nacional de Transportes, o Grupo CCR e o Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável do Insper, anunciaram o lançamento de uma Coalizão que unirá empresas do setor de transportes com o objetivo de reduzir emissões de CO2. A iniciativa contará com a participação de empresas, associações setoriais e organizações da sociedade civil para que diferentes áreas do transporte possam dialogar em prol do avanço do desenvolvimento sustentável no Brasil.
“Como reconhecimento da liderança do CEBDS e do esforço de suas associadas na incorporação da sustentabilidade aos negócios, fomos convidados pelo Embaixador André Corrêa do Lago, Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente, para contribuir ainda mais na busca por soluções para a descarbonização de cinco setores-chave da economia brasileira. Ao lado do CEBDS, nossa associada Grupo CCR assumiu o desafio de contribuir com a estratégia de redução de emissões do importante setor de transportes e convidou a CNT para integrar a liderança da Coalizão, que irá fornecer subsídios assertivos para o governo formular sua política para a área. As empresas têm um papel fundamental no combate à mudança climática, e a Coalizão do setor de transportes, que é vital no nosso país continental, contribuirá de forma efetiva para este desafio global”, afirma Marina Grossi, presidente do CEBDS.
O objetivo é o avanço no uso de energias limpas e na redução da emissão de gases estufa em seis verticais: infraestrutura e interseccionalidades; mobilidade urbana; transporte rodoviário, transporte ferroviário; transporte aéreo e transporte aquaviário e cabotagem. Além disso, a expectativa é de que as discussões e propostas possam contribuir com novas metas de descarbonização, estabelecidas pelo Plano Clima, que será apresentado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em 2025. A BCG, consultoria global, atuará como parceira da iniciativa, elencando os avanços da iniciativa em um documento final.
“O grupo realizou um trabalho intenso que vai resultar em um documento robusto para levantar críticas e oferecer proposições para termos uma matriz de transporte que polua o menos possível”, destacou Vander Costa, presidente do sistema transporte.
“Como maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, o Grupo CCR está ciente de sua responsabilidade de liderar a agenda setorial de sustentabilidade. Adicionalmente, reconhecemos a importância da COP30, que será realizada em Belém do Pará no próximo ano, especialmente depois dos resultados da COP29. Por isso, em colaboração com o CEBDS, com as associações setoriais e outros operadores de relevo no cenário nacional, decidimos formar uma Coalizão alargada para produzir uma recomendação que apoie o Governo na proposta de redução de emissões do setor dos transportes nacional, com benefícios para toda a sociedade brasileira”, afirma o CEO do Grupo CCR, Miguel Setas.
Cada um dos seis subgrupos da Coalizão conta com a liderança de uma associação e com a participação de outras organizações, da sociedade civil e privadas. A seção de Infraestrutura e Interseccionalidade, por exemplo, é liderada pela MoveInfra e a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), enquanto a de Mobilidade Urbana é coordenada pelo Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável e a ANPTrilhos
“Construir as alternativas necessárias para a descarbonização do transporte é tarefa que somente pode ser cumprida com aliança e cooperação entre governos, empresas, terceiro setor e academia. A junção de esforços é o único caminho para o transporte executar sua transição energética. O Observatório Nacional de Mobilidade Sustentável, do Centro de Estudos de Cidades do Insper coordena, com o Grupo CCR e o CEBDS, a Coalizão exatamente porque acredita que o consórcio da ciência com o setor privado e público pode ser decisivo para um transporte sustentável, seguro e inclusivo”, salienta o Coordenador do Observatório, Sérgio Avelleda.
O grupo de transporte rodoviário é comandado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e a ANTF lidera a categoria de transportes ferroviários; já os transportes aéreos são responsabilidade da ABR. A ABAC, ABANI, ABTP e ATP lideram o segmento portuário. Hidrovias do Brasil, Rumo, Siemens Energy, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania, Santos-Brasil, e Ultracargo confirmaram participação.
Importância e avançar na descarbonização do setor de transportes
O setor de transporte desempenha um papel crucial no avanço do desenvolvimento sustentável, sendo um dos maiores responsáveis pelas emissões globais de CO₂, chegando a 16% das emissões de gases de efeito estufa do Brasil, segundo o relatório Net Zero Readiness Report 2023 da KPMG. Reduzir essas emissões é uma prioridade para mitigar os impactos das mudanças climáticas e alcançar metas como as do Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A criação de dispositivos que permitam a transição para uma economia de baixo carbono nas cadeias produtivas do setor de transporte, transforma este em um ponto importante para o avanço das pautas sustentáveis e da diminuição dos impactos das mudanças climáticas no Brasil e no mundo. A Coalizão é um passo pioneiro no rumo de uma economia verde, que ajudará a colocar o Brasil na vanguarda das discussões globais da descarbonização do setor de transportes.
Próximos passos e COP30
Com a estruturação do grupo, seus participantes passam para a fase de realização de workshops, reuniões técnicas e desenvolvimento das recomendações que serão necessárias para a contribuição ao Plano Clima. As discussões, pareceres, dados e propostas visando a descarbonização do setor de transportes resultarão em um documento que será apresentado no primeiro trimestre de 2025.
A ideia é que a iniciativa apresente seus resultados durante a COP30, que acontecerá no ano que vem, em Belém, no Pará.
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