
na
COP31
Da ambição à implementação
- 09 a 20 de novembro
- Antália, Turquia
O CEBDS levará à COP31, em Antália, a nova etapa das Coalizões Setoriais Empresariais para Ação Climática, com foco transversal em eletrificação e biocombustíveis. A apresentação prevê o lançamento do Núcleo Intersetorial do Clima e de uma plataforma pública de monitoramento, com mais de 50 ações prioritárias já pactuadas com horizonte até 2030, e mais de 100 indicadores de acompanhamento.
A atuação do CEBDS também abrangerá mercados de carbono e financiamento, instrumentos necessários para viabilizar investimentos e apoiar a execução das ações de descarbonização.
A COP31 começa em:
As prioridades do CEBDS para a COP31:
Visão geral
A COP31 marca uma etapa decisiva para a agenda climática global: transformar compromissos em implementação.
A partir dos avanços construídos na COP30, em Belém, a Conferência de Antália reforça a necessidade de acelerar soluções capazes de produzir resultados concretos e mensuráveis na economia real.
Nesse contexto, a Agenda de Ação assume papel central ao aproximar governos, empresas, investidores e demais atores em torno da implementação das metas climáticas e da criação das condições necessárias para ampliar a escala das soluções existentes.
Para o Brasil, essa agenda representa uma oportunidade estratégica. O país reúne uma matriz elétrica predominantemente renovável, ampla disponibilidade de recursos energéticos renováveis, experiência consolidada em biocombustíveis, ativos naturais e capacidades empresariais e industriais que podem contribuir tanto para a descarbonização da economia brasileira quanto para a transição global.
O papel do CEBDS
Na COP31, o CEBDS busca contribuir para essa agenda de implementação, mobilizando o setor empresarial brasileiro, conectando soluções desenvolvidas no país às discussões internacionais e fortalecendo a articulação entre empresas e poder público para viabilizar uma economia de baixo carbono, resiliente e competitiva.
Áreas prioritárias de contribuição do CEBDS
A atuação do CEBDS na COP31 estará concentrada em quatro áreas que combinam soluções para a descarbonização e condições habilitadoras para sua implementação e escala.
Eletrificação
Ampliar o uso da eletricidade nos transportes, na indústria e em outras atividades econômicas, aproveitando a matriz elétrica predominantemente renovável do Brasil.
O foco será discutir os requisitos para essa expansão: infraestrutura, redes, armazenamento, flexibilidade do sistema, eficiência e investimentos. O CEBDS levará essa agenda ao debate internacional e à apresentação da nova etapa das Coalizões.
- Infraestrutura
- Redes
- Armazenamento
- Flexibilidade
- Eficiência
- Investimentos
Biocombustíveis
Ampliar o uso de biocombustíveis, como biometano e combustíveis sustentáveis de aviação na redução das emissões dos transportes e de atividades de difícil descarbonização.
Nas Coalizões, essa frente será trabalhada como uma agenda comum a diferentes setores, buscando identificar as condições necessárias para expandir a produção e o uso desses combustíveis.
- Biocombustíveis
- Biometano
- Combustíveis sustentáveis de aviação
- Setores de difícil abatimento
Mercados de carbono
Conectar a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) ao debate internacional sobre integridade, interoperabilidade e funcionamento dos mercados de carbono.
A contribuição do CEBDS abrange Mensuração, Relato e Verificação (MRV), metodologias e infraestrutura de mercado, além de sua participação na Open Coalition for Carbon Markets. O objetivo é apoiar regras e mecanismos que deem credibilidade às reduções de emissões e orientem investimentos.
- SBCE
- MRV
- Integridade
- Interoperabilidade
- Open Coalition for Carbon Markets
Finanças sustentáveis
Discutir como adequar instrumentos financeiros às necessidades dos projetos e reduzir os riscos que dificultam a participação de investidores privados.
A agenda inclui taxonomia sustentável, financiamento da transição e da adaptação e mecanismos de combinação de recursos públicos, privados e filantrópicos, como o blended finance.
Também apresentaremos a contribuição ao documento Baku–Belém 1.3T, articulada pelo CEBDS com as principais instituições financeiras do Brasil. O documento tem como objetivo ampliar os recursos destinados à ação climática nos países em desenvolvimento.
- Transição e adaptação
- Taxonomia sustentável
- Blended finance
- Capital privado
Coalizões
Coalizões: ações e acompanhamento até 2030
As Coalizões Empresariais para Ação Climática reuniram, na COP30, empresas dos setores de Transportes, Setor Elétrico, Agricultura e Minerais Essenciais para identificar oportunidades de descarbonização e ações necessárias à sua execução.
Em 2026, o trabalho passou a identificar também soluções comuns aos diferentes setores. Eletrificação e Biocombustíveis são os focos dessa etapa, por sua aplicação em diversas atividades econômicas e pela necessidade de coordenar decisões de empresas, governo e financiadores.
Na COP31, o CEBDS apresentará:
Núcleo Intersetorial do Clima
Estrutura de governança da nova etapa das Coalizões.
Mais de 50 ações prioritárias já pactuadas até 2030
Medidas voltadas a criar as condições para executar as frentes de descarbonização.
Plataforma pública de monitoramento
Acompanhamento das ações e das frentes de descarbonização, com mais de 100 indicadores.
Essas entregas darão suporte ao acompanhamento da contribuição das Coalizões para a implementação da NDC brasileira.
O que está em jogo para as empresas
As prioridades do CEBDS se relacionam a três decisões empresariais:
Investimento
Quais projetos e tecnologias adotar e quais condições de infraestrutura e financiamento são necessárias para viabilizá-los.
Competitividade
Como aproveitar a eletricidade renovável e a experiência brasileira em bioenergia para reduzir emissões de forma competitiva e fortalecer a produção.
Acesso a mercados
Como responder a requisitos de carbono, rastreabilidade e desempenho ambiental nas cadeias produtivas.
A atuação na COP31 buscará aproximar essas necessidades das discussões sobre políticas públicas, regulação e financiamento.
Conexão com a Agenda de Ação da COP31
Das prioridades globais à implementação no Brasil
O CEBDS busca conectar as prioridades da Agenda de Ação da COP31 a caminhos concretos de implementação na economia brasileira, mobilizando empresas, governo e parceiros em torno de soluções capazes de ganhar escala.
As Coalizões Empresariais para Ação Climática constituem uma das principais plataformas para essa contribuição.
Lançadas na COP30, em Belém, as Coalizões reuniram empresas dos setores de Transportes, Energia, Agricultura e Minerais Essenciais para identificar oportunidades e ações necessárias à aceleração da descarbonização de setores estratégicos da economia brasileira.
Em 2026, a iniciativa avançou para uma nova etapa, direcionada à identificação de alavancas capazes de produzir impactos transversais em diferentes setores. Eletrificação e biocombustíveis emergiram como duas dessas alavancas, permitindo conectar diferentes segmentos empresariais em torno de soluções comuns e das condições habilitadoras necessárias para ampliar sua implementação.
Na COP31, o CEBDS apresentará essa evolução, reforçando as Coalizões como plataforma de implementação, articulação público-privada e acompanhamento de soluções que contribuam para a implementação da NDC brasileira.
COP30 | Belém
Coalizões de Transportes, Energia, Agricultura e Minerais Essenciais
2026 | Da agenda setorial às alavancas transversais
Identificação das soluções e condições habilitadoras com maior potencial de impacto
COP31 | Antália
Eletrificação + Biocombustíveis
Implementação e escala
Por que essa agenda é relevante para o setor empresarial brasileiro?
A transição climática está cada vez mais conectada à competitividade, às decisões de investimento, ao acesso a mercados e à transformação das cadeias globais de valor.
Competitividade
A descarbonização da economia está redefinindo custos, tecnologias, modelos de negócio e vantagens competitivas. Antecipar essa transformação pode fortalecer a posição das empresas brasileiras na economia de baixo carbono.
Acesso a mercados
Carbono, rastreabilidade, padrões de sustentabilidade e requisitos ambientais têm peso crescente no comércio e nas cadeias globais de valor. Demonstrar desempenho climático torna-se cada vez mais relevante para a inserção internacional das empresas.
Investimento
Transformar compromissos climáticos em implementação exige mobilização de capital em escala. O setor privado terá papel determinante no financiamento da infraestrutura, das tecnologias e das soluções necessárias à transição e à adaptação.
Vantagens competitivas do Brasil
A elevada participação de fontes renováveis na matriz elétrica, a experiência em bioenergia, os recursos naturais e as capacidades empresariais e industriais oferecem ao Brasil condições diferenciadas para competir na economia de baixo carbono.
O desafio é transformar essas vantagens em escala, investimentos e competitividade.
O CEBDS atua na construção dessa ponte entre ambição climática, políticas públicas e implementação empresarial.
Ambição climática + Políticas públicas + Implementação empresarial
Agenda do CEBDS na COP31 (em construção)
A atuação do CEBDS em Antália traduz essas prioridades em espaços concretos de diálogo, articulação e implementação.
- 19 NOV
Pavilhão Brasil
Side Event Oficial
Coalizões para Implementação em Ação: alavancas para acelerar a transição climática no Brasil
O CEBDS apresentará a nova etapa das Coalizões Empresariais para Ação Climática, reunindo lideranças empresariais, governamentais e financeiras em torno das alavancas e condições necessárias para acelerar a implementação da transição climática brasileira.
Lançamento do Núcleo Intersetorial do Clima da Fase 2 das Coalizões Setoriais. O painel apresentará a governança perene e a plataforma pública de monitoramento de alavancas de descarbonização e 50+ ações habilitadoras prioritárias até 2030, com foco na implementação da NDC brasileira, através de mais de 100 indicadores.
- TBD
Side Event Oficial UNFCCC
Accelerating Electrification to Achieve the Climate Goals: Enabling Conditions and Opportunities
O evento discutirá os requisitos para ampliar a eletrificação: infraestrutura, investimentos, competências e capacidade técnica. Abordará também seus efeitos sobre emissões, segurança energética, resiliência, competitividade e empregos.
Em parceria com
- We Mean Business Coalition
- Iberdrola
- University of Cambridge
- Institute for Sustainability Leadership (CISL)
Traduzir a ambição climática em ações ao longo das cadeias de valor agroalimentares exige conectar oportunidades de mitigação a incentivos de mercado, financiamento e à capacidade dos produtores. Com base em uma trajetória de descarbonização quantificada e liderada pelo setor privado, bem como em pesquisas
Sistemas de rastreabilidade podem subsidiar estimativas de emissões no nível da propriedade rural para inventários de Escopo 3, no entanto, não garantem, de forma confiável, o repasse de recursos financeiros aos produtores de quem se espera uma mudança de práticas. Com base nas experiências do
Calendário de dias e eventos
A COP31, como nas anteriores, será estruturada em dias temáticos com o objetivo de proporcionar um espaço dedicado para discussões aprofundadas sobre questões essenciais. Confira a seguir o calendário com os temas que serão abordados ao longo da conferência:
Primeira semana 09/11 a 14/11
09 NOV
SEGUNDA-FEIRA
Sistemas Alimentares, Agricultura e Saúde
10 NOV
TERÇA-FEIRA
Energia e Transporte
11 NOV
QUARTA-FEIRA
Resíduos Zero
12 NOV
QUINTA-FEIRA
CÚPULA DE LÍDERES – DIA 1
Cidades Resilientes e Ambiente Construído
13 NOV
SEXTA-FEIRA
CÚPULA DE LÍDERES – DIA 2
Finanças e Comércio
14 NOV
SÁBADO
Crianças, Juventudes, Educação e Habilidades Técnicas
Segunda semana 16/11 a 20/11
16 NOV
SEGUNDA-FEIRA
Ciência, Indústria e Tecnologia
17 NOV
TERÇA-FEIRA
Oceano, Mares, Natureza e Uso da Terra
18 NOV
QUARTA-FEIRA
Desenvolvimento Humano e Social
19 NOV
QUINTA-FEIRA
CEBDS NO PAVILHÃO BRASIL
İmece: Acelerando Implementação
20 NOV
SEXTA-FEIRA
Negociações Finais
Inscreva-se na Sustentável News e acompanhe o CEBDS na COP31
Acompanhe os posicionamentos, eventos, conteúdos e principais resultados da atuação do CEBDS durante a COP31 em Antália.
EVENTOS CEBDS NA COP30
PERGUNTAS FREQUENTES
O que é uma COP?
A Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP) é o principal evento internacional sobre mudanças climáticas, reunindo líderes globais, empresas, organizações e especialistas para discutir soluções que ajudem a conter o aquecimento global. Realizada anualmente pela ONU, a COP é essencial para o desenvolvimento sustentável, implementação do Acordo de Paris, estabelecimento de novas metas climáticas e promoção da transição para uma economia de baixo carbono.
Cada edição aborda temas cruciais da sustentabilidade, como o financiamento climático e a redução de emissões de gases de efeito estufa, moldando as políticas globais de sustentabilidade.
Além de debates estratégicos, a COP é um espaço de cooperação entre países, setores públicos e privados, incentivando ações práticas para enfrentar a crise climática. Compromissos como as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a criação de mercados de carbono são algumas das medidas discutidas. A relevância da COP está em seu papel de acelerar a agenda do desenvolvimento sustentável e garantir o engajamento global para construir um futuro mais verde e resiliente, e na integração internacional em prol de um mesmo objetivo.
ONDE E QUANDO SERÁ A COP30?
Em 2025, a 30ª Conferência das Parte será realizada no Brasil, na capital paraense de Belém, do dia 10 de novembro ao dia 21 de novembro de 2025. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará o evento, destacando a importância da Amazônia no combate ao aquecimento global e na promoção de uma agenda climática sustentável. A escolha é símbolo do protagonismo da região amazônica no avanço da pauta sustentável global.
Quais as discussões esperadas para o evento?
A COP30, que acontecerá em Belém, no Pará, colocará a Amazônia no centro das discussões globais sobre mudanças climáticas. Como maior bioma tropical do mundo, sua preservação é essencial para combater o aquecimento global e garantir o equilíbrio do ecossistema planetário. Debates sobre bioeconomia, combate ao desmatamento ilegal e financiamento para projetos sustentáveis na região prometem ser o destaque do evento. Além disso, o papel das comunidades locais e povos indígenas será amplamente discutido, reforçando a importância da justiça climática para garantir que soluções climáticas sejam inclusivas e respeitem os direitos dos povos tradicionais.
Outro tema crucial será a transição energética, com foco na ampliação do uso de energias renováveis e na redução da dependência de combustíveis fósseis. A COP30 buscará alinhar esforços globais para acelerar essa mudança, especialmente em países em desenvolvimento, que enfrentam desafios estruturais para adotar um modelo de economia de baixo carbono. Com um olhar especial para a integração de sustentabilidade e justiça social, a conferência será um marco para definir caminhos mais equitativos e eficazes no enfrentamento da crise climática.
Quais as oportunidades do evento para o brasil?
A COP30 representa uma oportunidade única para o Brasil se consolidar como um protagonista na agenda climática global. Com a Amazônia no centro dos debates, o País poderá destacar iniciativas de preservação do bioma, promover a bioeconomia e atrair investimentos que impulsionem projetos sustentáveis. O evento é uma chance de reforçar a liderança do Brasil em temas como o combate ao desmatamento e o fortalecimento da justiça climática, garantindo que as soluções propostas sejam inclusivas e respeitem as comunidades locais.
O Brasil ainda tem a chance de avançar na transição energética, consolidando-se como referência no uso de energias renováveis. Com sua vasta capacidade de gerar energia solar, eólica e hidrelétrica, o país pode atrair parcerias e investimentos que acelerem a adoção de uma economia de baixo carbono. A realização do evento em solo brasileiro posiciona o país como líder regional, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade e sua capacidade de fomentar soluções inovadoras para enfrentar a crise climática global.
BIOECONOMIA SERÁ PONTO-CHAVE DA COP30
A bioeconomia será crucial na COP30. O tema é uma oportunidade estratégica para o Brasil unir preservação ambiental e desenvolvimento econômico, aproveitando a riqueza dos seus biomas, especialmente a Amazônia, para gerar soluções sustentáveis.
O CEBDS lidera o consórcio que dá apoio técnico à elaboração do Plano Nacional de Sociobioeconomia, no âmbito da Estratégia Nacional, em colaboração com outras instituições. A iniciativa tem apoio financeiro do UKPact.

A AMAZÔNIA COMO PROTAGONISTA DA COP30
A Amazônia será o centro das atenções na COP30. Com 10% da biodiversidade do planeta e um papel crucial na captura de carbono, o bioma será protagonista, tanto como tema de debate quanto como cenário estratégico para as discussões que surgirão ao longo do evento, sediado em Belém.
O CEBDS, desde 1997, defende a floresta por meio de iniciativas como o Movimento Empresarial pela Amazônia e o Grupo de Trabalho de Amazônia, buscando integrar soluções sustentáveis e promover o diálogo entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.


TEMA EM ALTA, SbN SERÃO PAUTA NA COP30
As Soluções Baseadas na Natureza (SbN) ganham destaque por oferecerem soluções escaláveis e acessíveis que combinam preservação ambiental e redução de emissões de carbono. Serão tema de destaque na COP30.
O CEBDS tem se dedicado a promover as SbN por meio de publicações e eventos, apoiando o setor privado a adotar práticas inovadoras e sustentáveis para uma economia de baixo carbono.
