CEBDS assina acordo para avançar o tema de green bonds

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) anuncia que acaba de firmar um acordo com a GIZ – agência de cooperação do governo alemão que oferece soluções sustentáveis em processos de mudanças econômicas, sociais e políticas — e com o SEB — banco sueco envolvido com o financiamento da transição para uma economia verde — para impulsionar o debate sobre green bonds no Brasil. Green bonds são títulos de dívida com a exigência de que os recursos captados sejam aplicados em projetos sustentáveis, como infraestrutura de energia limpa e renovável, moradias sustentáveis, transporte verde, conservação de mananciais, etc. O projeto foi lançado em Frankfurt, na Alemanha, durante o simpósio Greening Financial Decision Making – Financing the Green Transition.

“Não temos dúvidas de que green bonds têm grande potencial. Esse novo mercado está experimentando ganhos substanciais volume de negócios e alocação de capital no mundo todo. Os recursos destinados para a transição para uma economia verde serão cruciais para viabilizar soluções de baixo carbono em escala”, comentou Marina Grossi, presidente do CEBDS. Para ela, apesar da crise que o país atravessa, esse é um bom momento para começar a preparar as empresas para a futura emissão desses títulos e quebrar as resistências, pois quando a economia voltar a crescer o mercado estará pronto.

Ela lembra, por exemplo, que a Comissão de Valores Mobiliários ainda não regulamentou esses títulos, mas que é preciso trabalhar nessa direção. “Os green bonds ainda são um pedaço muito pequeno do mercado de dívida, mas estão crescendo entre os investidores, que agora podem construir a sua carteira de forma mais responsável”, refletiu.

Esse projeto de disseminação dos green bonds, encabeçado pela GIZ, envolve todos os países do G20 e, no caso do Brasil, passa a ganhar força a partir do lançamento do projeto com o CEBDS. “Entre as principais atividades contempladas na parceria está a realização de workshops com empresas potenciais emissoras dos títulos, auditorias e instituições financeiras”, detalhou a presidente. E antecipou: “Muitos dos nossos associados estão interessados em conhecer e em utilizar essa modalidade que dá visibilidade às ações em relação à sustentabilidade.”

Segundo a Climate Bonds Initiative, o mercado de títulos verdes decolou em 2014, com US$ 36.6 bilhões emitidos, o triplo do montante emitido em 2013 (US$ 11 bilhões).

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