CEBDS e CDP mapeiam políticas das empresas brasileiras sobre biodiversidade

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável lança, nesta terça-feira (16), a publicação “Como as Empresas Vem Contribuindo para as Metas Globais de Biodiversidade?”, que tem o objetivo de compreender os esforços e contribuições das empresas brasileiras para reduzir pressões diretas e aumentar a conservação da biodiversidade por meio dos negócios, mapeando o estado atual da gestão do tema e o estabelecimento de metas por parte do setor privado.
Resultado de uma parceria com o CDP, o estudo reúne informações sobre 28 companhias associadas ao CEBDS, reportadas por meio de um questionário em plataforma online e do acesso a bases públicas de informação, que traz um retrato do perfil e das políticas das empresas em relação à conservação da biodiversidade. O relatório mostra ainda os principais desafios encontrados pelas empresas em relação a dificuldades de mensuração e monetização de impactos sobre a biodiversidade e serviços ecossistêmicos.
Da amostra pesquisada, 92% adotam políticas corporativas que incluem questões relacionadas à biodiversidade, sendo que, para gerir os impactos negativos mapeados no estudo, 75% dessas empresas adotam ações para recuperar ou proteger áreas, e 75% fazem o monitoramento periódico de fauna ou flora. A maioria (77%) reportou ter assumido algum compromisso ou meta pública relacionada à biodiversidade.
No que tange a recuperação de áreas degradadas, nos últimos cinco anos as ações das empresas resultaram em mais de 300 mil hectares de áreas em processo de recuperação. As áreas protegidas pelas empresas somam mais de 15 milhões de hectares, a maioria nos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
O relatório também aponta uma preocupação das companhias com suas cadeias de suprimentos: 80% adotam ações junto às suas cadeias de valor para melhorar seu desempenho ambiental, e 67% desenvolvem ações voltadas ao consumidor final visando ao consumo sustentável de seus produtos ou serviços.
Os dados serão apresentados no evento online “Embedding nature into business models: success histories”, organizado pela Global Partnership for Business and Biodiversity (GPBB/CDB). O assessor técnico do CEBDS, Henrique Luz, representará o CEBDS e a Iniciativa Brasileira de Negócios e Biodiversidade (IBNBio), ao lado de Letícia Guimarães, colider da CT Bio.
O tema biodiversidade será um dos grandes assuntos da agenda socioambiental do ano de 2021, especialmente em virtude da realização da 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) na cidade de Kunming, na província de Yunnan, na China, entre 17 a 30 de maio.
O encontro, que seria realizado no ano passado e foi adiado em razão da pandemia de covid-19, é importante por uma série de razões. Nele, será costurado um novo acordo global para a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e a repartição justa e equitativa de benefícios, com aspirações para o longo prazo. Esse novo marco será tão importante para a biodiversidade quanto o Acordo de Paris, firmado em 2015, foi para o clima.

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