Documento “Brasil: País de Soluções Climáticas para o Clima, Natureza e Pessoas” reúne propostas maduras e escaláveis para apoiar a implementação climática brasileira até 2026
Belém, 18 de novembro de 2025 — Um conjunto de soluções climáticas desenvolvidas pelo setor privado brasileiro foi entregue hoje (18) ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, Ana Toni, CEO da conferência, e Marina Grossi, enviada especial para o setor privado, em Belém (PA). O documento, intitulado “Brasil: país de soluções climáticas para o Clima, Natureza e Pessoas”, foi elaborado pelos três principais coletivos empresariais que vêm estruturando propostas concretas para a agenda climática: a C.A.S.E. (Climate Action Solutions & Engagement), CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e a SB COP (Sustainable Business COP30).
Foram mais de 800 projetos de impacto mapeados e 144 pré-selecionados para análise. O material sistematiza soluções já implementadas e consideradas maduras – e, em muitos casos, prontas para escalar – com o objetivo de apoiar a Presidência da COP30 na definição de prioridades e na mobilização de ações para implementação durante o ciclo até 2026. A iniciativa reforça a expectativa internacional de que o Brasil apresente exemplos concretos de transição climática justa, eficiente e economicamente viável.
Dez soluções maduras e escaláveis serão selecionadas até o final de 2025 para implementação até novembro de 2026. C.A.S.E., CEBDS e SB COP seguirão envolvidos no acompanhamento técnico e na articulação necessária para garantir tração ao conjunto final.
Três áreas prioritárias para implementação
C.A.S.E., CEBDS e SB COP submeteram suas bases de soluções a um processo de curadoria conduzido pela Accenture, que identificou três áreas comuns consideradas mais preparadas para rápida expansão nacional e global, por combinarem solidez técnica, impacto rápido e grande potencial de mitigação e adaptação, além de gerar benefícios socioeconômicos e fortalecer cadeias produtivas estratégicas: agricultura regenerativa, biocombustíveis e restauração florestal.
Agricultura regenerativa: práticas regenerativas para melhorar solo, produtividade e rastreabilidade de produtos; aumento do sequestro de carbono e da produtividade com agricultura tropicalizada; Oferta de crédito especial para que produtores recuperem pastagens degradadas e ampliem a produção sem desmatar, mediante contrapartidas ambientais.
Biocombustíveis: gasificação de biomassa para descarbonizar setores industriais e gerar créditos de carbono; eletrificação de veículos e modernização logística para reduzir emissões.
Restauração: restauração ecológica escalável com modelos de negócio integrados; desenvolvimento de corredores ecológicos para conservação, com técnicas de restauração de matas nativas e áreas produtivas; e conservação da floresta nativa com modelo de uso múltiplo e geração de créditos de carbono.
Brasil se posiciona como potência de soluções climáticas
A convergência entre C.A.S.E., CEBDS e SB COP reforça a capacidade do país de articular inovação e colaboração multissetorial, tendo na COP30 a oportunidade de mostrar ao mundo o Brasil como potência global em clima, natureza e desenvolvimento sustentável.
Declarações
C.A.S.E., iniciativa liderada por Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco, Marcopolo, Natura, Nestlé e Vale:
“A C.A.S.E. nasceu para mostrar ao mundo que o setor privado brasileiro já dispõe de soluções climáticas maduras, concretas e escaláveis – e que o Brasil tem muito a contribuir com a nova economia verde. Nosso compromisso é articular, dar visibilidade e acelerar iniciativas que já acontecem no país, conectando atores e superando barreiras. Ao mapear projetos por meio do Scanner das Soluções, ao promover diálogos como a Casa C.A.S.E. na COP30 e ao se alinhar à Agenda de Ação Climática da presidência brasileira da COP30, reforçamos a mensagem central: o Brasil é um país “celeiro” de soluções climáticas, prontas para escalar, capazes de impulsionar desenvolvimento econômico, proteger a natureza e gerar valor para as pessoas.”
“O CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) reuniu um portfólio – chamado “Brasil de Soluções” – com 135 projetos que abrangem 18 setores da economia, em todas as regiões e biomas do país, em seis eixos prioritários para o Brasil: Agricultura, Pecuária, Floresta, Transporte, Energia e Minerais Essenciais. Também lideramos coalizões setoriais para a descarbonização nesses mesmos eixos, com 260 entidades empresariais. Isso é uma contribuição palpável e relevante do setor empresarial para a agenda climática. A convergência com C.A.S.E. e SBCOP reforça que o único modelo de negócios para acelerarmos as soluções climáticas é a colaboração”, afirma Marina Grossi, presidente do CEBDS e Enviada Especial do setor Privado para a COP30.
“O grande diferencial da SB COP é a escala. Nunca houve uma mobilização tão ampla do setor privado em torno da agenda climática. Em um cenário internacional marcado por instabilidade geopolítica, é ainda mais urgente que as empresas se unam. Esse esforço coletivo é o que pode transformar soluções locais em impacto global”, aponta o chair da SB COP, Ricardo Mussa.
Sobre a C.A.S.E.
A C.A.S.E. (Climate Action Solutions & Engagement) é uma iniciativa articulada por Bradesco, Itaúsa, Itaú-Unibanco, Marcopolo, Natura, Nestlé e Vale com o objetivo de posicionar o Brasil como protagonista na agenda climática global e o setor privado brasileiro como articulador de soluções para os desafios globais de clima, natureza e pessoas. Trata-se de uma iniciativa coletiva e colaborativa que busca evidenciar iniciativas concretas já em curso no Brasil, com potencial de escala internacional. A C.A.S.E. promove diálogos qualificados, articulação estratégica e mobilização multissetorial, reforçando a imagem do país como capaz de conciliar desenvolvimento econômico com sustentabilidade e justiça social. Ao longo de 2025, e com a pretensão de desdobramentos até 2026, buscaremos contribuir com um legado duradouro para a presidência brasileira da COP, com o fortalecimento da Agenda de Ação e para o avanço na superação de barreiras que ainda limitam a transformação em escala.
Sobre o CEBDS
O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) é uma associação civil sem fins lucrativos que promove, desde 1997, o desenvolvimento sustentável no Brasil, por meio da articulação junto aos governos e à sociedade civil, além de divulgar os conceitos e práticas mais atuais do tema. Voz do setor empresarial, o CEBDS reúne cerca de 120 dos maiores grupos empresariais do país, além de ser o representante brasileiro do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), que está presente em 36 países e conta com 200 empresas associadas no mundo.
The Brazilian Business Council for Sustainable Development (CEBDS) is a non-profit civil association that has been promoting sustainable development in Brazil since 1997. It engages with governments and civil society, while disseminating the most current concepts and best practices in the field. As the voice of the business sector, CEBDS brings together around 120 of the country’s largest corporate groups. It also serves as the Brazilian representative of the World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), which operates in 36 countries and includes 200 member companies worldwide.
Sobre a SB COP
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lidera a Sustainable Business COP30 (SB COP), aliança global empresarial lançada em 10 de março, para fortalecer a participação do setor produtivo nas negociações climáticas da ONU. Representando quase 40 milhões de empresas, a coalizão reúne lideranças nacionais e internacionais e se inspira em modelos como G20 e BRICS para apresentar recomendações do setor privado à Presidência da COP e ao governo brasileiro.
Como parte desse esforço, a SB COP abriu uma chamada pública que recebeu mais de 670 propostas de empresas de mais de 60 países. Após avaliação, foram selecionados 48 cases de destaque, vindos de pelo menos 14 nações. Eles mostram na prática o potencial de transformação liderado pelo setor privado: no Pará, iniciativas de regeneração florestal unem comunidades, investidores e compradores; no Vietnã, jovens se especializam em energias renováveis; e em Estocolmo, um bairro inteiro foi projetado para operar sem emissões de carbono. O Brasil se destacou com 19 iniciativas, consolidando sua posição como protagonista na construção de soluções climáticas e no caminho rumo à COP30.
INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA C.A.S.E.
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CEBDS
cebds@approach.com.br
SB COP
leticia.carvalho@sesicni.com.br / imprensa@cni.com.br

