Seminário Ação 2020

 

O Conselho Empresarial Brasileiro para o desenvolvimento sustentável (CEBDS) e o jornal Valor Econômico realizaram pelo segundo ano consecutivo um seminário em parceria para discutir temas ligados ao desenvolvimento sustentável. Na edição, que aconteceu no último dia 26 de agosto, em São Paulo, o projeto Ação 2020 foi o norteador das discussões e abarcou as grandes transformações da sociedade pelos próximos sete anos. O pano de fundo do seminário foi em torno das metodologias, ações e iniciativas que já estão sendo desenvolvidas pelo CEBDS institucionalmente e em parceria com as empresas associadas e outros atores sociais. “Estamos em meio a uma jornada em que as empresas estão aprendendo com suas ações, mas ainda é difícil mensurar o resultado prático da sustentabilidade”, afirmou Marina Grossi, presidente do Conselho, na abertura do seminário. As razões para a incorporação da sustentabilidade pelas empresas são diversas e vão desde a própria dependência de seus negócios aos serviços ecossistêmicos como água, clima e solo até a crescente preferência dos consumidores por negócios ambientalmente responsáveis.

Dinâmica

Divididos em dois painéis, os temas foram debatidos com executivos de empresas em torno da valoração e mensuração da sustentabilidade e questões sobre o financiamento.

O primeiro painel Redefinindo o Valor da Sustentabilidade para os Negócios teve como objetivo discutir e buscar soluções para que os esforços de medição, valoração e relatos corporativos reflitam a gestão de desempenho integrado, olhando não apenas para o ganho financeiro de curto prazo, mas também para o capital natural e social. Denise Hills, Superintendente de Sustentabilidade do Itaú-Unibanco, salientou que “com a nova forma do Banco Central estamos vivendo um momento especial no setor financeiro. Quando via de regra o movimento pela sustentabilidade se torna ainda mais relevante”. Em abril deste ano o Banco Central editou uma Resolução que estabelece diretrizes que devem ser observadas pelo setor financeiro em relação a políticas de responsabilidade socioambiental. Este painel também contou com a participação de Cristiano Vilardo, Diretor de Politica e Estratégia Institucional da Conservation International, Malu Nunes, Gerente de Sustentabilidade do Grupo Boticário e Diretora da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Gustavo Pimentel, Diretor Research & Advisory da SITAWI – Finanças do Bem.

O tema abordado no segundo painel Financiamento para a Sustentabilidade: Quais os desafios buscou identificar os entraves de viabilização financeira que priorizem a sustentabilidade nas empresas e discutir mudanças que minimizem essa dificuldade. João Carlos Salgueiro de Souza, Gerente Nacional de Vendas, Energia e Sustentabilidade  da Schneider Electric revela que há uma necessidade de discussão das empresas com os bancos, a distância para associar os negócios de sustentabilidade aos investimentos da empresa ainda é muito grande. Por outro lado, Carlos Nomoto, Diretor de Desenvolvimento Sustentável do Banco Santander defende que “existe mecanismo e competência e o que falta é discussão e vontade para tirar do papel.” David Canassa, Gerente Geral de Sustentabilidade do Grupo Votorantim e José Guilherme Cardoso, chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES também participaram do painel. A moderação do seminário foi feita por Célia Rosemblum.

 

Valor Econômico_Caderno Especial pag 1_27.08  Valor Econômico_Caderno Especial pag2_27.08 Valor Econômico_Caderno Especial pag3_27.08Valor Econômico_Caderno Especial pag 4_27.08