Branko Sevarlic*
Vivemos em um mundo onde os desafios da sustentabilidade tornam-se cada vez mais complexos e exigem colaboração para promover mudanças estruturais. A sociedade busca justiça social e condições ambientais que sustentem o bem-estar da humanidade no longo prazo. Nesse cenário, empresas globais como a Philip Morris podem desempenhar um papel decisivo na criação – ou erosão – de valor para a comunidade e para o meio ambiente.
Nossa avaliação de materialidade em sustentabilidade é a base da nossa estratégia. Ela garante que nossas iniciativas estejam direcionadas para as áreas em que podemos gerar maior impacto e que continuemos a oferecer informações relevantes e transparentes aos nossos stakeholders. O resultado desse processo é um arcabouço que define os temas prioritários para direcionarmos os nossos recursos. Essa estrutura se organiza em duas frentes: questões relacionadas aos nossos produtos (o que produzimos), reunidas no pilar “Impacto do Produto”, e aquelas vinculadas às nossas operações (como produzimos), no pilar “Impacto Operacional”.
O impacto do cigarro na saúde é a principal externalidade negativa que buscamos endereçar. Reduzir esse impacto é a contribuição mais significativa que podemos oferecer à sociedade e constitui o alicerce do propósito e da estratégia da PMI. Investir em inovação e desenvolver soluções que respondam a alguns dos desafios mais urgentes do mundo representa não apenas uma oportunidade de crescimento, mas também nossa principal vantagem competitiva.
Nossos públicos e consumidores querem compreender como a sustentabilidade se conecta ao nosso negócio em diferentes dimensões: investidores e a própria companhia precisam conhecer riscos e oportunidades dos tópicos ESG mapeados pela materialidade; parceiros comerciais, ONGs e consumidores desejam entender de que forma nossas atividades e produtos afetam seus interesses; já a sociedade como um todo busca avaliar os impactos, reais e potenciais, da cadeia de valor para tomar decisões mais assertivas.
Essa visão não é exclusiva da Philip Morris. Muitas companhias reconhecem o valor de uma estratégia de sustentabilidade pragmática, capaz de gerar benefícios a todos os elos da cadeia de valor – do agricultor ao acionista. À medida que a sustentabilidade amadurece e ganha relevância dentro e fora das organizações, cresce também o desafio de como mensurar esse desempenho.
Nesse sentido, desenvolvemos o PMI ESG KPI Protocol, um protocolo que estabelece indicadores específicos para nossa realidade e conecta, de maneira clara, nosso propósito, direção estratégica, desempenho financeiro e responsabilidades ambientais e sociais. Com a publicação desse protocolo, buscamos ampliar a transparência sobre as métricas que utilizamos para avaliar o avanço em direção ao nosso propósito e à criação de valor para nossos acionistas e demais públicos.
Tudo o que fazemos faz parte do nosso compromisso: acelerar o fim do cigarro à combustão e buscar gerar um impacto líquido positivo para a companhia, os acionistas, os consumidores e a sociedade no longo prazo. Isso só é possível ao integrar a sustentabilidade em todas as nossas práticas, enfrentando os impactos de nossos produtos e operações e potencializando as oportunidades de gerar valor compartilhado. Para assegurar que estamos focados nas áreas de maior impacto, nossa estratégia e metas estão ancoradas em uma avaliação rigorosa de materialidade. A partir dela, estabelecemos nossos objetivos prioritários, consolidados no Roadmap 2025, e identificamos um conjunto claro de indicadores, organizados em um índice exclusivo que nos permite mensurar, de forma quantitativa e anual, nosso progresso.
Reconhecemos a necessidade de maior transparência, metodologias mais robustas e definições mais claras. Por isso, estabelecemos um processo rigoroso para criar definições, documentações e controles que padronizem a forma como mensuramos nosso desempenho em sustentabilidade. Transparência não significa ter métricas perfeitas, mas sim compreender que resultados não podem ser alcançados de maneira isolada.
Foi com esse objetivo que a Philip Morris estruturou um processo transparente e consistente para a definição de conceitos, documentação e controles em sustentabilidade, permitindo padronizar a medição do desempenho ESG. Tornamos esse material público com a convicção de que ele contribuirá para a evolução da mensuração e da divulgação de resultados não financeiros, ajudando outras organizações a fortalecerem sua própria jornada de incorporação da sustentabilidade e de prestação de contas à sociedade.
*Branko Sevarlic é o CEO da Philip Morris Brasil, nascido na Sérvia, se formou em Contabilidade e Gestão Financeira na Universidade de Balgrado. Posteriormente realizou uma pós-graduação de Administração de Empresas e Gestão na Stockholm School of Economics. Iniciou na Philip Morris Internacional no seu país de origem como Analista de Operações Financeiras em 2006 e já passou por cargos de alta gerência em países como Jordânia e Suiça, como Gerente Geral. Em 2023 se tornou Managing Director na Philip Morris do Brasil.

