A COP 30 inaugura a Agenda da Ação e reacende o protagonismo da sociedade civil. Para a PepsiCo, este é o momento de transformar ambição em impacto — com práticas de agricultura regenerativa, inovação em energia limpa e uso responsável da água que já estão moldando o futuro da alimentação no Brasil e no mundo.
A COP 30 já nasce com um legado simbólico e poderoso. Ao acontecer na Amazônia brasileira, une dois temas que são, na verdade, inseparáveis: clima e biodiversidade. Marca também o reencontro da sociedade civil com o protagonismo, após algumas edições em que as discussões pareceram distantes da vida real. E inaugura a Agenda da Ação, uma proposta ambiciosa da Presidência da COP 30 que convida governos, empresas e pessoas a colocarem em prática, agora, as soluções que o planeta precisa com urgência.
Na PepsiCo, esse chamado ressoa profundamente. Acreditamos que é hora de agir com coragem e colaboração. A Agenda da Ação nos oferece um caminho claro e compartilhado para acelerar a transformação. Entre seus seis eixos, um deles nos move de maneira especial: a Transformação da Agricultura e dos Sistemas Alimentares — um tema que é, ao mesmo tempo, um desafio global e uma oportunidade extraordinária de regenerar a relação entre o ser humano e a natureza.
Como empresa agroindustrial, construir sistemas alimentares sustentáveis está no coração da nossa estratégia global, PepsiCo Positive (pep+). Queremos que o crescimento do nosso negócio ande lado a lado com o fortalecimento dos ecossistemas e das comunidades que nos cercam.
Nos últimos anos, temos trabalhado intensamente para reinventar nossas cadeias produtivas, da fazenda à mesa do consumidor, passando pelo processo de fabricação, sempre com base em um modelo de economia circular. Em todo o mundo, surgem histórias inspiradoras e destaco aqui algumas que já são realidade no Brasil.
- Agricultura regenerativa e com menor pegada carbono: iniciamos no Brasil, em parceria com a Yara, o uso inédito de fertilizantes que permitirão a redução de até 40% na pegada de carbono na produção de batatas chips junto a agricultores parceiros. Além disso, já incentivamos a utilização de defensivos biológicos que reduzem a dependência de insumos sintéticos e melhoram a saúde do solo.
- Tecnologia e sustentabilidade nos campos: drones, sensores e inteligência artificial monitoram o solo, a umidade e o carbono, otimizando o uso de recursos naturais e aumentando a produtividade.
- Energia renovável nos campos e nas fábricas: incentivamos o uso de energia solar e biomassa pelos produtores parceiros, reduzindo custos e descarbonizando a cadeia. No processo de fabricação, a planta da PepsiCo em Itu, interior de São Paulo, uma das maiores da América Latina, tornou-se um marco global por utilizar energia renovável por meio de biometano em toda produção de alimentos. Também foram implementadas usinas termossolares nas unidades de Sete Lagoas/ MG, Feira de Santana/BA, Jaboatão dos Guararapes/PE e Sorocaba/SP.
- Reuso de água: em Itu/SP e em Sete Lagoas/MG, a água utilizada na produção passa por um sistema de tratamento de efluentes usando tecnologia patenteada com biorreatores de membrana + osmose reversa (MBR/OR), economizando mais de 20 milhões de litros de água por mês em ambas as unidades.
Nada disso seria possível sozinhos. Acreditamos na força da colaboração e do aprendizado coletivo. Por isso, participamos ativamente da Câmara Temática de Sistemas Agroalimentares do CEBDS, que lançou o Compromisso Empresarial Brasileiro para Sistemas Agroalimentares Regenerativos, Justos e Sustentáveis, e integramos o Grupo de Trabalho de Sistemas Alimentares do SB COP, coalizão criada pela CNI para apoiar as negociações climáticas e unir o setor privado em torno de metas concretas.
As contribuições apresentadas pelo SB COP 30 apontam o caminho:
- Adotar métricas globais e baseadas em resultados, para orientar políticas públicas e práticas agrícolas inteligentes para o clima;
- Estimular produtividade com inclusão, por meio de inovação, assistência técnica e capacitação de pequenos e médios produtores;
- Criar novas formas de financiamento e cooperação, que ajudem agricultores a fazer a transição para sistemas mais resilientes e sustentáveis.
O movimento já começou, mas é hora de acelerar e ganhar escala. É hora de tornar a agricultura regenerativa, os sistemas agroflorestais e a produção com menor pegada de carbono uma realidade acessível para todos.
Na PepsiCo, acreditamos que sustentabilidade é sinônimo de futuro. E que o futuro só será próspero se for justo, regenerativo e compartilhado. Estamos colocando as pessoas e o planeta no centro da criação de valor.
A COP 30 será, sem dúvida, um marco histórico. Mas o verdadeiro legado virá daquilo que fizermos juntos depois dela — quando transformarmos compromissos em ação, e a ação em impacto duradouro.
Por Regina Teixeira
Diretora Sênior de Assuntos Corporativos PepsiCo Brasil

