No domingo (27), o CEBDS reuniu lideranças empresariais e governamentais, do Brasil e da Colômbia, em um jantar organizado em parceria com a EY para abordar a atuação conjunta do setor empresarial e do governo, a fim de impulsionar a agenda de bioeconomia.
Bioeconomia em Destaque
O encontro discutiu a oportunidade de preenchimento da atual lacuna no financiamento da bioeconomia por meio de parcerias entre o setor público e privado, como a criação de mecanismos de blended finance, para servir de suporte ao impulsionamento desse mercado.
O evento contou com a participação do Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg e Rafael de Sá Marques, Coordenador Geral de Patrimônio Genético do MDIC, além de representantes do Governo do Brasil e da Colômbia, do WBCSD, e de empresas associadas ao CEBDS.
A discussão abordou temas importantes como os desafios a serem superados para o desenvolvimento da bioeconomia, o financiamento da bioeconomia em parceria com o setor privado, e o lançamento da publicação “Recomendações do Setor Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento da Bioeconomia”, que você pode acessar clicando aqui.
No documento, entregue a representantes do MDIC, o CEBDS faz suas contribuições para o Plano Nacional de Bioeconomia, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável no Brasil e reforçar o papel do País no cenário global.
Para além da bioeconomia, a participação do setor privado na preservação da biodiversidade vem sendo tópico central desta COP16, indo desde a linha de produção de produtos até a criação de reports que demonstrem as ações das empresas. Sobre isso, Ricardo M. de Asumpção, Chief Sutainability Officer da EY, diz que:
“As empresas que operam no Brasil não só têm a obrigação de computar a natureza nas suas estratégias corporativas, mas de entender o potencial de geração de valor que ali existe”.
– Ricardo M. de Asumpção, Chief Sutainability Officer da EY
Meta 15 em Pauta
Também na COP16, o CEBDS organizou o evento “Abordagens colaborativas para implementar a Meta 15”, que contou com a apresentação de experiências práticas do setor privado e dos governos do Brasil, Colômbia e países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
No encontro, a presidente do CEBDS, Marina Grossi, destacou a necessidade de desenvolver estratégias adaptadas para países megadiversos como Brasil e Colômbia, ressaltando a importância dos meios de implementação, tema que o CEBDS e outras instituições vêm promovendo.
O evento contou com dois painéis, sendo o primeiro mediado pelo economista Vassilis Gkoumas, do WWF, representantes de governos e organizações discutiram exemplos de implementação da Meta 15 em diferentes países: Brasil (com Bráulio Dias, Diretor de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade, Ministério do Meio Ambiente), Colômbia (Juan Camilo, assessor para Assuntos do Setor Privado) e Sudeste Asiático (Oliver Agoncillo, diretor de Integração da Biodiversidade, ASEAN).
A diretora de Natureza e Sociedade do CEBDS, Juliana Lopes, moderou as apresentações do segundo painel, que focou no setor privado e na implementação da Meta 15, contando com a contribuição de quatro especialistas: Vanessa Pereira, Head de Biodiversidade do CEBDS, detalhou o engajamento do setor privado no Brasil, destacando o grupo piloto voltado para a TNFD; Ana Luci Grizzi, da EY Latam, compartilhou lições do Piloto de Finanças Coletivas e do Desenvolvimento da TNFD no país. Representando a Colômbia, María Alejandra Reyes, do CECODES, trouxe práticas específicas para a implementação da Meta 15; Já Warwick Mostert, diretor de Biodiversidade da Anglo American, abordou o engajamento do setor privado na África do Sul em relação à Meta 15.
Durante sua apresentação, Vanessa abordou o lançamento da publicação sobre os resultados do projeto piloto voltado para a Taskforce for Nature-related Financial Disclosures (TNFD). Você pode conferir o documento “Disclosure de natureza em um país mega diverso: estudo de caso do setor de finanças e desenvolvimento” clicando aqui.
Setor Privado e a COP16
A atuação do CEBDS está diretamente interligada à Meta 15 do Acordo de Kunming-Montreal, que define o papel do setor empresarial na busca pela conservação da biodiversidade, evidenciada nessa COP com grande participação do Setor Privado.
Sobre isso, Vanessa Vlnieska, Auditora Ambiental de Sustentabilidade da Rumo, associada ao CEBDS, aborda um pouco da participação da empresa no evento que acontece em Cali, na Colômbia.
“Sabemos que nossa atuação responsável e sustentável para com o meio ambiente e a biodiversidade tem significativa importância nos territórios que atuamos, por isso, adotar práticas mais sustentáveis, mais inovadoras e participar das discussões para implementação de políticas públicas factíveis de serem colocadas em prática é importante para conseguirmos atuar de forma eficaz e priorizar o tema cada vez no setor.”
– Vanessa Vlnieska, Auditora Ambiental de Sustentabilidade da Rumo
Para saber mais sobre as ações do setor privado na COP16, acesse o HUB #CEBDSNACOP16 atualizado com notícias do setor empresarial, publicações, e outros detalhes importantes de eventos e participação do CEBDS e associadas na Conferência de Biodiversidade deste ano.
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