COP26: Evento sobre a atuação do setor privado na agenda climática teve mediação da presidente do CEBDS

A presidente do CEBDS, Marina Grossi, mediou, na tarde desta segunda-feira, 08/11, o evento “Business Climate Leadership in Brazil”, que discutiu a importância do engajamento do setor privado na agenda climática e da articulação entre as empresas para que essa atuação seja ampla e efetiva.

Participaram do encontro Peter Bakker, CEO do World Bussiness Council for Sustainable Development (WBCSD); Sophie Punte, diretora administrativa de Política da organização internacional We Mean Business Coalition; e Andrea Álvares, VP de Marca, Inovação, Internacional e Sustentabilidade da Natura.

Marina abriu o encontro destacando que o comprometimento do setor privado brasileiro com as mudanças climáticas vem aumentando a cada ano, tendo como exemplo a assinatura do manifesto “Empresários pelo Clima” por mais de 100 grandes empresas. Elas se posicionaram a favor do protagonismo do Brasil nessa nova realidade global de economia climática, por meio da retomada verde da economia e a construção de um melhor legado ambiental, social e econômico.

“As pessoas querem ações e elas esperam mais dos seus líderes governamentais, mas também das empresas. Essa é a primeira COP “how to”, ou seja, na qual estamos discutindo o que pode realmente ser feito para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e temos acompanhado uma ampla participação do setor privado nessas discussões”, completou Peter. “O fato de termos tantos CEOs e pessoas de negócios em Glasgow demonstra que não estamos só fazendo promessas, mas queremos realizar ações concretas para contribuir com a agenda climática global. No caso brasileiro, temos as soluções baseadas na natureza como iniciativas que podem começar a fazer a diferença agora. E o CEBDS realiza um papel importante na articulação entre esses empresários e também no fortalecimento de redes para que esses eles possam aprender com exemplos de outros países”, completou o CEO do WBCSD.

Sophie Punte reforçou que um dos pontos fundamentais para a contribuição do setor privado é a determinação de regras claras sobre como deve se dar essa atuação. “Temos como exemplo a regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris, sobre a cooperação internacional para o cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas (Nationally Determined Contributions – NDCs, em inglês) e a regulamentação de um mercado de carbono e do investimento em projetos que contribuam para reduzir as emissões globais. As empresas querem investir, mas precisam que os governos estabeleçam regras claras para isso. No entanto, para que o setor público determine essas regras, precisa levar em consideração não apenas os interesses das empresas, mas também os da sociedade e todas as questões além do clima que afetam a vida das pessoas, como a desigualdade”, destacou. 

De acordo com Andrea Álvares, a importância dessas associações é ampliar a possibilidade de criar metas e ações coletivas. “O setor público está tentando entender quais são os próximos passos, mas a iniciativa privada já entendeu a importância de uma mudança nos seus modelos de negócios”, explicou. “Acho que um dos principais aspectos dessa COP é que estamos integrando a natureza com a discussão sobre clima. Essas duas dimensões estão intrinsecamente integradas. A conservação da biodiversidade e o reflorestamento de áreas degradadas são fundamentais para atingir as ambições climáticas. No caso da Natura, atuamos na Amazônia por cerca de 20 anos e já vimos tanto o poder destrutivo do desmatamento, quanto o incrível poder de criativo de soluções alternativas para manter a floresta em pé, com interações que são realmente resilientes e sustentáveis e que criam valor para quem vive lá”, completou. “Outra coisa que as pessoas estão percebendo é a conexão entre justiça social e climática. Esses dois aspectos são totalmente interdependentes”.

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