Ecolab e Ambev aderem ao Programa Business Ambition For 1.5⁰c  do Pacto Global da ONU

O objetivo da Ecolab é reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) em 50% até 2030 e zerá-las até 2050, já a Ambev está no processo de avaliação para delimitar uma meta personalizada que deverá ser adequada em dois anos

São Paulo, 16 de dezembro de 2019 – As multinacionais,  Ecolab e Ambev, associadas ao Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), aderiram ao Programa Business Ambition For 1.5ºC do Pacto Global da ONU. A iniciativa foi criada para mobilizar empresas com o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em um nível que contribua para que o aumento da temperatura média mundial, até 2050, se limite a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. 

Ecolab, líder mundial em tecnologias e serviços relacionados a água, higiene e energia anunciou na quarta-feira (11) que irá alinhar suas operações e cadeia de suprimentos ao movimento Business Ambition for 1.5⁰ C do Pacto Global da ONU, e irá adotar medidas para reduzir suas emissões de CO2 pela metade até 2030 e zerá-las até 2050. A empresa assumiu o compromisso de fazer sua parte para limitar a temperatura média global em 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais, índice considerado necessário pela ONU para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.

A Cervejaria Ambev é a primeira empresa brasileira da indústria de bebidas a assinar o compromisso global. A assinatura foi oficializada na quarta-feira (27), em um evento em São Paulo (SP), por Jean Jereissati, atual Diretor-Geral da Operação da Cervejaria Ambev. Ao aderir à campanha, a empresa será avaliada pela Science Based Targets Initiative (SBTi), que vai medir os impactos de sua produção atualmente e delimitar uma meta personalizada para conter o aumento da temperatura da terra. O prazo para adequação ao novo modelo é de dois anos.

O Business Ambition for 1.5°C é um programa do Pacto Global da ONU, composto por um grupo de 9.500 empresas, que se comprometeram a reduzir suas emissões de Gases de Efeito Estufa e limitar o aquecimento global a 1,5°C por ano.

Aderir ao novo pacto reforça as iniciativas que a Ambev tem conduzido nos últimos anos para minimizar o impacto de seus negócios em sua cadeia de valor. “Sabemos que as questões climáticas são urgentes e que nosso papel é fazer parte da solução. Em 2018, traçamos metas socioambientais para 2025 e reduzir os níveis de CO2 já estava nos nossos planos. Agora, temos mais um motivo para avançar nessa jornada”, diz Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade da Cervejaria Ambev.

“As mudanças climáticas exigem ações urgentes, e é fundamental que aceleremos nossos esforços para mitigar seus impactos”, afirmou Douglas M. Baker Jr., presidente e CEO Global da Ecolab. “Ainda não dispomos de todas as respostas sobre como zerar as emissões de carbono, mas as empresas precisam concentrar seus esforços nessa direção. É por essa razão que a Ecolab está assumindo o compromisso em direção à meta de 1,5°C”, explica o executivo.

A partir de agora, a Ecolab:

  • Irá começar a transição de sua matriz energética para utilizar 100% de energia renovável em todas as suas operações;
  • Irá ampliar projetos de eficiência energética em suas unidades, escritórios e operações em todo o mundo;
  • Passará a utilizar energia elétrica em sua frota de veículos, nas localidades onde esta tecnologia já se encontra disponível;
  • Atuará em conjunto com seus fornecedores e parceiros para adotar metas climáticas igualmente ambiciosas.

Além dos esforços em suas próprias operações, a Ecolab está ajudando empresas de todo o mundo a se tornarem mais resistentes aos impactos causados pelas mudanças climáticas. A escassez de água é agravada pelas mudanças climáticas e, em 2018, a Ecolab ajudou seus clientes a economizarem mais de 712 bilhões de litros de água. O uso da água também consome uma quantidade considerável de energia, e essa economia de água ajudou a economizar 19 trilhões de BTUs de energia e a evitar a emissão de 1,1 milhão de toneladas de gases de efeito estufa.  

“A água é o elo ausente no debate climático”, enfatiza Orson Ledezma, vice-presidente e gerente geral da Ecolab no Brasil. “Se a economia mundial já estivesse ciente dos ganhos da gestão sustentável da água, estaríamos mais próximos de um mundo mais resistente ao clima e, por consequência, de uma redução significativa das emissões de carbono”.

Em seu relatório Business Ambition for 1,5°C de 2018, a Comissão Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirmou que, com base nas melhores pesquisas científicas disponíveis, um aumento da temperatura global de 2°C (3,6° F) acima dos níveis pré-industriais não é mais considerado seguro. Para evitar as piores consequências das mudanças climáticas, o aquecimento global deve ser limitado a 1,5°C (2,7 F) ou menos, afirmou a IPCC.

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