Relatório GRI: o que é e por que está sendo rediscutido

Quando se fala em desenvolvimento sustentável, muitas empresas têm dificuldade em definir suas frentes de atuação. Em quais direções devo focar meus esforços? Como determinar o que posso melhorar internamente para tornar os processos mais sustentáveis? E o que devo fazer para reduzir eventuais impactos negativos, em termos socioambientais, causados pela operação do meu negócio?

Mas, nesse post, vamos tratar da segunda etapa do processo. Como mensurar os resultados atingidos por meio de investimentos em políticas sustentáveis e como divulgar essas informações para as outras empresas e a sociedade? Uma das melhores e mais utilizadas iniciativas é o GRI – Global Reporting Initiative.

Trata-se de um modelo global de indicadores. Desde o princípio, o GRI ajudou a padronizar os relatórios de sustentabilidade das empresas. Porém, por ser global, não consegue abarcar as particularidades de determinados países que apresentam maior diversidade socioambiental e, consequentemente, idiossincrasias em sua gestão. É o caso do Brasil.

Esse desafio nos obriga a pensar em alternativas para tornar o GRI mais útil e adaptável à realidade das companhias brasileiras.

Continue acompanhando o texto e entenda melhor a discussão!

O que é o GRI

O GRI se baseia na descrição quantitativa e qualitativa dos riscos e impactos socioambientais relacionados à operação de uma empresa. Usada há mais de vinte anos, é atualizada constantemente para se adequar às necessidades e interesses de todas as partes envolvidas.

A grande maiorias dos países do mundo e, principalmente, o Brasil, produzem seus relatórios com base no GRI. Sobretudo na Europa, há uma grande semelhança entre os ecossistemas, o que torna os indicadores do GRI úteis e adequados para quase todas as nações.

Por que é preciso atualizar os indicadores

Contudo, como você pode imaginar, os impactos na natureza variam de acordo com o tipo de operação empresarial vigente e com o ecossistema no qual a companhia está inserida. Alguns países possuem características particulares em termos de impactos ambientais.

As empresas lidam regularmente com áreas sensíveis para a biodiversidade e diretamente conectadas com seus processos produtivos. Cabe a essas companhias comprovar reiteradamente sua proatividade na adoção de práticas conservativas da natureza. Essas companhias, às vezes, não encontram no atual relatório GRI indicadores precisos para avaliar suas experiências positivas e contribuições na redução dos impactos negativos, que podem ir muito além do cumprimento das legislações e da adequação às normas.

Sugestões de mudança e otimização do relatório GRI

Atendendo à demanda de grandes empresas atuantes em solo nacional, o CEBDS propôs uma série de revisões e ajustes aos indicadores contidos no GRI. O objetivo é estabelecer diretrizes que se adequem às práticas operacionais das corporações e apresentá-las ao GRI global e brasileiro. Dessa forma, mais companhias poderão otimizar seu desempenho em relação à conservação da biodiversidade e aos processos de tomada de decisão.

Confira na lista a seguir as 8 sugestões de mudança mais destacadas:

  • – Oferecer diretrizes claras sobre a origem do impacto ambiental;
  • – Priorizar a descrição das ações praticadas pela empresa para gerir os impactos na biodiversidade;
  • – Estruturar um Grupo de Trabalho para elaborar um fascículo sobre indicadores de biodiversidade em países megadiversos;
  • – Garantir que os indicadores tragam informações úteis às partes interessadas;
  • – Definir critérios para fins de comparação entre as empresas;
  • – Provocar esforços de alinhamento com outros relatórios da empresa;
  • – Incorporar indicadores específicos para Serviços Ecossistêmicos;
  • – Aprimorar o indicador para exposição de custos com proteção ambiental.

As empresas que já trabalham com relatórios de sustentabilidade reconhecem a importância do GRI. Outras companhias que dão os primeiros passos rumo ao desenvolvimento sustentável também podem participar desse processo de adequação do relatório à realidade vivida pelas instituições brasileiras.

Se quiser entender mais e participar da discussão, conheça melhor o CEBDS. O Conselho promove diversas sugestões práticas voltadas para otimizar a performance das empresas sob a perspectiva do desenvolvimento sustentável.

Participe!

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