Ir para o conteúdo
  • Imprensa
  • Contato
  • en_US
  • pt_BR
  • en_US
  • pt_BR
  • Sobre
    • quem somos
    • CEBDS
    • Linha do Tempo
    • Visão, missão e princípios
    • Sobre o WBCSD
    • quem faz parte
    • Equipe
    • Governança
    • Trabalhe conosco
    • Nosso Trabalho
    • Câmaras Temáticas e Grupos de Trabalho
    • Advocacy
    • Eventos
    • Iniciativas
    • Capacitação
  • Atuação
    • Câmaras temáticas e Grupos de trabalho
    • Clima
    • Energia
    • Biodiversidade e Biotecnologia
    • Sociobieconomia
    • Impacto Social
    • Sistemas Agroalimentares
    • Finanças Sustentáveis
    • Água
    • Advocacy
    • Economia Circular
    • iniciativas
    • Coalizões para a Descarbonização
    • Plataforma Net Zero
    • Brasil de Soluções
    • Plataforma de Ação Pela Natureza
    • Compromisso de Biodiversidade
    • Compromisso de Segurança Hídrica
    • UK Pact
    • Visão 2050
    • IBNBIO
    • Movimento Empresarial pela Amazônia
  • Central de Conteúdos
    • imprensa
    • Clipping
    • Releases
    • Porta-vozes
    • Publicações
    • Documentos
    • Notícias
    • Artigos
  • Notícias
  • Associadas
  • Eventos
  • COP31
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Associe-se
  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis

A força da transparência

  • Publicado em 24/02/2014

Artigo publicado no dia 18 de junho de 2012, no jornal Valor Econômico

Por Marcos Bicudo e Marina Grossi (*)

‘O sucesso de uma empresa que direciona sua estratégia de negócios para a sustentabilidade é diretamente proporcional ao seu grau de transparência em divulgar indicadores socioambientais. Inspirados neste axioma do setor corporativo, o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês) e o Global Reporting Initiative (GRI) apresentarão, na Rio+20, proposta à ONU visando encorajar as grandes empresas ao redor do mundo a publicarem relatórios de sustentabilidade.

Como representante no Brasil do WBCSD, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) defende que o governo brasileiro seja mais arrojado. Por isso, encaminhou à presidente Dilma Rousseff carta de recomendação para que o governo brasileiro edite uma lei que torne obrigatória a publicação de relatórios de sustentabilidade para as grandes empresas, públicas e privadas, que atuam no Brasil.

Aparentemente polêmica, a iniciativa encontrará pouca resistência, pelo menos entre as empresas líderes de mercado no Brasil. Das 74 corporações associadas ao CEBDS, por exemplo, a maioria publica de forma voluntária relatórios de sustentabilidade aplicando a metodologia do GRI, uma referência mundial e reconhecida tecnicamente como a mais avançada. Além disso, está aumentando o número de empresas que produzem relatórios no Brasil, a partir desta metodologia. De 2009 para 2010, esse número saltou de 80 para 134, um crescimento de 68%. O crescimento médio global, por outro lado, foi de apenas 22% no mesmo período.

No cenário mundial, o Brasil está muito bem posicionado neste aspecto. É hoje o terceiro país em número de empresas que publicam relatórios de sustentabilidade utilizando o GRI, respondendo em 2010 por 7% do total no mundo. As companhias sediadas no Brasil estão atrás apenas daquelas com base nos Estados Unidos (10%) e na Espanha (9%). Contudo, temos muito a avançar, especialmente, no contexto mais amplo do setor empresarial. Entre as 533 empresas listadas na Bovespa, por exemplo, apenas 56 publicam relatórios de sustentabilidade, um percentual de 10,5%.

Estamos convencidos de que, se aprovarmos a proposta em questão, desencadearemos um processo multiplicador muito forte. O peso das grandes empresas na cadeia de valor vai disseminar essa prática entre as suas fornecedoras, proporcionando benefícios a uma vasta rede de stakeholders. Para reforçar essa tendência, também sugerimos ao governo a adoção de medidas de estímulo às pequenas e médias empresas para que iniciem esse processo.

Na proposta encaminhada à Presidência da República, há outras duas recomendações importantes: a adoção de um modelo de regulamentação inspirado no conceito “relate ou explique”, que mantém aberta a possibilidade de as empresas justificarem a não publicação e que já é consenso nas discussões globais sobre o assunto; e a promoção de uma ampla discussão, envolvendo os principais atores envolvidos no processo, ao longo de um período de 12 meses, sobre o modelo de regulamentação a ser adotado a partir de 2014.

Também consideramos fundamental que as informações publicadas nos relatórios tenham consistência técnica. Esse é o melhor caminho para evitar que empresas sejam levadas a cair na tentação do chamado greenwashing. As empresas só devem tornar público aquilo que possam provar e passar pelo crivo de uma auditoria feita por consultores independentes e de reconhecida reputação.

Recentes pesquisas revelaram que mais de 70% dos consumidores ouvidos nos Estados Unidos e Europa optam em adquirir produtos e serviços de empresas que desenvolvam algum trabalho de responsabilidade social ou ambiental. Esses estudos apontam que é cada vez maior o interesse do consumidor em observar certificações de produtos, origem na obtenção de matérias-primas, entre outras exigências. Trata-se de uma tendência inexorável e que, mais cedo ou mais tarde, passará a ser regulamentada pelo mercado.

O estudo prospectivo Visão Brasil 2050 – a nova agenda para os negócios do país, que será lançado pelo CEBDS no dia 22 de junho, às 11 horas, no Riocentro, em evento paralelo da Conferência da ONU, aponta para esta tendência inevitável. A obrigatoriedade será um passo em direção à integração dos relatórios financeiro e de sustentabilidade, conforme aponta o documento Vision 2050 do WBCSD, que inspirou a publicação do CEBDS. A incorporação dos indicadores de sustentabilidade no balanço financeiro das grandes empresas públicas e privadas instaladas no país é a próxima etapa do processo.

Esta recomendação do CEBDS é também uma forma de demonstrar que o setor empresarial que tem visão de médio e longo prazo está disposto a contribuir com o desafio de planejar o futuro que queremos para o nosso país. A disposição de tornar obrigatória a produção e publicação de indicadores socioambientais é uma oferta de transparência imprescindível para o aprofundamento da relação entre governo, empresas e sociedade e para a criação de uma agenda comum.

Além dos benefícios auferidos à empresa, que passam a ter uma posição de vanguarda no mercado e a ampliar a valorização de seus ativos intangíveis, os relatórios de sustentabilidade serão fundamentais para o Brasil, pois passarão a fornecer números para o cálculo do PIB.

Num futuro muito próximo, os quesitos utilizados para aferir o nível de desenvolvimento das nações não serão limitados a simples contas matemáticas de importação, exportação, produção de bens etc. Entrarão nessa contabilidade variáveis mais complexas, como níveis de emissões, reaproveitamento de água, processos de inclusão social, entre outras performances que integram o multifacetado conceito de sustentabilidade.

As evidências de que os relatórios de sustentabilidade são essenciais para os negócios, a economia, a sociedade e o meio ambiente são mais que suficientes para sustentar uma medida governamental que regulamente a sua publicação, fator que contribuirá para catalisar a transição para o modelo do desenvolvimento sustentável.

 

(*) Marcos Bicudo é charmain do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)

Marina Grossi é presidente executiva do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)

 

compartilhe:

Assine nossa newsletter

Informe seu e-mail e receba os nossos conteúdos. Respeitamos a privacidade das suas informações não compartilhando-as com ninguém.

Notícias relacionadas

Confira as notícias mais atuais e relevantes para ficar por dentro do que está em debate na agenda do Desenvolvimento Sustentável.

  • Água, Clima, Energia e Finanças Sustentáveis, Sistemas Agroalimentares
  • 06/08/2026

El Niño “muito forte” em 2026: quais são os riscos para o Brasil e por que o setor empresarial deve ficar atento

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis
  • 11/06/2026

Copa do Mundo e Sustentabilidade: o que tem a ver?

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis
  • 05/11/2025

Brasil aprova a Taxonomia Sustentável: novo marco para investimentos verdes e inclusivos

ver mais

Publicações relacionadas

Quer se aprofundar ainda mais neste assunto? Confira aqui outras publicações relacionadas a esta mesma temática.

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis
  • outubro 1, 2026

Guia IFRS S1 e S2 na prática

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis, Coalizões
  • setembro 22, 2026

Playbook: Sectoral Business Coalitions for Climate Action Scaling a Proven Model Across the Globe

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis
  • abril 15, 2026

Contribuições Iniciais das Coalizões de Descarbonização do CEBDS para a Regulamentação do Mercado de Carbono no Brasil

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis
  • dezembro 19, 2025

Guia para CFOs: Uma década de evolução e inovação no mercado de títulos sustentáveis brasileiros

ver mais

Eventos relacionados

Confira nossos próximos eventos relacionados a este tema e junte-se a nós para debater e compartilhar melhores práticas.

Clima, Energia e Finanças Sustentáveis

Accelerating Electrification to Achieve the Climate Goals: Enabling Conditions and Opportunities

14 de novembro
+ saiba mais

ver mais

CÂMARAS TEMÁTICAS
E GRUPOS DE TRABALHO

Clima, Energia e Finanças Sustentáveis

Biodiversidade e Biotecnologia

Amazônia

Impacto Social

Sistemas Agrolimentares

Água

Advocacy

Economia Circular


INICIATIVAS

Cadeias Agroalimentares

Compromisso de Biodiversidade

Compromisso de Segurança Hídrica

COPs

IBNBIO

Movimento Empresarial pela Amazônia

Plataforma de Ação Pela Natureza

Plataforma Net Zero


SOBRE

CEBDS

Linha do tempo

Visão, missão e princípios

WBCSD

Como atuamos

Conselhos do CEBDS

Equipe

Empresas associadas


CONTEÚDOS

Publicações

Notícias

Eventos

Imprensa


INTEGRIDADE

Código de Conduta

Canal de Denúncia


CONTATO

+55 21 2483-2250

cebds@cebds.org

CEBDS RJ: Rua São José, 40, 3º Andar. Centro, Rio de Janeiro, RJ.

CEBDS SP: R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 445, 3º andar Pinheiros, São Paulo, SP.

SIGA-NOS

Linkedin Facebook X-twitter Youtube Instagram Spotify

SEJA UM ASSOCIADO

Junte-se a mais de 100 grupos empresariais que estão trabalhando em conjunto para acelerar a transição para um futuro sustentável.

Saiba mais

ASSINE A NEWSLETTER

Informe seu e-mail e receba nossos conteúdos. Com isso, você autoriza a captura, armazenamento e utilização dos dados fornecidos em campanhas de divulgação por e-mail de publicações, eventos e notícias do CEBDS. O descadastramento pode ser solicitado a qualquer momento via descadastro@cebds.org.

Aviso de privacidade

Termo de uso

Política de Cookies

CEBDS. Todos os direitos reservados. Copyright 2023©  –  Produzido por Ludus e desenvolvido por Webinhood.