Expectativas para a COP16 são de avanços importantes no cumprimento de metas do Marco Legal de Biodiversidade e maior participação do setor privado.
A cidade de Cali, na Colômbia, será sede da 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade, entre os dias 21 de outubro e 1 de novembro de 2024. O evento espera mais de 23 mil participantes, dentre os quais estarão presentes 73 colaboradores de 42 empresas associadas ao CEBDS, constituindo o corpo empresarial da conferência.
Norteando o encontro, o tema “a paz com a natureza” é um chamado à ação para pensar a relação entre ser humano e meio ambiente, visando estabelecer um equilíbrio entre as partes e proporcionar um vínculo harmonioso com o ecossistema do planeta Terra, à medida em que se planeja um modelo econômico sem exploração e contaminação do meio ambiente.
Objetivos do CEBDS e suas associadas
Focada na preservação da diversidade biológica, a COP16 projeta ser a maior Conferência de Biodiversidade da história, não só em tamanho, com a presença de 190 países, mas também na participação do setor privado nas discussões da preservação biológica. Representando o setor empresarial, a participação do CEBDS e suas associadas busca a mobilização empresarial sobre ações efetivas em prol da preservação da biodiversidade, dando enfoque à implementação da sustentabilidade em suas agendas.
Dentre os objetivos da delegação, estão a implementação da Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB), com foco na Meta 15 do Marco Legal de biodiversidade, além de impulsionar a agenda nacional para negócios e investimentos em bioeconomia. Para Bruna Pasquini, Project Manager da Arcadis, associada ao CEBDS, a COP16 é também um momento de alinhamento entre setor privado e governos:
Há também a expectativa de acompanhar as movimentações dos governos nacionais, em especial o brasileiro, para alinhar estratégias empresariais com políticas públicas e entender como essas medidas podem afetar investimentos e operações. O setor privado também espera utilizar a COP 16 como plataforma para fortalecer compromissos em sustentabilidade, explorando oportunidades de parcerias e novos modelos, que contribuam para a conservação e regeneração dos ecossistemas.
– Bruna Pasquini, Project Manager da Arcadis
O trabalho conjunto dos setores público e privados pode ser um trunfo para a preservação biológica, principalmente dos países considerados megadiversos, como a Colômbia, país-sede do evento, e o Brasil, que abrigam uma extensa variedade de fauna e flora. Sobre o engajamento do setor empresarial brasileiro para o evento, Giovanna Cappellano, Coordenadora ESG do Grupo Sabará, associado ao CEBDS, pontua a importância da delegação:
A promoção das COPs de maneira geral como fonte de divulgação de conhecimento e promoção de boas práticas, e não apenas de negociação entre países junto a necessidade visível do envolvimento do setor privado para a implantação urgente de ações com o intuito de mitigar os cenários que vimos enfrentando se reflete, em nossa opinião, no maior envolvimento das associadas do CEBDS nesta COP.
– Giovanna Cappellano, Coordenadora ESG do Grupo Sabará
Dentre as reinvindicações do evento, um dos destaques é a cobrança de que os países que aderiram ao Marco Global de Biodiversidade apresentassem suas Estratégias e Planos de Ação Nacionais para a Biodiversidade (NBSAPs, na sigla em inglês) até esta edição, algo que foi feito por menos de 20% dos signatários.
Marco Global da Biodiversidade e a Bioeconomia
Em dezembro de 2022, durante a COP15, foi determinado o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, com 23 metas a serem cumpridas até 2030, com o objetivo de deter e reverter o processo de degradação do meio ambiente. A atuação do CEBDS está diretamente interligada à Meta 15 do acordo, que define o papel do setor empresarial na busca pela conservação da biodiversidade, impulsionando a adoção de modelos de produção sustentáveis e a redução dos impactos negativos na natureza.
Outro tema importante para as discussões de biodiversidade é a transformação do modelo econômico atual em um que passe a utilizar recursos biológicos nas etapas de sua produção. Na COP16, a bioeconomia surge como um caminho para alinhar as metas globais de conservação com o crescimento econômico sustentável, criando oportunidades para o setor privado, comunidades locais e governos colaborarem na construção de um futuro mais verde e resiliente.
O modelo econômico se baseia no uso sustentável de recursos biológicos, como plantas, animais, microrganismos e biomassa, para produzir alimentos, energia, produtos industriais e outros bens e alavancar o potencial da biodiversidade e ecossistemas.
Agenda do CEBDS na COP16
Você pode acompanhar as atualizações da delegação do CEBDS na COP16 acessando o hub #CEBDSnaCOP16 clicando aqui. Convidamos todos a conhecer e se engajar em nossa programação – os detalhes estão no link a seguir: https://bit.ly/Agenda-CEBDS-COP16

