Ir para o conteúdo
  • Imprensa
  • Contato
  • en_US
  • pt_BR
  • en_US
  • pt_BR
  • Sobre
    • quem somos
    • CEBDS
    • Linha do Tempo
    • Visão, missão e princípios
    • Sobre o WBCSD
    • quem faz parte
    • Equipe
    • Governança
    • Trabalhe conosco
    • Nosso Trabalho
    • Câmaras Temáticas e Grupos de Trabalho
    • Advocacy
    • Eventos
    • Iniciativas
    • Capacitação
  • Atuação
    • Câmaras temáticas e Grupos de trabalho
    • Clima
    • Energia
    • Biodiversidade e Biotecnologia
    • Sociobieconomia
    • Impacto Social
    • Sistemas Agroalimentares
    • Finanças Sustentáveis
    • Água
    • Advocacy
    • Economia Circular
    • iniciativas
    • Coalizões para a Descarbonização
    • Plataforma Net Zero
    • Brasil de Soluções
    • Plataforma de Ação Pela Natureza
    • Compromisso de Biodiversidade
    • Compromisso de Segurança Hídrica
    • UK Pact
    • Visão 2050
    • IBNBIO
    • Movimento Empresarial pela Amazônia
  • Central de Conteúdos
    • imprensa
    • Clipping
    • Releases
    • Porta-vozes
    • Publicações
    • Documentos
    • Notícias
    • Artigos
  • Notícias
  • Associadas
  • Eventos
  • COP31
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Associe-se
  • Advocacy, Água, Amazônia, Biodiversidade e Biotecnologia, Clima, Energia e Finanças Sustentáveis, Impacto Social, Institucional, Sistemas Agroalimentares

Amazônia, guardiã de soluções

  • Publicado em 10/09/2023

Até o fim desta década, temos a oportunidade de redefinir os caminhos para o desenvolvimento da região, partindo das novas oportunidades que a economia de baixo carbono traz

Por Marina Grossi*

Guardiã de soluções tanto para a crise climática quanto para a perda da biodiversidade, a Amazônia pode ser a grande catalisadora da descarbonização da economia brasileira. A substituição dos modelos predatórios de exploração do bioma por uma lógica que conserve a floresta em pé, aproveitando seu potencial de modo sustentável, poderia gerar um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de R$ 40 bilhões anuais, com geração de 312 mil empregos adicionais até 2050, como projeta o recente estudo Nova Economia da Amazônia, coordenado pelo WRI Brasil em parceria com mais de 70 pesquisadores de renome.

O caminho para redirecionar a rota de desenvolvimento da Amazônia não é simples, porém é possível, com os incentivos certos. De acordo com o estudo, o custo de transição para implementar a nova economia da Amazônia seria da ordem de R$ 2,56 trilhões até 2050, o equivalente a um investimento de 1,8% do PIB nacional por ano, cerca de 0,8% adicional ao nível de investimento atual. O estudo sugere o investimento de R$ 659 bilhões no uso estratégico do solo, R$ 410 bilhões na mudança da matriz energética e R$ 1,49 trilhão em infraestrutura – o valor mais significativo. Assim, remodelar a economia amazônica exigiria incentivos da parte do poder público, desonerando as atividades ligadas à bioeconomia amazônica, e também a criação de um arcabouço e taxonomia verde que orientem os fluxos financeiros nessa direção. Outro passo importante para atrair recursos é o mercado regulado de carbono, uma bandeira do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) desde 2016.

Ao menos quatro segmentos econômicos – bioeconomia, infraestrutura e energia, mineração e agropecuária – são fundamentais para redirecionar a economia da Amazônia e, em todos os cenários, o setor empresarial tem muito a contribuir, com sua capacidade de inovar e potencializar soluções. A bioeconomia é uma atividade de enorme potencial para a região, gerando hoje um PIB de R$ 12 bilhões, e que pode alcançar R$ 38,6 bilhões até 2050, a partir do fomento e agregação de valor dos produtos da floresta. A atividade de restauração de áreas degradadas, com ênfase nas chamadas soluções baseadas na natureza, também é um importante elemento dessa equação e pode ajudar na resiliência dos sistemas agrícolas.

Para se manter relevante, a agropecuária deve ser livre de desmatamento e completamente amparada pela massificação das práticas de baixo carbono e intensificação produtiva. Na área de infraestrutura, as soluções apontadas incluem aumentar o acesso da população a fontes descentralizadas de geração de energia, tais como os sistemas fotovoltaicos, e a utilização de transporte hidroviário com motores híbridos para otimizar a logística, com novos aproveitamentos para a extensa malha de rios amazônicos. Por fim, a atividade de mineração, que já é um importante vetor do PIB da região, pode ganhar nova proporção à medida que novos minerais estratégicos serão demandados no cenário de transição energética e na construção da infraestrutura para a economia de baixo carbono.

As decisões econômicas que serão tomadas nos próximos anos precisam levar em conta que, não obstante sua rica biodiversidade, a Amazônia Legal é a casa de 30 milhões de brasileiros, que convivem com indicadores de desenvolvimento humano ainda muito desiguais, seja no acesso à educação, saúde ou saneamento básico. É preciso que o planejamento da nova economia da região coloque as pessoas no centro da tomada de decisões e leve em consideração as diferentes faces de sua população: ribeirinhos, indígenas, quilombolas e seus descendentes, bem como os moradores da Amazônia urbana, que enfrentam o cotidiano das metrópoles e seus desafios de moradia, mobilidade e acesso a serviços básicos. O conhecimento local e ancestral, ancorado em mais de 12 mil anos de ocupação humana neste território, precisa ser acolhido e valorizado na construção desta nova realidade econômica.

No dia 5 de setembro foi celebrado o Dia da Amazônia, efeméride lançada em 2007 como forma de ampliar a consciência sobre a importância e a complexidade do bioma. A data remonta à criação da Província do Amazonas por dom Pedro II, em 1850, mas ganha atualidade neste momento em que a Amazônia está sob os holofotes e será sede da COP30, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em 2030, a primeira a ser realizada em solo brasileiro.

Até o fim desta década, temos a oportunidade de redefinir os caminhos para o desenvolvimento da região, partindo das novas oportunidades que a economia de baixo carbono traz. Diferentemente do passado, hoje temos conhecimento sobre a importância da floresta e dos serviços ambientais prestados por ela, e temos o legítimo clamor para que a riqueza gerada na região beneficie sua população, reduzindo as agudas desigualdades sociais. Há muito debate ainda a ser feito, mas já é consenso que o mundo precisa de uma Amazônia forte, preservada, próspera e resiliente.

* Marina Grossi é presidente do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), entidade com mais de 110 empresas associadas cujo faturamento somado equivale a quase 50% do PIB brasileiro

compartilhe:

Assine nossa newsletter

Informe seu e-mail e receba os nossos conteúdos. Respeitamos a privacidade das suas informações não compartilhando-as com ninguém.

Notícias relacionadas

Confira as notícias mais atuais e relevantes para ficar por dentro do que está em debate na agenda do Desenvolvimento Sustentável.

  • Biodiversidade e Biotecnologia, Sociobioeconomia
  • 19/08/2026
Mapa mostrando a cidade de Yerevan, capital da Armênia

COP17 da Biodiversidade: o que esperar do encontro na Armênia

  • Institucional, Reporting Matters
  • 14/08/2026
Imagem representativa de relatório

CEBDS apresenta novos instrumentos de apoio à sustentabilidade corporativa das empresas associadas 

  • Água, Clima, Energia e Finanças Sustentáveis, Sistemas Agroalimentares
  • 06/08/2026

El Niño “muito forte” em 2026: quais são os riscos para o Brasil e por que o setor empresarial deve ficar atento

ver mais

Publicações relacionadas

Quer se aprofundar ainda mais neste assunto? Confira aqui outras publicações relacionadas a esta mesma temática.

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis
  • outubro 1, 2026

Guia IFRS S1 e S2 na prática

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis, Coalizões
  • setembro 22, 2026

Playbook: Sectoral Business Coalitions for Climate Action Scaling a Proven Model Across the Globe

  • Bioeconomia, UK Pact
  • maio 8, 2026

Estudo sobre fluxos de investimentos privados nas cadeias de produtos relacionados à biodiversidade e para negócios comunitários no Brasil

  • Clima, Energia e Finanças Sustentáveis
  • abril 15, 2026

Contribuições Iniciais das Coalizões de Descarbonização do CEBDS para a Regulamentação do Mercado de Carbono no Brasil

ver mais

Eventos relacionados

Confira nossos próximos eventos relacionados a este tema e junte-se a nós para debater e compartilhar melhores práticas.

Água

2º encontro técnico: Plano Nacional de Reuso

23 de outubro
+ saiba mais
Sistemas Agroalimentares

Oficina online do Compromisso para Sistemas Agroalimentares Regenerativos: definição das linhas de base

27 de outubro
+ saiba mais
Clima, Energia e Finanças Sustentáveis

Accelerating Electrification to Achieve the Climate Goals: Enabling Conditions and Opportunities

14 de novembro
+ saiba mais
Sistemas Agroalimentares

Investment in Resilient Supply Chains: Linking Traceability, Emissions, and Finance for Producers

16 de novembro

Food and Agriculture Pavilion

+ saiba mais
Sistemas Agroalimentares

From Climate Pathways to Farm-Level Action: Trade, Finance and Agrifood Value Chains

16 de novembro

Food and Agriculture Pavilion

+ saiba mais

ver mais

CÂMARAS TEMÁTICAS
E GRUPOS DE TRABALHO

Clima, Energia e Finanças Sustentáveis

Biodiversidade e Biotecnologia

Amazônia

Impacto Social

Sistemas Agrolimentares

Água

Advocacy

Economia Circular


INICIATIVAS

Cadeias Agroalimentares

Compromisso de Biodiversidade

Compromisso de Segurança Hídrica

COPs

IBNBIO

Movimento Empresarial pela Amazônia

Plataforma de Ação Pela Natureza

Plataforma Net Zero


SOBRE

CEBDS

Linha do tempo

Visão, missão e princípios

WBCSD

Como atuamos

Conselhos do CEBDS

Equipe

Empresas associadas


CONTEÚDOS

Publicações

Notícias

Eventos

Imprensa


INTEGRIDADE

Código de Conduta

Canal de Denúncia


CONTATO

+55 21 2483-2250

cebds@cebds.org

CEBDS RJ: Rua São José, 40, 3º Andar. Centro, Rio de Janeiro, RJ.

CEBDS SP: R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 445, 3º andar Pinheiros, São Paulo, SP.

SIGA-NOS

Linkedin Facebook X-twitter Youtube Instagram Spotify

SEJA UM ASSOCIADO

Junte-se a mais de 100 grupos empresariais que estão trabalhando em conjunto para acelerar a transição para um futuro sustentável.

Saiba mais

ASSINE A NEWSLETTER

Informe seu e-mail e receba nossos conteúdos. Com isso, você autoriza a captura, armazenamento e utilização dos dados fornecidos em campanhas de divulgação por e-mail de publicações, eventos e notícias do CEBDS. O descadastramento pode ser solicitado a qualquer momento via descadastro@cebds.org.

Aviso de privacidade

Termo de uso

Política de Cookies

CEBDS. Todos os direitos reservados. Copyright 2023©  –  Produzido por Ludus e desenvolvido por Webinhood.