Setor empresarial apresenta negócios sustentáveis na Amazônia

Estudo desenvolvido pelo CEBDS, em parceria com o Idesam, mapeia boas práticas empresariais na região e que podem ser replicadas

O pilar representado pelo setor privado na Amazônia sustenta uma série de iniciativas positivas e conectadas com a visão contemporânea de que o mundo passa por uma emergência climática. É o que mostra o “Estudo de Boas Práticas Empresariais na Amazônia”, realizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) em parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam). O mapeamento inédito revela que existe uma ampla gama de projetos que já colhem bons frutos.

O estudo aponta caminhos e oportunidades para um maior engajamento em práticas sustentáveis na região. No documento são apresentadas iniciativas que enfrentaram os desafios típicos da Amazônia – que precisaram se reinventar, se adaptar e que, por isso, são escaláveis e podem ser aplicadas em diferentes contextos de atuação. São negócios como restauração de áreas degradadas, capacitação profissional, desenvolvimento de startups, agricultura sustentável e de maior produtividade, bioeconomia, inteligência artificial na prevenção ao desmatamento e extrativismo.

Entre as metas de descarbonização fixadas pelas companhias, um dos tópicos analisados na pesquisa, está o caso da Siemens, com os seus programas internos de precificação de carbono. Nesse tipo de iniciativa, é computada a pegada de carbono das diversas atividades da empresa. 

Os resultados obtidos por essa metodologia são convertidos em valores financeiros que compõem um fundo para o desenvolvimento de programas de neutralização de carbono. É como se o grupo – e a Neoenergia tem um plano semelhante – passasse a ter uma espécie de orçamento específico para programas de neutralização do carbono.

Outro escopo sob o olhar atento das empresas é o desenvolvimento de sistemas de rastreabilidade das cadeias produtivas. Especialmente, aos produtos ligados a commodities e ao uso do solo, como cacau, soja, madeira e pecuária. Principalmente na Europa, a exigência do consumidor para que os produtos comercializados não estejam atrelados a crimes ambientais é cada vez maior.

Existem ainda iniciativas como a da JBS, que inaugurou os chamados escritórios verdes em unidades de processamento de diferentes regiões-chave para criação de gado. O principal foco dessa iniciativa é oferecer suporte gratuito aos produtores que apresentem restrições ambientais, visando ajudá-los na regularização ambiental de seus negócios. Empresas como a Marfrig e a Nestlé – neste caso para o cacau e não para os rebanhos bovinos – também estão cada vez mais preocupadas com capacitação e adequação ambiental dos fornecedores.

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