Empresários obtêm apoio da Câmara dos Deputados para agenda sustentável

Em reunião com lideranças empresariais nesta terça-feira, presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), anuncia criação de grupo de trabalho para avançar em projetos legislativos relacionados à agenda da sustentabilidade

O movimento de lideranças empresariais pela sustentabilidade se reuniu na manhã de hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com os deputados Rodrigo Agostinho (PSB-SP), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, e Zé Silva (SD-MG), autor do PL 2633/2020, sobre regularização fundiária. Na reunião, Maia anunciou a criação de um grupo de trabalho para elencar e fazer avançar projetos legislativos relacionados à agenda da sustentabilidade.

“Foi uma conversa bastante objetiva, com foco em projetos legislativos em andamento e que podem contribuir com questões como combate ao desmatamento ilegal, regularização fundiária, rastreabilidade e licenciamento ambiental”, explicou Marina Grossi, presidente do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), em coletiva à imprensa realizada após a reunião.

Além dela, participaram da reunião com os deputados André Nassar (Presidente da Abiove); Carlo Pereira (Presidente do Pacto Global); Domingo Lastra (CEO da ADM); Leila Melo (Diretora-Executiva do Banco Itaú); Marcello Brito, (Presidente da Abag); Otávio Carvalheira (CEO da Alcoa); Patrícia Audi (VP Executiva do Banco Santander) e Paulo Hartung (Presidente do Ibá).

Um dos principais objetivos do movimento empresarial é separar essas empresas das que atuam à margem da lei. “A principal questão é que há um número pequeno propriedades privadas que atua na ilegalidade, mas que coloca em xeque a credibilidade da nossa legislação e também os nossos produtos lá fora”, afirmou André Nassar, presidente da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). De acordo com o presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), o setor entende que há problemas na cadeia produtiva. “Mas, nós não faremos vista grossa. A transparência das cadeias de produção é benéfica para os nossos produtos”, disse Brito.

Carlo Pereira, presidente do Pacto Global, destacou que o Brasil tem uma agenda positiva para mostrar. “Estamos muito à frente em relação aos países em desenvolvimento”, afirmou. Segundo o presidente da Abiove, as cadeias de soja e de carne bovina, por exemplo, montaram sistemas de rastreamento de seus produtos. “O objetivo é garantir que o produto exportado cumpriu toda a legislação brasileira”, explicou. 

O presidente da Abag também reforçou a sugestão do setor empresarial de que as discussões das novas linhas de crédito, que venham ser aprovadas pelo Congresso Nacional, tenham exigências de cumprimentos relacionados à economia de baixo carbono. “Ou seja, aproveitar esse momento de reinvenção para buscar uma economia mais inclusiva, horizontal, que perpasse todos os setores”, disse Brito. A reforma tributária, que pode ter um efeito positivo na agenda de meio ambiente e economia circular, também foi objeto de discussão na reunião com os deputados.

Articulação empresarial

No último dia 10, os executivos se reuniram com o presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, vice-presidente Hamilton Mourão, e discutiram o fortalecimento das ações de combate ao desmatamento na Amazônia e em outros biomas, maior participação e trabalho conjunto em políticas que induzam a uma retomada verde da economia, para um cenário de baixo carbono.

Essas reuniões são um desdobramento do Comunicado do Setor Empresarial Brasileiro, que veio a público no dia 7 de julho. O movimento empresarial também articula encontros com os presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Senado Federal, além do procurador-geral da República. O documento, que conquista novas adesões dia após dia, conta hoje com cerca de 60 CEOs de empresas e grupos empresariais dos setores industrial, agrícola e de serviços, além de cinco investidores e cinco instituições. A iniciativa é liderada pelo CEBDS, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e Instituto Brasileiro de Árvores (Ibá) e conta ainda com a Abiove e a Rede Brasil do Pacto Global.

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