Marcos do Conselho de Líderes

 

 

Do que o Brasil precisa para crescer? E, principalmente, crescer de modo sustentável e harmonioso com a realidade global e as necessidades presentes e futuras da população? Desafiados por essas questões, CEOS e altos executivos de alguns dos mais expressivos grupos empresariais em atuação no país reuniram-se em um Conselho de Líderes, disposto a construir um diálogo permanente da iniciativa privada com a sociedade civil e o poder público em todas as suas esferas. O objetivo é compartilhar uma visão de futuro comum a diferentes segmentos empresariais e propor soluções para gargalos que hoje entravam a competitividade e o desenvolvimento sustentável brasileiro.

O Conselho de Líderes (CL) foi formado em março de 2015, como uma instância do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que reúne 70 grandes grupos empresariais, responsáveis pela geração de 40% do PIB nacional e de 1 milhão de empregos diretos. O CL é composto por cerca de 20 CEOs desses grupos e atua com base na “Agenda CEBDS – Por um País Sustentável”, documento com 22 propostas, desenvolvido pelo CEBDS e discutido com os principais candidatos à presidência em 2014.

“Esse grupo tem uma constituição elástica e está aberto às participações de empresas associadas ao CEBDS. A condição é que seja integrado por lideranças com visão estratégica e poder decisório para definir prioridades”, explica a presidente do CEBDS, Marina Grossi, economista com vasto currículo como negociadora do Brasil na Conferência das Partes (COP) entre 1997 a 2001, e como coordenadora do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas entre 2001 e 2003.

Dentre as funções do CL está justamente a identificação dos assuntos mais prementes para o setor produtivo e o momento do país. Para preservar a transparência e a aderência aos interesses da sociedade civil, ele prevê a participação de observadores independentes. Função hoje exercida pela cientista Suzana Kahn Ribeiro, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), e pelo executivo Fabio Barbosa, membro do Conselho de Administração do Itaú Unibanco e ex-presidente do Grupo Abril e dos bancos Santander e ABN Real.

Os primeiros frutos da atuação do Conselho de Líderes são dois estudos já em fase de finalização: “Financiamento à Energia Renovável: Entraves, Desafios e Oportunidades” e “Consumo Eficiente de Energia: Uma Agenda para o Brasil”. A apresentação oficial da íntegra desses documentos acontecerá em 5 de maio próximo, durante evento no Museu do Meio Ambiente, localizado dentro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro (RJ). Mas Marina Grossi adianta que eles avançam em cinco aspectos.

  • Identificar o potencial de conservação de energia elétrica do Brasil;
  • Desenhar cenários de conservação de energia até 2030, com base na meta de eficiência elétrica da INDC (compromissos do Brasil no Acordo de Paris) e simulação da operação do Sistema Interligado Nacional (SIN);
  • Detectar as principais barreiras ao aproveitamento do potencial de conservação disponível;
  • Propor medidas para superar as barreiras hoje existentes e atingir os níveis de conservação de energia estabelecidos nos cenários simulados;
  • Avaliar o investimento necessário para a implementação dessa agenda e as alternativas para a captação dos recursos;
  • Mapear os fatores que ainda inibem o investimento na geração de energia renovável alternativa, tais como pequenas centrais hidrelétricas, energia eólica e fotovoltaica;
  • Elencar soluções financeiras, regulatórias e de mercado para a diminuição dos riscos de investimento  na geração alternativa de energia.

Os documentos preparados com apoio dos líderes empresariais e de observadores da sociedade civil também contribuem com propostas objetivas para o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil no ano passado durante a 21ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Clima (COP 21), em Paris. “Buscamos soluções que aliam avanço econômico a baixa emissão de carbono. Com a adesão da sociedade civil e do poder público, essas propostas ganham escala para preencher lacunas do nosso compromisso voluntário de redução de emissões de gases de efeito estufa (INDC, na sigla em inglês), que deverá ser ratificado a partir do próximo dia 22 de abril, quando o Acordo de Paris será oficialmente aberto para assinatura, em cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA)”, afirma Grossi.

Principais momentos do Conselho de Líderes do CEBDS

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